"Selos Recebidos"

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

"Escrevendo Sentimento"



Quem em vida não busca
Aquela paixão que tudo ofusca
O sentimento envolvente
A razão minimamente eloqüente

Quem um dia já não se perdeu das horas
Desejando o instante que sempre demora
Na noite solitária pensando aflito
Pondo devaneio e realidade em conflito

Um sentimento saudoso que tive
O amor profundo de que me abstive
Das conversas maduras e calmas
Das risadas estridentes que curam a alma

Quanta saudade cabe em um coração
Se não a mesma imensidão duma emoção
Canto saudoso a uma certa menina
Que ainda hoje a mim muito fascina

...





segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"Prisioneiro"




O vazio me preenche.
Me faz inteiro não sendo metade.
O sono me desperta.
Tira me do leito e a alma espeta.


Sou pego em flagrante por ninguém.
Sou julgado e sentenciado prisioneiro de quem?
Fui eu o condenado, e fui eu quem a mim condenou.
Estou preso em liberdade mas a alma se cansou.


Respiro o ar mais puro, e sinto falta do próprio ar.
Me dispo sob a chuva, e sinto sede mesmo tendo o mar.
A prisão que me fecha não possui grades.
Tampouco janelas ou pilares.


Estou preso em mim mesmo.
Vivencio a vida como se fosse a esmo.
Sinto falta de uma tal liberdade
Pois sei que minha corrente se chama saudade.



sábado, 11 de setembro de 2010

"Homenagem à minha Tia"



Os dias irão transcorrer tal como devem ser

A saudade alojada ao natural irá transparecer

Lembranças aos milhares virão lágrimas trazer

Sorrisos despercebidos irão surgir e a vida apetecer



Assim, tia, mãe, avó e amiga iremos nos lembrar

E dos seus dias em nossas vidas iremos venerar

Das gargalhadas desmedidas e por vezes lágrimas abafadas

Do entusiasmo pela vida e em vida também suas batalhas



Da mesa sempre farta que dividia com todos a lhe rodear

Da alegria em seu olhar vendo a todos se esbaldar

Assim Tia querida lhe perpetuo em meu divagar

As lágrimas são de saudade e alegria por ao lado teu vivenciar



Deixará saudades a muitos corações

Deixará vazio em muitas ocasiões

Deixará alento a todos que tiveram a ti por perto

Deixará sempre boa lembrança a quem na vida for desperto



Leve consigo a paz em seu semblante, fez por todos mesmo a quem distante

Leve consigo o amor de todos, pois para todos foi amor constante

Que um dia todos nos esbaldemos em mesa farta

Que a saudade deixe sua morada

Quando todos novamente juntos tenham uma só morada.




Beijos e abraços saudosos, de seu sobrinho também filho e sempre um amigo.



terça-feira, 13 de julho de 2010

"Chove"




Faz assim um tremendo frio do lado de fora.
Aqui dentro preso em meu quarto o coração chora.
Sente-se assim sozinho, e por isso uma saudade o assola
Queria poder verter em lágrimas, mas sei não consola

Poderia talvez me molhar na chuva, esquecer a história
Lavar a face de olhos fechados, imaginar uma vitória
Pois me vejo em uma corrida, querendo vencer a saudade
De mãos dadas ao amor, desejo viver em eterna mocidade

Sei que na corrida estou em desvantagem
Mas não me desgrudo desta crença em minha bagagem
O amor me mantém vivo, e acredito, pois dele preciso
Não sei ser essência vazia, é no amor que tenho abrigo

A chuva vai passar a sensação também partirá
Enquanto o frio externo me assola o coração me esquentará
Por quanto à saudade me açoitar
O amor irá me cuidar

Assim espero
Assim rezo
Que a mente não me despreze
E nem a saudade o amor supere




sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Highway"



Desde que resolvera me abandonar

Tenho tentado de toda forma levantar

Já me embriaguei

Mas percebi, é na embriaguez que você vem

Com os amigos também já tentei

Mas é nos assuntos que seu nome vem

Então optei em desistir

Não havia nada que me negasse seu existir

Nada mais trazia alento

Nem mesmo a brisa ou o vento

As lamúrias já dominavam o pensar

As lágrimas fizeram os olhos embaçar

E neste torpor encontrei uma brecha

Um espaço onde a saudade se fecha

A estrada, o asfalto o caminho sem meta

A velocidade do vento que a lágrima seca

E é neste ponto entre a chegada e a partida

Que deixo a saudade e a lágrima perdida.

