"Selos Recebidos"

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

" Um grande amor não se repete"

Talvez de fato, algo bom não se repita.
Talvez de fato, não se vivencie grande amor duas vezes em uma mesma vida.
Talvez e tão somente talvez, não se sinta falta de alguém por uma vida inteira.

Assim, regado a tantas incertezas, resiste a esperança.
Esperança que não se define, tampouco se toca.
Sentimento que fere, mas que também nos cura a alma.

Se acreditar, piamente que um grande amor não se repete.
Seria então único.
E se em verdade é único, então um dia há de regressar.




Hoje, estranhamente me vi envolvido em angústia.
Estas avassaladoras, que te impulsionam a mente e vertem em lágrimas.
Levada aos extremos e forrada de lembranças.

De momentos únicos que talvez nunca se repitam.
Momentos que em uma vida são incapazes de serem repostas.
Momentos que jamais em uma vida poderão ser esquecidas.

Tal como se define um grande amor.
Que nunca se repete e tão pouco se troca.

Assim, acometido de lembranças.
O corpo inerte tenta repousar em vão.
Pois o espírito inquieto vagueia em busca de respostas.

Mas que respostas haveria de se ter?
Se não, que os momentos únicos são tão somente únicos.
Imutáveis, tal como insubstituíveis.

A angústia não cessa.
Tão pouco cessa a dor.
Alimentando meu ser;
Tal como há alimentado o amor.

Assim sendo, que me resta?
Além de me acomodar e esperar.
Contemplar este pôr do Sol.
Enquanto aguardo tal amor regressar.

H²K  09/02/2010 – 02h36





terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Alimentando nossos monstros"



Hoje, resolvi escrever sobre um assunto que já há algum tempo vem martelando em minha mente.
Sobre os monstros em meu interior, que com a ajuda de uma amiga muito querida pude dar imagem a eles.
Trata-se de dois extremos, que acredito existir em todos nós.
No meu caso como mencionei acima, foram classificados como sendo lobos, isso mesmo, dois lobos que habitam meu ser.
Para minimizar suas caracterizas, resolvi então dar cor a eles, o branco e o preto.
Onde o branco representa toda a parte “boa“, a singela, a sonhadora e harmoniosa, e o preto por sua vez a parte obscura, o mau, o impiedoso causador de discórdias.
Ha algum tempo eles tem travado uma batalha diária,   iniciada em meados de 28/04/2009.
E até o dado momento não cessaram, sequer por um momento,  por serem caçadores e sanguinários apenas cessarão esta batalha, quando enfim um  deles se submeter ao comando do mais forte. 
Como  sabemos  podemos alimentar um dos lados, tornando-o mais forte e resistente.
No entanto, em certos momentos simplesmente não sabemos qual dos lobos queremos que sobreviva.
O ideal seria que ambos sobrevivessem, e resultasse em equilíbrio, mas receio que isso possa me tornar instável, ou seja, algo parecido como possuir duas faces.
Então, simplesmente não os alimento.
Sem amor e sem rancor...  
Apenas deixando com que travem esta incessante batalha, até que por fim haja um vitorioso.
E assim  manter tudo sob seu controle, sem necessitar de uma eliminação propriamente dita.
Gostaria que tal batalha não tivesse sido iniciada, pois já houve uma vez em que isso ocorreu, e essa batalha perdurou por longos anos.
Espero que esta a que vivo no momento não seja tão duradoura, pois quero ter novamente meu sono tranqüilo e meus dias mais amenos.
Pois sei que o mal que causo a mim provém de mim mesmo e de mais ninguém.

SP 12/01/2010 - 15h01.


2010
Não serei fraco, a ponto de me entregar
Nem tão forte, a ponto de me extinguir
Serei bom tal como serei mau
Benevolente e malevolente
Serei um dominado por dois

Não sonharei contigo seu sonho
Pois este a mim é um sonho vil
Serei lúcido e de pés no chão
Pois ao viver de sonhos de outrem
Perdi-me, e nunca mais voltei...

10/01/2010 – 21h30min                                          Hamilton Hideto Kubo



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Reinicio"


O reinicio.


