"Selos Recebidos"

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domingo, 16 de maio de 2010

"Estrela Guia"



Saí a caminhar a fim de me distrair.
Gostaria de ver o Mar,
E seu som ouvir para me acalmar.

Mas na selva de pedra
Distante do Mar que posso ter?
Se não o Luar.

Olhos distantes desprendidos
Enxergam ao longe uma estrela e seus pedidos.
O de alcançar a Lua toda adorada.
Sempre querida e imaculada

Pequenina estrela distinta
Que mesmo pequena não se dá por vencida
Teima brilhar para ser notada
Brilha para ser mantida

Que seu brilho jamais se esvaia
Que o sonho jamais lhe traia

Desejo que o trajeto
Mesmo penoso de certo
Não lhe seja monstruoso
E desistir tampouco.

Seja o caminho longo ou tortuoso.
Tenho-lhe como exemplo vistoso,
Que o amor sempre vale à pena
Pois não somos alma pequena...

terça-feira, 16 de março de 2010

"Abençoados pelo Luar"

Em noites calmas de silêncio inigualável.
Em que a temperatura é branda, amena e amigável.

Noites em que o luar é belo, de céu iluminado.
Em que as nuvens parecem bailar uma sinfonia de ritmo desenfreado.

São estas as noites que chamamos de valsa dos apaixonados.
Pois quem além destes, estaria a contemplar este show imensurável?

Noites em que se apagam as candeias.
Que se deixam as casas, e se povoa a praça.

A noite que é tranqüila preserva seu silêncio.
Os corpos se tocam os olhos se fitam.
Os lábios se tocam.

A valsa dos apaixonados.
De pensamentos profundos e sonhos distantes.
De olhares cálidos o show é contemplado.

Na valsa dos apaixonados.
Onde as promessas são feitas.
Os sonhos divididos e juntamente sonhados.

Na valsa dos apaixonados.
Onde as bênçãos são rogadas.
Os olhares são divididos e os amores renovados.

O luar tão belo atende ao pedido.
Que por deveras com um beijo fora selado.


Tens por obrigação cumprir as promessas que faz.
Se te julgas incapaz não prometa.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Reinicio"


O reinicio.


Um novo começo e como se parecesse de propósito a Lua presente como testemunha novamente. E ela me questiona quais serão meus novos desafios, os novos sonhos.
Tento me embriagar em vão para não mais me perguntar sobre o que será ou o que virá. Sinto-me uma peça de um jogo que parece não ter fim.
Não se sabe como serão meus próximos dias, apenas sei que o futuro a Deus pertence, não entendo as passagens que tive, não hoje ao menos.
Talvez me faça sentido em outro momento qualquer, mas não na data presente em que me encontro em uma mesa de bar brindando com amigos como se fosse apenas mais uma noite qualquer, mas esta de forma alguma desvaloriza as companhias que tenho aos quais agradeço e espero sempre estar junto a elas.
Talvez por que a única carta fora do baralho seja eu mesmo, buscando algo que nem mesmo sei o que seja.
Mas busco...
Talvez um dia o encontre ou talvez esta busca esteja destinada a outra vida.
Enfim, como dizem... Sei que nada sei!
Apenas viverei o momento a mim destinado, pois já vivera por demais momentos que julguei serem possíveis...
Assim sou eu em mais um ano que se inicia, regado de esperanças que trago em minha alma e mente, acreditando que isso faça parte de minha essência.


SP 03.01.2010                                                                   Hamilton H. Kubo




Feito “vela” a chama de mais um ano se apaga
E de imediato acendemos uma nova “vela”
Para que esta passe a iluminar nossas novas noites
E também os novos dias
Que esta chama seja forte
Que seja resistente
E que mesmo nas tempestades que de certo virão
Possa continuar guiando nosso caminho
Em mais este novo ano que se inicia...


by: Hamilton H. Kubo 05/01/10




quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Aquecimento Global




Como sou pequeno, insignificante e egoísta
Tão preocupado com minha dor que não notei meu dia a dia

Sempre gostei de ter a luz do Sol aquecendo minha pele
Tal como fez aos meus pensamentos
E de tão preocupado com minha dor
Não notei que o mesmo Sol que antes aquecia hoje me fere.

Por quantas vezes, deixei com que uma chuva de verão lavasse minha alma
E levasse consigo amargos pensamentos
E hoje a chuva que antes dava alento, traz apenas desespero

A neve sempre branca e cristalina
Fonte inspiradora de cantos e versos
Hoje diluída, dissipada
Simplesmente deixando de existir

Mesmo a Lua que fora testemunha de declarações
Hoje mal enxergamos
Pois esta coberta pelas criações do homem

Onde estava com a cabeça?
Por onde se divagaram meus pensamentos
Se o solo que sempre fora minha morada
Não atendi quando me pediu atenção

O ser humano clama por amor
Mas ouso dizer que o Planeta hoje chora por ele
Este mesmo amor dedicado de forma imensurável a outrem
Também é o amor que o Planeta anseia em ter

Meu sonho é estar a escrever sob a sombra de uma árvore
Entoando palavras de amor enquanto vivo a velhice
Mas temo não poder realizar
Pois a cada dia uma sombra mais deixa de nos prestigiar


Peço seu perdão
Pois tenho saudade das chuvas de verão
Que ao invés de destruir
Criava em cada um uma vontade a mais de existir.

09/12/09                                                              By: Hamilton H. Kubo

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