No espaço entre chegada e partida

É onde finalmente encontro vida



sábado, 12 de junho de 2010

"Éramos Simetria"


Sabe aquele dia em que me viu chorar
Que me olhou nos olhos, mas logo desviou
Talvez, por não desejar guardar em sua mente o momento que me deixou
Agora mesmo após tanto tempo, os olhos se enchem em lágrimas de apenas lembrar
Custa-me acreditar que me fizera mergulhar
Em devaneio tão superficial com data certa a terminar
Quando mergulho, o faço para valer faço para vivenciar
Sentimento algum é capaz de definir a sensação de lhe perder
Pois não lhe perdi para a vida, mas lhe perdi para o viver
É triste saber de como tudo se transformou
Como o querer estar em tão breve tempo se acabou
Éramos simetria, éramos sintonia e juntos éramos sinfonia
Cúmplices do amor que em igual se vivia
Hoje, distante de tudo o que vivemos me pergunto:
Até que momento este amor lhe foi profundo?
Até onde lhe valeu tanto um mínimo segundo?
Quanto a mim, todos segundos se fizeram eternos
Todos os sentidos ao seu lado foram ternos
Agora a saudosa lembrança me assola
E se transforma em pergunta que aos céus decola
Serei capaz de amar outrem como lhe amei?
Serei capaz de fazer parar o tempo como contigo parei?
Da vida nada sei, mas pelo amor sobreviverei
Posso até deixar de me doar, mas sempre saberei do que se trata amar.
Pelo amor mergulhei e neste mergulho insano me afoguei
Das lágrimas renasci, pois antes com elas padeci
Na saudade me fortifiquei, pois fora nela em que me mortifiquei.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Nada Bem"


Hoje em verdade quisera ter algo alegre a escrever
No entanto, apenas sinto temor e desencanto nascer
Sei do muito que já aqui escrevi e permiti crescer
Agradeço aos comentários e as palavras do saber.

Mas hoje, com receio descrevo um estado assustado
Como se me sentisse preso em círculo desatinado
A saudade invade a mente e o corpo despreparado
E o dia antes apenas frio se torna também demasiado.

Peço gentilmente que perdoem mais este escrito
Pois retrato um estado que tenho evitado, mas
Por vezes vem tão temente afastando o próprio rito.

Não vou me delongar em palavra saudosista
Desejo partir e a dor poder deixar para trás
Vou me retirar para não parecer ser egoísta.

domingo, 6 de junho de 2010

"Serei Tristeza Então"


Existe em meu peito cicatriz entreaberta.
Que assim em noites de frio a dor vem e desperta.

Pela manhã sou um triste refrão pelo dia.
Quando caí a noite é na madrugada que me transformo em triste melodia.

Como se no dia em que partiu deixasse a porta que outrora abriu,
Aberta e escancarada para sentir tão somente o frio.

Não que tenha me tornado partidário da dor,
Mas foi tão somente o que deixou em troca do meu amor.

Não sou hipócrita, mas mesmo a dor tem dado algum conforto.
Dado que depois que se foi é a dor quem tem sido então meu porto.
Talvez um apelo de vida, talvez a prova de que não esteja morto.

Levou consigo muito de mim,
Inclusive o brilho no olhar que ficou a te seguir
Mesmo sem bem ver por conta das lágrimas que fizera cair

O olhar de criança desenganada
Que descobriu sem amor não ser mais nada.

Hoje estou triste, amanhã também.
Faço da dor meu maior bem.

Não tenho por que me enganar, 
Visto que seu calor não mais vem acalentar.
Então na tristeza faço meu Lar.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"Carta a um Irmão"


Se desprender de um passado recente não é tarefa fácil.

As lembranças não são penduricalhos que você muda de lugar.
Nem as tira e guarda em um cantinho da cômoda.

