"Selos Recebidos"

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"Um Sonho a ser Repaginado"

A quem interessar possa.
Peço que me desculpem a ausência, mas pretendo logo retomar as atividades.
Talvez uma repaginada, uma mudança em mim seja precisada.

Beijos & Abraços.


Um desejo constante
Pensamento inquietante
 Ter-lhe perto assim
Sem nunca ficar longe de mim

Poder tocar lhe a face
Acarinhar-te sem disfarce
Segurar em tua mão
Entregando-te este coração

Desejo de lhe provocar risos
Mesmo os mais contidos
Contemplar seu sorrir
Sem deixar a alegria partir

Caminhar sempre a teu lado
Ter então o amor adornado
Cuidar com muito carinho
Acalentar-te como fosse em ninho

Pergunto-me se sonho
Por não querer o que lhe proponho
Se este for meu legado
Que este meu sonho seja então repaginado



"Eu Sonhei Um Sonho"
(I Dreamed A Dream)Susan Boyle

Eu sonhei um sonho num tempo que já se foi
Quando esperanças eram grandes e valia a pena viver
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus seria misericordioso

Então eu era jovem e destemido
Quando sonhos surgiram e foram usados e desperdiçados
Não havia nenhum resgate a ser pago
Nenhuma canção não cantada, nenhum vinho intocado

Mas os tigres vêm à noite
Com suas vozes suaves como trovão
Como eles despedaçam sua esperança
Transformando seus sonhos em vergonha

E ainda sim sonhei que ela veio até mim
E que viveríamos os anos juntos
Mas há sonhos que não podem ser
E há tempestades que não podemos prever

Eu tive um sonho que minha vida seria
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente daquilo que parecia
Agora a vida matou o sonho que sonhei




sexta-feira, 23 de julho de 2010

"Um sonho"




Hoje estou cansado
Mente e corpo em demasiado
Quero cochilar, descansar
A mente desligar

Sumir por um tempo
Quem dera  ter um sono perfeito
De sonhos cálidos
De amor válido

O corpo não responde
A mente se confunde
O pensamento divaga
O sono me desaba

Mas mesmo em dia corrido
Lembro-me de seu sorriso
Do seu olhar singelo
Aquele que faz qualquer dia mais belo

Hora de repousar
Deixar o sono chegar
E quem sabe nesta noite
Sonhe com seu lindo semblante

Um sono inocente
De sonho eloquente
Do amor uma nova semente



quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Devaneio"



Doce devaneio incessante

Banha meu leito de amor pulsante

Deste amor que advenho

Faça cessar este anseio

De desejar a toda vida

Doce amada e querida

Trazei-a e fazei-a ficar

Da espera se faça seu lugar

Desconheço doce nome

Não me importa codinome

Em silêncio nos amamos

Em desejos nos tomamos

Brindamos ao suor

Com lábios sem pormenor

Estou a ponto de desejar

Não mais despertar

Visto que tal amada

Tão somente é achada

Em noite enluarada

Adentra meu sono

Faz-me em sonho

Agora devo me deitar

Cessar o pensar

E de corpo relaxado

Novamente ser amado

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"Doce Noite"


Noite singela de tenro luar
De temperatura amena e de estrelas a bailar
Não tocou minha mão em simples gesto de tocar
Tocou também esta alma que vive um amor a sonhar

De dedos entrelaçados me lança olhar demasiado
Demasiado belo, acarinhado a muito esperado
Toma-me por inteiro em mero segundo dado
Tens-me ao todo pelo seu olhar fora eu roubado

Com olhar perdido ainda cálido vislumbro seus lábios
Que se movimentam em sedução pedindo a serem beijados
Não me atenho e logo nossos lábios se tocam desejados
Beijos demorados incendiados ha tanto tempo saudados

Agora me tens de alma e corpo
De presença e também a todo esforço
Não quero partir tampouco quero fazer alvoroço
Peço que fique que me tenha a cada esboço

Agora ao meu lado esta a caminhar
Somos um perante Deus na vontade de amar
Sorrimos cantamos e vivemos na vida a bailar
Somos dois insanos na intensidade de se doar

Agora quero a vida, o amor mais raro
Quero-te ao meu lado presente mais caro

E ao contemplar da vida magnífica
Vejo-me agora desperto de um sonho que fica


quinta-feira, 25 de março de 2010

"Amante"

Se pelo amor era movido.
Pelo ódio passei a ser alimentado.

