"Selos Recebidos"

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Infância"


Seria bom apagar a memória e trazer de volta a mente inocente da infância.
Seria bom acordar pela manhã sem som a me despertar e apenas o Sol a iluminar.
Não se fazem mais crianças como se fazia antigamente, não as vejo brincar nas ruas de brincadeiras inocentes.
Todas parecem ter infância roubada, esquecida e dilacerada.
Lembro-me da amarelinha, de pular corda.
Bater a bolinha de tênis no jogo chamado de taco.
Lembro de vôlei com rede imaginária
Lembro de esconde-esconde que começava quando o dia terminava.
Tantas brincadeiras, tantos brinquedos baratos.
Bastava-me um punhado de bolinhas de gude e algumas figurinhas para o bafo-bafo.
Lembro de minha predileta a bola de aço, pesada, mas que fazia grande estrago.
Hoje, vejo e me entristeço com tanta infância esquecida, perdida em tenra idade.
Que desconhece o joelho ralado, ou o dedo machucado.
Mesmo os desenhos animados, antes alimentavam sonhos, e que hoje alimentam violência.
Quanta valeu a infância, mas no hoje não passa de mera lembrança.
Nem mesmo se aprende a falar e já se tem consigo algum eletrônico a lhe acompanhar.
Se dermos um barbante e um pião a uma criança já crescida, vai nos perguntar para que serve logo em seguida.
Oh infância perdida, valores deixados em algum baú da vida.
Pergunto-me hoje diante das dores que o amor me trouxe.
Se o adolescente de amanhã vai conhecer a cadência do coração diante de um primeiro amor.
Se sonhara como sonhei na adolescência coisas bobas como dançar no baile da festa Junina ao lado da pequena menina tão querida.
A infância esta já há algum tempo esquecida, os valores estão cada vez mais sendo deixados.
Sinto pena da criança que hoje cresce sem ao menos saber que febre faz parte do resfriado.
E o resfriado fora criado de tanto suar e brincar na rua ainda à noite depois de um dia ensolarado.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Anos Incríveis"

Réplica ao Soneto O Cais, por Victor Z em Exilados do Paraíso. (Visitem)


De que seriam os anos vividos, não fossem as lembranças do passado.
Tempos saudosos que volta e meia clareiam no presente deixando seu recado.


Anos vindouros de amores, amizades e familiaridade.
Passado distante, que de olhos ao léu nos enchem de saudade.


Se não fossem de lembranças, como voltar a ser criança?
Sem dúvida, mesmo adultos em momentos voltamos à infância.


Basta um momento de dispersão, ou mesmo uma visão.
E mesmo que dure por segundos, já são suficientes à exaltação.


A menino brincalhão que correu solto, vezes sozinho e vezes não.
Corre sem medo, desconhece a dor, tampouco a do coração.


Saudade do tempo e do sono angelical.
Que apenas esperava o amanhecer para poder brincar no quintal.

quarta-feira, 10 de março de 2010

"Tempo.. Amigo"


Já tem algum tempo.
Que deixou de viver a meu lado a verdade que ainda existe em mim.
Já tem algum tempo.
Que nada sei a seu respeito, com quem anda ou com quem esta.

Sim já tem algum tempo.
Que tento sucumbir estes pensamentos enfadonhos.
Já tem algum tempo.
Que desejo não ter lembranças a seu respeito.

Sim tenho tentado.
A todo tempo tentado me convencer que fora apenas um devaneio.
Um sonho, uma ilusão, uma criação minha.

Sim já houve um tempo.
Um tempo em que não precisei saber de ti.
Um tempo em que viver não doía tanto assim.

Foi se o tempo.
O tempo que torcia para não passar.
O tempo em que contava os segundos para lhe ver chegar.

Que tempo foi este?
Estive perdido nele ou acabei me perdendo para sempre?

Como pode?
Como se pode ter algo tão perfeito, e num piscar de olhos tudo desvanecer?

Havia um tempo.
Um tempo nesta vida que tive com quem conversar.
Havia um tempo.
Um tempo em que apenas de uma vida quis participar.