Um novo começo e como se parecesse de propósito a Lua presente como testemunha novamente. E ela me questiona quais serão meus novos desafios, os novos sonhos.
Tento me embriagar em vão para não mais me perguntar sobre o que será ou o que virá. Sinto-me uma peça de um jogo que parece não ter fim.
Não se sabe como serão meus próximos dias, apenas sei que o futuro a Deus pertence, não entendo as passagens que tive, não hoje ao menos.
Talvez me faça sentido em outro momento qualquer, mas não na data presente em que me encontro em uma mesa de bar brindando com amigos como se fosse apenas mais uma noite qualquer, mas esta de forma alguma desvaloriza as companhias que tenho aos quais agradeço e espero sempre estar junto a elas.
Talvez por que a única carta fora do baralho seja eu mesmo, buscando algo que nem mesmo sei o que seja.
Mas busco...
Talvez um dia o encontre ou talvez esta busca esteja destinada a outra vida.
Enfim, como dizem... Sei que nada sei!
Apenas viverei o momento a mim destinado, pois já vivera por demais momentos que julguei serem possíveis...
Assim sou eu em mais um ano que se inicia, regado de esperanças que trago em minha alma e mente, acreditando que isso faça parte de minha essência.


SP 03.01.2010                                                                   Hamilton H. Kubo




Feito “vela” a chama de mais um ano se apaga
E de imediato acendemos uma nova “vela”
Para que esta passe a iluminar nossas novas noites
E também os novos dias
Que esta chama seja forte
Que seja resistente
E que mesmo nas tempestades que de certo virão
Possa continuar guiando nosso caminho
Em mais este novo ano que se inicia...


by: Hamilton H. Kubo 05/01/10




segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"A Peça de nossas Vidas"


Posso estar rodeado de pessoas, rostos estranhos em meio a inúmeros pensamentos.
Oportunidade para conversar, discutir gargalhar ou ate mesmo conhecer novas pessoas. Enfim, um mar repleto de chances das mais variadas formas.
No entanto, a mente oscila e busca compreender o que já se passou.
Então, mesmo estando diante de um mar, me sinto preso a uma ilha.
Revejo a peça de nossas vidas passando diante dos meus olhos, e continuo sentado assistindo a esta peça cujo final não entendo.
Sei que o fim desta peça já foi definido e que nada posso fazer para mudá-lo, então por que minha mente continua reprisando este espetáculo que findou um sonho?
Como se desencarnado fosse posto a viver em uma espécie de purgatório.
Onde parece necessário viver e reviver sentimentos que apenas nos afligem a alma.
Sei que não posso permitir que tal espetáculo finde também a ânsia de viver.
Portanto preciso me libertar, tirar esta peça de cartaz de uma vez por todas.
Vou permitir que o mar desapareça com esta ilha, pois sei que não mais retornará a esta morada que me ajudou a construir.
Queimar todo este roteiro que me ajudou a escrever, e reescrever a peça de minha vida.
E nesta nova peça não existirão atores principais, nem locais especiais.
Apenas um monólogo.
Onde narrarei meus passos errantes.
Sonhos e conquistas de passos solitários.

Caminhando por esta vida lhe encontrei
Pediu-me que lhe estendesse a mão
Relutei...
Mas diante de seus olhos revelou-se minha fraqueza
Acreditei em suas verdades
E a mão enfim lhe entreguei
Quando pode se sustentar
Minha mão abandonou
E por fim me deixou.
E aquela verdade a qual me entreguei
Em verdade jamais existiu.
07/12/2009              By: Hamilton H. Kubo


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

“Do grão que fere ao belo que encanta...”