Não odeio a quem amei.
E sim a mim que não a soube ter.

Assim desvaneço dia após dia.
Vivendo uma vida vazia.

O amor que podia lhe dar, finda aos poucos.
Dando lugar a pesadelos de um louco.
Pois pela cegueira do amor fora dominado.
E é na escuridão abandonado que me reencontro.

Levou consigo a clareza da visão.
Restando-me apenas o breu da razão.

Quanto às palavras profanadas.
Estas ecoam em minha mente
Anunciando o firmamento desta morada.

Pois as palavras podem dar vida.
A inconsistência delas pode roubá-la.

Levaste consigo o brilho de um olhar.
Ao qual, espero iluminar as sombras,
Que por ventura seu caminho cruzar.

Quanto a mim, estanco este caminhar.
Pois sem o brilho nos olhos sou incapaz de enxergar.

A ti rogo felicidades.
E enquanto rezo.
Sinto e vejo a vida passar.

Não ouse zombar do que senti.
Tampouco relembrar que existi.

Deste amor que jamais se finda;
Torno-me amante do Mundo e também da vida.

Pois findo meus dias de amante seu.
Visto que o amor que lhe dei, na verdade sempre foi meu.

sábado, 13 de março de 2010

"Cegueira da Razão"

Olá pessoal!
Bom, os comentários do post anterior foram respondidos.
E cá estou com um novo post, pois a insônia passou a ser companheira depois que me acostumei a ela.
Espero que gostem!
E muito obrigado a todos vocês que mantêm algo bom dentro de mim!


“A Cegueira da Razão”

Hoje compreendo;
Que por mais que os olhos meus te busquem em meio à multidão,
Jamais a irão encontrar, e isso tão somente por desejar.

No entanto os olhos teus, por não me procurar fatidicamente irão me encontrar.
E tudo isso por não o desejar.

Sou cego diante de meu desejo.
Você clarividente diante de seu desapego.

Sendo cego como fui diante do amor que me negou.
Preciso enfim voltar a enxergar.
Poder ver a vida novamente e dela novamente desfrutar.

Seus olhos as chamadas janelas d’alma ficaram defronte a mim.
Observaram-me com exatidão
E a verdade que neles encontrei fez com que me entregasse então.

Deixei que os olhos teus guiassem meu caminho.
Confiei neles tal como uma criança que no colo recosta a cabeça confia e adormece.
Fechando os olhos e confiando em quem a carrega.

Assim de olhos fechados, abdiquei-me da visão que contempla a razão.
Cego pelo amor e entregue a paixão.

Foi assim que a ti me entreguei.
E depois deste breve sono, calmo e aconchegante.
Despertei em meio á escuridão
Temeroso e apavorado buscava por tua luz.

Que nunca mais voltou.
Que simplesmente abandonou.
A criança que existe em mim.
Que em suas juras de amor acreditou.

quarta-feira, 10 de março de 2010

"Tempo.. Amigo"


Já tem algum tempo.
Que deixou de viver a meu lado a verdade que ainda existe em mim.
Já tem algum tempo.
Que nada sei a seu respeito, com quem anda ou com quem esta.

Sim já tem algum tempo.
Que tento sucumbir estes pensamentos enfadonhos.
Já tem algum tempo.
Que desejo não ter lembranças a seu respeito.

Sim tenho tentado.
A todo tempo tentado me convencer que fora apenas um devaneio.
Um sonho, uma ilusão, uma criação minha.