Disse-me para não tentar apertar a areia que estava em minhas mãos.
Pergunto-lhe, de que adiantou?
Se a concha que formei com as mãos não resistiu aos ventos.
Pois suas mãos não estiveram sobrepostas às minhas,
para proteger o que nesta vida tive de mais valia.

Se o tempo é aliado, que seja breve então;
Assim, de lembranças não revivo uma paixão.
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Se o tempo é aliado, cicatriza;
E faz desaparecer a dor desta ferida.

Não seja piedoso, tempo amigo;
Não permita existir saudades,
nesta vida que não mais encontra abrigo.

Seja breve, seja rápido
E encerre de vez este torpor.
Que por sí só ja encerrara a vida deste sonhador.

sexta-feira, 5 de março de 2010

"Pensamentos de Chuveiro"

Saudações a todos que visitam este espaço.
Hoje resolvi deixar alguns pensamentos, que normalmente me ocorrem durante a chuveirada.
Espero que me perdoem pela "pobreza" de palavras.
Beijos a todas e abraços a todos.
Hamilton H.Kubo


Pensamentos de Chuveirada.

Assim como a faísca pode causar destruição.
A esperança quando falsa devasta um coração.
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Tal como a gota de óleo não polui um jarro inteiro.
Não permita que uma mágoa polua seu coração.
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Sem o dinheiro os poderosos caem.
Sem o amor os guerreiros não nascem.
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O ser humano depois de magoado deveria adormecer
Assim deixaria de magoar outros que nada fizeram por merecer.
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O luar pode lhe transportar para uma bela lembrança quando se esta bem.
Como também pode lhe atormentar caso cultive a saudade por outrem.
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O que seria a saudade, se não a lembrança de um momento físico emocional vivido?
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Se não esta disposta a acalentar junto a mim o amor que trago no peito,
Então jamais ouse despertar o que outras forçaram a adormecer.
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Pode destruir minhas palavras de afeto e bem querer.
Mas nada pode contra minha alma que teima em viver.
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As palavras de carinho, não alcançam um coração petrificado.
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Um olhar diz muito mais que palavras.
Porque não olhou em meus olhos quando disse querer partir?
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Assim, com sua partida recolho meus encantos e sonhos.
Os deixo como havia encontrado, quando decidiu se aventurar nestes sentimentos.
Que a muito se encontravam trancados.
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Sou feito da carne como todos.
E de ossos como também o são.
O que nos difere.
É que antes de toda massa que me veste.
Sou feito também de sentimentos.
E que sem eles, seria apenas ninguém.
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Hamilton H. Kubo

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

" Um grande amor não se repete"

Talvez de fato, algo bom não se repita.
Talvez de fato, não se vivencie grande amor duas vezes em uma mesma vida.
Talvez e tão somente talvez, não se sinta falta de alguém por uma vida inteira.

Assim, regado a tantas incertezas, resiste a esperança.
Esperança que não se define, tampouco se toca.
Sentimento que fere, mas que também nos cura a alma.

Se acreditar, piamente que um grande amor não se repete.
Seria então único.
E se em verdade é único, então um dia há de regressar.




Hoje, estranhamente me vi envolvido em angústia.
Estas avassaladoras, que te impulsionam a mente e vertem em lágrimas.
Levada aos extremos e forrada de lembranças.

De momentos únicos que talvez nunca se repitam.
Momentos que em uma vida são incapazes de serem repostas.
Momentos que jamais em uma vida poderão ser esquecidas.

Tal como se define um grande amor.
Que nunca se repete e tão pouco se troca.

Assim, acometido de lembranças.
O corpo inerte tenta repousar em vão.
Pois o espírito inquieto vagueia em busca de respostas.

Mas que respostas haveria de se ter?
Se não, que os momentos únicos são tão somente únicos.
Imutáveis, tal como insubstituíveis.

A angústia não cessa.
Tão pouco cessa a dor.
Alimentando meu ser;
Tal como há alimentado o amor.

Assim sendo, que me resta?
Além de me acomodar e esperar.
Contemplar este pôr do Sol.
Enquanto aguardo tal amor regressar.

H²K  09/02/2010 – 02h36





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