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Incrível como algumas cicatrizes permanecem inertes em nosso intelecto.
Refiro-me a seqüelas que não são visíveis, mas que nos impede de muitas coisas, cicatrizes que são invisíveis aos olhos, mas nos corrói a alma, normalmente são causadas por acreditar em sonhos que dividimos com alguém.
Sabemos que estas “dores” ou “seqüelas” não passam de metáforas, mas nos parecem muito reais.
Convertem-se em lágrimas, em apertos no peito em insegurança e descrença.
Por vezes gera certa revolta, não focada, ou seja, revolta-se com tudo e com todos como se fosse um escudo, com intuito de se privar de sentimentos.
E por vezes esta revolta afeta pessoas que lhe rodeiam, que nada tem a ver com seu sofrimento ou a seqüela que deixaram em você.
Como na voz de Renato Russo em “Mais uma vez”
“Tem gente que esta do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá.”
“Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar...”
Se deixarmos de dar atenção ao que realmente somos e passar a dar atenção maior a estas seqüelas ou cicatrizes, passamos para o outro lado (viramos a casaca).
Imaginem que esta pessoa que o feriu, ou melhor, o sentimento que o feriu seja uma gota de óleo, que acidentalmente caiu em seu mar (alma), se permitir que permaneça lá esta pequena gota irá afetar toda água e por fim tornará o que era límpido em turvo.
O que tento dizer é que este sentimento é pequeno demais para deixarmos com que afete todo nosso ser.
Notem, não estou dizendo que é fácil se livrar de mágoas e sim dizendo para não desistirem.
Vamos tentar nos imaginar como sendo ostras que ao receberem os grãos de areia que as machucam se concentram em não permitir que este grão continue a machucá-la.
E depois de um trabalho árduo (interno), ela transforma este grão de areia áspero e pontiagudo em algo liso e bonito, esta chamada pérola.
Claro que se torna algo palpável, bem diferente de nossas seqüelas, mas a idéia é justamente esta, não permita que um sentimento ruim seja o poluente para toda sua essência, leve o tempo que precisar,  pois a própria ostra leva em média oito anos para realizar todo este processo. Certamente levaremos muito menos para transformar “nosso grão de areia” em uma bela pérola.
   * Do what I say, never what I do.  - By Hamilton H. Kubo

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Feriu e usou-me como quis, deixou a ferida no lugar do alento;

Mesmo assim, ferido e abandonado, continuo em pé, resistindo às marés.

Para um dia lhe estender a mão e ajudar-lhe a levantar quando precisar.



26/11/2009                                       


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Acreditar, crer e ver tudo desmoronar

Pois é...
É assim que muitas coisas se resumem e que infelizmente somos vitimas.
Me pego pensando em filmes, músicas videos etc.
Ja repararam como muitos gostam de estórias com finais felizes?
Talvez por ser uma espécie de utópia?


Não meus caros, acontece que o ser humano tem o dom de criar, e como deve ser de conhecimento de muitos a criação de algo belo muitas vezes é reflexo do que se passa no interior destas pessoas...
E isso tudo acontece com uma naturalidade incrível, sejam elas em verso prosa ou ações que até então eram desconhecidas a sí próprios.
Se sentir apaixonado por exemplo, nesta situação passam se horas pensando em algo que possa agradar, mas tem que ser algo novo inédito na vida da outra pessoa, e assim se cria.
Não sendo necessário receber algo em troca, simplesmente o sentimento que fica em no peito ao presenciar um simples sorriso.
Um gesto natural para quem recebe o agrado, mas de alguma forma um momento sublime.
Ah, os encantos de um ser apaixonado!
Tão belos que nem se atentam ao tempo que se passa bitolado em encontrar uma forma de agradar.
Como se vivenciasse um conto de fadas, com trilha sonora e tudo.
E muitas vezes se tornam vitimas de tal sentimento.
Inevitavelmente se espera, se acredita e é ainda pior se a demonstração de afeto parte de ambas as partes.
Porém isso tudo pode passar a ser maléfico caso não perdure.
Quando não é para dar certo, simplesmente não vai dar e ponto.
E então tudo se acaba, e obviamente um dos lados se prejudica de forma mais intensa à outra.
Acreditem quando ouvirem a expressão “a palavra tem poder”, pois acreditamos piamente em muitas.
E então tudo que se acredita, se sonha um dia desmorona e a vida que até ontem era bela passa ser uma clausura.
Por isso, pense muito bem antes de dizer “te amo” a alguém, pois ela pode acreditar na sua mentira.
E por acreditar em um ser humano ela sofre.
Não usem de forma infundada suas palavras e nem tão pouco se aproveite da inocência de quem ama.
Seja honesto consigo mesmo e assim estará sendo com todos.
                              * Do what I say, never what I do. - By Hamilton H. Kubo

Hei de amar-te em meus sonhos;
Pois nele habita a pessoa que conheci.
Já em meus dias, desconheço sua face;
Pois não fora olhando em meus olhos que disse querer partir.






17/11/2009                                                           Hamilton Hideto Kubo

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