Sim já houve um tempo.
Um tempo em que não precisei saber de ti.
Um tempo em que viver não doía tanto assim.

Foi se o tempo.
O tempo que torcia para não passar.
O tempo em que contava os segundos para lhe ver chegar.

Que tempo foi este?
Estive perdido nele ou acabei me perdendo para sempre?

Como pode?
Como se pode ter algo tão perfeito, e num piscar de olhos tudo desvanecer?

Havia um tempo.
Um tempo nesta vida que tive com quem conversar.
Havia um tempo.
Um tempo em que apenas de uma vida quis participar.

Disse-me para não tentar apertar a areia que estava em minhas mãos.
Pergunto-lhe, de que adiantou?
Se a concha que formei com as mãos não resistiu aos ventos.
Pois suas mãos não estiveram sobrepostas às minhas,
para proteger o que nesta vida tive de mais valia.

Se o tempo é aliado, que seja breve então;
Assim, de lembranças não revivo uma paixão.
________________________________________
Se o tempo é aliado, cicatriza;
E faz desaparecer a dor desta ferida.

Não seja piedoso, tempo amigo;
Não permita existir saudades,
nesta vida que não mais encontra abrigo.

Seja breve, seja rápido
E encerre de vez este torpor.
Que por sí só ja encerrara a vida deste sonhador.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

" Um grande amor não se repete"

Talvez de fato, algo bom não se repita.
Talvez de fato, não se vivencie grande amor duas vezes em uma mesma vida.
Talvez e tão somente talvez, não se sinta falta de alguém por uma vida inteira.

Assim, regado a tantas incertezas, resiste a esperança.
Esperança que não se define, tampouco se toca.
Sentimento que fere, mas que também nos cura a alma.

Se acreditar, piamente que um grande amor não se repete.
Seria então único.
E se em verdade é único, então um dia há de regressar.




Hoje, estranhamente me vi envolvido em angústia.
Estas avassaladoras, que te impulsionam a mente e vertem em lágrimas.
Levada aos extremos e forrada de lembranças.

De momentos únicos que talvez nunca se repitam.
Momentos que em uma vida são incapazes de serem repostas.
Momentos que jamais em uma vida poderão ser esquecidas.

Tal como se define um grande amor.
Que nunca se repete e tão pouco se troca.

Assim, acometido de lembranças.
O corpo inerte tenta repousar em vão.
Pois o espírito inquieto vagueia em busca de respostas.

Mas que respostas haveria de se ter?
Se não, que os momentos únicos são tão somente únicos.
Imutáveis, tal como insubstituíveis.

A angústia não cessa.
Tão pouco cessa a dor.
Alimentando meu ser;
Tal como há alimentado o amor.

Assim sendo, que me resta?
Além de me acomodar e esperar.
Contemplar este pôr do Sol.
Enquanto aguardo tal amor regressar.

H²K  09/02/2010 – 02h36





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

RESPOSTA À CANÇÃO AMADO – RESPOSTA À ALGUÉM


AMADO – Vanessa da Mata

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

DEIXADO – Hamilton H. Kubo

Gostar antes mesmo de ter
Desejar antes mesmo de possuir
Crer que não precisa de mais ninguém
E apaixonar-se antes mesmo de amar

Quisera seu pedido fosse atendido
Assim não haveria entrega
Me fazendo parte de seu jardim
Tendo de ti os melhores beijos
Que tão cedo se findaram em mim

Me entreguei para estar com você
Sempre que ia tentava lhe manter
Me entreguei ao ponto que só fiquei
Do sim que teves de mim
Foi o nunca mais, que pode me dar

Lá fora a vida passa
Fria e sombria desde que partiu
Pude sim ser amado
Mas antes de tudo acontecer
Partiu sem dizer por que

Foi absoluto o dom de existir
Agora so solidão
Desta doação restaram apenas as migalhas do amor
Da extensão que fora divina apenas traços de que existiu

Lá fora a vida passa
Fria e sombria desde que partiu
Pude sim ser amado
Mas antes de tudo acontecer
Partiu sem dizer por que
E quanto a dança em que fora convidado
Resta apenas ouvir a canção
Pois tal como o Cisne
Sem um par
Não ouso mais dançar.
                                                 Hamilton H. Kubo 25/01/2010
*Amado-Vanessa da Mata
Composição: Vanessa da Mata

domingo, 17 de janeiro de 2010

Keep Walking - Always Believing / Mantenha a Caminhada - Sempre acreditando



I walk through this World trying to forget my feelings for someone.

But every step I take I still find tears of someone who also suffers.
Many hearts had been broken by believing in hope and dreams.
How much tears will I still find in this World?
How many broken hearts will I try to fix?

We get tired of believing in people that simply play with others feelings.

Tired of witnessing people fooling people.
We are made of same flesh and blood.
Why do they keep playing around with others feelings?

Let's stop watching romantic movies and realize that is only possible in the movies.
Do not forward e-mails with great pictures and instead just open the window and see with your own eyes.
There is beauty in the world of your visitors' computers that can show you.
Starting with feelings you may have by simply trying to truly live.

The greatest thing we can have is being extinguished by ourselves.

I had believed in someone and got hurt.
I believed in a dream that became a nightmare.
I believed in love.
And even after so many scars.
I still believe in love.
It is all around us.
Hoping we to meet us.
Simply by opening our doors.
                                                      Hamilton Hideto Kubo 16/01/2010

Tradução!!
Caminho por este mundo tentando esquecer meus sentimentos por alguém.

Mas a cada passo que dou encontro lágrimas de alguém que sofre.
Muitos corações que se quebraram por acreditar, por ter esperança e por ter sonhos.
Quantas lágrimas ainda encontrarei por este Mundo afora?
Quantos corações partidos vou tentar consertar?

Nós nos cansamos de acreditar em pessoas que simplesmente brincam com os sentimentos.

Cansados de presenciar pessoas enganando pessoas.
Somos da mesma carne, do mesmo sangue .
Então por que continuar a brincar com os sentimentos alheios?

Vamos parar de assistir filmes românticos e achar que apenas é possível em filmes.
Deixar de encaminhar e-mails com fotos incríveis e simplesmente abrir a janela e ver com os próprios olhos.
Existe mais beleza no mundo do que seu computador pode lhe mostrar.
A começar pelos sentimentos que pode ter simplesmente vivendo de verdade.

A maior fortuna que podemos ter esta sendo extinta por nós mesmos.

Eu acreditei em alguém e me machuquei.
Eu acreditei em um sonho que se tornou pesadelo.
Eu acreditei no amor.
E mesmo depois de tantas cicatrizes.
Continuo a acreditar no amor.
Ele esta ao nosso redor.
Esperando que o encontremos.
Simplesmente abrindo nossas portas.
                                                         Hamilton Hideto Kubo  16/01/2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Reinicio"


O reinicio.


Um novo começo e como se parecesse de propósito a Lua presente como testemunha novamente. E ela me questiona quais serão meus novos desafios, os novos sonhos.
Tento me embriagar em vão para não mais me perguntar sobre o que será ou o que virá. Sinto-me uma peça de um jogo que parece não ter fim.
Não se sabe como serão meus próximos dias, apenas sei que o futuro a Deus pertence, não entendo as passagens que tive, não hoje ao menos.
Talvez me faça sentido em outro momento qualquer, mas não na data presente em que me encontro em uma mesa de bar brindando com amigos como se fosse apenas mais uma noite qualquer, mas esta de forma alguma desvaloriza as companhias que tenho aos quais agradeço e espero sempre estar junto a elas.
Talvez por que a única carta fora do baralho seja eu mesmo, buscando algo que nem mesmo sei o que seja.
Mas busco...
Talvez um dia o encontre ou talvez esta busca esteja destinada a outra vida.
Enfim, como dizem... Sei que nada sei!
Apenas viverei o momento a mim destinado, pois já vivera por demais momentos que julguei serem possíveis...
Assim sou eu em mais um ano que se inicia, regado de esperanças que trago em minha alma e mente, acreditando que isso faça parte de minha essência.


SP 03.01.2010                                                                   Hamilton H. Kubo




Feito “vela” a chama de mais um ano se apaga
E de imediato acendemos uma nova “vela”
Para que esta passe a iluminar nossas novas noites
E também os novos dias
Que esta chama seja forte
Que seja resistente
E que mesmo nas tempestades que de certo virão
Possa continuar guiando nosso caminho
Em mais este novo ano que se inicia...


by: Hamilton H. Kubo 05/01/10




quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Aquecimento Global




Como sou pequeno, insignificante e egoísta
Tão preocupado com minha dor que não notei meu dia a dia

Sempre gostei de ter a luz do Sol aquecendo minha pele
Tal como fez aos meus pensamentos
E de tão preocupado com minha dor
Não notei que o mesmo Sol que antes aquecia hoje me fere.

Por quantas vezes, deixei com que uma chuva de verão lavasse minha alma
E levasse consigo amargos pensamentos
E hoje a chuva que antes dava alento, traz apenas desespero

A neve sempre branca e cristalina
Fonte inspiradora de cantos e versos
Hoje diluída, dissipada
Simplesmente deixando de existir

Mesmo a Lua que fora testemunha de declarações
Hoje mal enxergamos
Pois esta coberta pelas criações do homem

Onde estava com a cabeça?
Por onde se divagaram meus pensamentos
Se o solo que sempre fora minha morada
Não atendi quando me pediu atenção

O ser humano clama por amor
Mas ouso dizer que o Planeta hoje chora por ele
Este mesmo amor dedicado de forma imensurável a outrem
Também é o amor que o Planeta anseia em ter

Meu sonho é estar a escrever sob a sombra de uma árvore
Entoando palavras de amor enquanto vivo a velhice
Mas temo não poder realizar
Pois a cada dia uma sombra mais deixa de nos prestigiar


Peço seu perdão
Pois tenho saudade das chuvas de verão
Que ao invés de destruir
Criava em cada um uma vontade a mais de existir.

09/12/09                                                              By: Hamilton H. Kubo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"A Peça de nossas Vidas"


Posso estar rodeado de pessoas, rostos estranhos em meio a inúmeros pensamentos.
Oportunidade para conversar, discutir gargalhar ou ate mesmo conhecer novas pessoas. Enfim, um mar repleto de chances das mais variadas formas.
No entanto, a mente oscila e busca compreender o que já se passou.
Então, mesmo estando diante de um mar, me sinto preso a uma ilha.
Revejo a peça de nossas vidas passando diante dos meus olhos, e continuo sentado assistindo a esta peça cujo final não entendo.
Sei que o fim desta peça já foi definido e que nada posso fazer para mudá-lo, então por que minha mente continua reprisando este espetáculo que findou um sonho?
Como se desencarnado fosse posto a viver em uma espécie de purgatório.
Onde parece necessário viver e reviver sentimentos que apenas nos afligem a alma.
Sei que não posso permitir que tal espetáculo finde também a ânsia de viver.
Portanto preciso me libertar, tirar esta peça de cartaz de uma vez por todas.
Vou permitir que o mar desapareça com esta ilha, pois sei que não mais retornará a esta morada que me ajudou a construir.
Queimar todo este roteiro que me ajudou a escrever, e reescrever a peça de minha vida.
E nesta nova peça não existirão atores principais, nem locais especiais.
Apenas um monólogo.
Onde narrarei meus passos errantes.
Sonhos e conquistas de passos solitários.

Caminhando por esta vida lhe encontrei
Pediu-me que lhe estendesse a mão
Relutei...
Mas diante de seus olhos revelou-se minha fraqueza
Acreditei em suas verdades
E a mão enfim lhe entreguei
Quando pode se sustentar
Minha mão abandonou
E por fim me deixou.
E aquela verdade a qual me entreguei
Em verdade jamais existiu.
07/12/2009              By: Hamilton H. Kubo


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Escravo de mim mesmo.


Estou cansado, exausto para ser mais honesto.
As noites não mais trazem conforto, o leito se transformara em campo de guerra.
E a razão tenta inutilmente assassinar a emoção.
Nesta batalha me remetem ao que poderia ter sido, e às perguntas do por que não foi.
Me sinto escravo dos sentimentos que tive, que se criaram e que hoje teimam em permanecer.
Tento incessantemente me desvencilhar de minhas lembranças, mas é inútil pois penso em quem não quero pensar.
Contráditorio a todo momento, assim se tornaram meus pensamentos.
Na noite, ao buscar distrações sou acometido por uma mescla de sentimentos, que por vezes pede que os olhos não vejam e que os sons sejam silenciados.
Inútil mais uma vez, pois logo vem o aperto no peito e os olhos buscam incessantemente a quem também não quero e quero rever.
Preciso de uma fórmula, algo milagroso.
Ou simplesmente deixar de ser escravo de mim mesmo.
E poder seguir adiante me desprendendo deste sonho que um dia me venderam.

Sei que cedo ou tarde, terei desejado ser o que não sou.
Se já não o desejo afinal.
Amar a quem não amei e esquecer a quem nunca me amou.
Mas enquanto este dia não vem, findo dia a dia.
Aguardando a candeia se apagar.
E quando a noite se anunciar;
Fechar meus olhos e poder por fim adormecer.
30/11/2009                                 by: Hamilton H. Kubo

Unstoppable
Impossível De Parar


Come and lay right on my bed, sit and drink some wine
Venha e sente na minha cama, tome um pouco de vinho

I'll try not to make you cry
Tentarei não te fazer chorar

And if you get inside my head, then you'd understand
E se você entrasse na minha mente, então você entenderia

Then you'd understand me
Então você me entenderia

Why I've felt so alone, why I kept myself from love
Porque me senti tão sozinho, porque me privei de amar

Ábum : Camino Palmero - The Calling


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

“Do grão que fere ao belo que encanta...”

-->
Incrível como algumas cicatrizes permanecem inertes em nosso intelecto.
Refiro-me a seqüelas que não são visíveis, mas que nos impede de muitas coisas, cicatrizes que são invisíveis aos olhos, mas nos corrói a alma, normalmente são causadas por acreditar em sonhos que dividimos com alguém.
Sabemos que estas “dores” ou “seqüelas” não passam de metáforas, mas nos parecem muito reais.
Convertem-se em lágrimas, em apertos no peito em insegurança e descrença.
Por vezes gera certa revolta, não focada, ou seja, revolta-se com tudo e com todos como se fosse um escudo, com intuito de se privar de sentimentos.
E por vezes esta revolta afeta pessoas que lhe rodeiam, que nada tem a ver com seu sofrimento ou a seqüela que deixaram em você.
Como na voz de Renato Russo em “Mais uma vez”
“Tem gente que esta do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá.”
“Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar...”
Se deixarmos de dar atenção ao que realmente somos e passar a dar atenção maior a estas seqüelas ou cicatrizes, passamos para o outro lado (viramos a casaca).
Imaginem que esta pessoa que o feriu, ou melhor, o sentimento que o feriu seja uma gota de óleo, que acidentalmente caiu em seu mar (alma), se permitir que permaneça lá esta pequena gota irá afetar toda água e por fim tornará o que era límpido em turvo.
O que tento dizer é que este sentimento é pequeno demais para deixarmos com que afete todo nosso ser.
Notem, não estou dizendo que é fácil se livrar de mágoas e sim dizendo para não desistirem.
Vamos tentar nos imaginar como sendo ostras que ao receberem os grãos de areia que as machucam se concentram em não permitir que este grão continue a machucá-la.
E depois de um trabalho árduo (interno), ela transforma este grão de areia áspero e pontiagudo em algo liso e bonito, esta chamada pérola.
Claro que se torna algo palpável, bem diferente de nossas seqüelas, mas a idéia é justamente esta, não permita que um sentimento ruim seja o poluente para toda sua essência, leve o tempo que precisar,  pois a própria ostra leva em média oito anos para realizar todo este processo. Certamente levaremos muito menos para transformar “nosso grão de areia” em uma bela pérola.
   * Do what I say, never what I do.  - By Hamilton H. Kubo

-->
Feriu e usou-me como quis, deixou a ferida no lugar do alento;

Mesmo assim, ferido e abandonado, continuo em pé, resistindo às marés.

Para um dia lhe estender a mão e ajudar-lhe a levantar quando precisar.



26/11/2009                                       


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Prisioneiros do Medo

Prisioneiros do Medo


Como nos tornamos prisioneiros de nossos medos?
A verdade seja dita, muitas vezes somos acometidos por um medo irracional que nos paralisa e nos engessa, não nos permitindo tomar uma ação ou uma atidude.
Muitos de nós vivenciamos algum tipo de medo, seja ele de um desafio profissional ou pessoal.

O medo do novo, do desconhecido é muito comum na sociedade em que vivemos mesmo ela estando oculta dentre tantos pensamentos.
Pois além do nosso medo pessoal existe também o receio de que seu medo se torne conhecido pelas pessoas que lhe rodeiam.


Por exemplo, uma pessoa que fora magoada em um relacionamento terá como informação em seu subconsciente uma dor invisível devido ao que aconteceu e inevitavelmente se tornará um medo ou mesmo receio em um novo relacionamento. Claro que essa reação não deve ser generalizada, pois ela varia de acordo com a personalidade de cada um.


A questão aqui é que o medo na maioria das vezes é gerado por conta de uma experiência não bem sucedida, o que independe do campo, seja ele profissional, pessoal ou sentimental.
E esse medo se aloja em uma parte de nosso subconsciente e só nos damos conta dele quando nos deparamos com uma situação similar a que criou esse medo.
E este por sua vez, pode até nos impedir de sermos felizes em um determinado campo de nossas vidas.
A idéia é que precisamos nos desvencilhar de amarras (referindo-se a algum medo), para que algo de realmente certo, caso contrário podemos nos paralisar diante do desafio.
Não é fácil tomar tal atitude, mas sabemos que se não a tomarmos jamais nos libertaremos dos nossos medos.


Por isso ouvimos tanto a expressão “Errar é humano“ e de fato é e somente por eles é que conseguiremos o acerto. Claro que com algum aperfeiçoamento, pois através de uma tentativa falha o cérebro humano será capaz de assimilar os passos a serem tomados em uma segunda tentativa.


Por isso tente, erre, mas jamais desista. Não permita que o medo de errar ou de errarem com você seja motivo para deixar de viver algo.


Afinal de contas, os sentimentos que terá com os acertos serão infinitamente mais satisfatórios.






21/09/09 – 22h02 * Do what I say, never what I do. - By Hamilton H. Kubo



Surgiu de forma sorrateira, invadindo meus pensamentos.
Me recriou, trazendo sensações a muito esquecidas, bordando sonhos em minha vida e fazendo-me acreditar que sonhava contigo.
Criamos laços invisíveis, aos olhos mas seguro aos sentimentos.
E como em uma estação de primavera floriu meu campo dando vida e cor a minha vida, mas depois partiu deixando o secar e por fim encontrar seu epílogo.
E quando partiu, levou algo consigo.
O brilho de meus olhos, que ficaram presos aos seus quando nossos lábios se tocaram.

                                                                                                                                   Hamilton H. Kubo

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