A vida esta sim para se viver
A saudade é prova de algo a que se tenha vivido de fato.
Mas é difícil dar as costas para o passado e fingir que a vida ficou melhor no presente.
Principalmente se tratando de gente como a gente que sabe que sente.
As palavras de amor deveriam vir com receita médica, e ser ministrada de acordo a cada paciente.
Existem pacientes que acreditam na doença, sem acreditar na cura, outros vêem a cura sem perceber que estão doentes.
Pode parecer exagero de minha parte, mas é fato tem gente que acredita naquilo que ouve.
O pior é saber que a palavra sempre vem acompanhada daquele olhar.
Aquele olhar que não deveria ser argumento de gente sem sentimento. No entanto, todos nos possuímos o olhar de cão carente quando precisamos de um abraço quente.
Queremos carinho como a maioria assim o quer, mesmo aquele de face amarrada que mais parece almofada esmurrada. Mesmo ele quer sim ser acarinhado.
E ai vem à pior parte, se julgar tonto desprovido de inteligência que acreditou nas palavras profanadas por aquele (a) que prometera amor eterno. A parte em que a autopunição parece nunca ser suficiente, e se busca incessante o entendimento mesmo que venha de um erro que cometera anos antes do acontecido.
Aquele emaranhado de perguntas, que se faz a si mesmo em troca da louca saudade que não cessa, não para e nem permite o sono.
Enfim, se conclui que não se chega a lugar algum com as perguntas que se faz, e nem se livra do passado que se tornou saudade e passa então a viver a esmo, sem gosto e nem um porque pela vida.
Caminha cabisbaixo, se sente incompreendido com pena de si mesmo e põe culpa na vida.
Viver nunca foi fácil, toda boa conquista tem antes dela as baixas, as perdas.
É inevitável, para se ter algo que valha mesmo a pena é necessário penar um bocado.
Vai entender um dia que tudo o que fez valeu de fato à pena, que o que podia ser feito foi feito, mas infelizmente não surtiu efeito.
E que os amores vem e vão que os romances perduram o tempo que deve perdurar antes de se tornar um inferno.
Até que se encontre o romance que perdure por toda uma vida, mas este romance para dar certo precisa que ambas as partes estejam maduros o suficiente para vivê-lo.
E que a vida continua, nada irá impedir que ela prossiga nem mesmo suas blasfêmias.
Portanto não adianta se revoltar e quebrar tudo o que seu caminho cruzar, nem mesmo desdenhar ou maltratar quem em seu caminho adentrar.
A vida é assim, de perdas e conquistas.
Não era e nem é para ela seguir o que se deseja, saiba apenas que cuidou enquanto pode.
Pois quem ama cuida, mas se acabou então os cuidados não se fazem mais necessários. Aplique-as a si mesmo, não dedique tempo em pensar como poderia ter sido, pois não é mais.
Arregace as mangas, abra a janela permita-se sentir livre para conquistar.
Os bons guerreiros só se tornaram bons depois de terem perdido muitas batalhas, ninguém é invencível, mas pode se tornar cauteloso.
Então meu caro, aprenda a lidar com a perda.
A vida só lhe deu espaço para uma nova conquista.
A vida esta lá fora, esperando para ser vivida e desfrutada. Cabe a você se perguntar se ainda quer surfar nas incríveis ondas deste mar chamado vida.
Mas lembre-se, uma vez na crina da onda é se sujeitar a tombar, então vá preparado para cair e novamente se levantar.

Abraços.
H²K

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Dispersas Palavras"


Guardo de ti imagem soberba de amor contrário a si
Saudade estancada na própria saudade postergada de ti.
De tanto saudar talvez não ouse mais amar
Do tanto escrever talvez não queira mais apaixonar.

Tenho saudade de certo lugar
Saudade de amor vivido e do amar
Quanta saudade pode existir no amor resistido?
Quanto bem querer pode ter um anjo caído?

Não existem respostas para definir sentimento
Tampouco palavras que nos de algum discernimento.
Existe vida para provir-se de emoção
E emoção para se resumir na existência do coração.

Se não sinto não existo.
Se não choro não vivo.
Se não amo...
Para que existo?

Apenas palavras dispersas
Ou dispersas palavras.
Não importa agora
Tornaram-se pensamentos de outrora

Feito pétalas de sakura
Que após florescer na primavera
Deixam-se levar com o vento que as carrega
Tal como os pensamentos meus que agora leva.

sábado, 15 de maio de 2010

"Ingrediente Maior"


Percebo agora em verdade.
Diante dos escritos de saudade.

De face de minha veracidade.
Que um novo amor se faz tarde.

Os escritos da saudade,
A fim de cultivar sentimentalidades
Já se fazem escassas,
As palavras de excentricidades.

Não me resta mais imaginação
Quem dirá palavras para cultuar tal sensação.

Desejo exaltar o amar, o desejar
Enfim novamente o amor cultuar.

Um grande amor tarda a chegar
Para alma e espírito ruborizar

Pois, palavras para exaltar o amor
Não se fazem de rogadas e vem a todo vapor

No entanto, me falta o ingrediente maior
Falta-me um grande amor.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Um Estado"


Desta vida minha, estremecida
Deixo fluir palavras e saudade sentida.

Vida triste, ausência crescente
Amor que padecia hoje descrente.

Quanto vale a estação de amar
Se para todo percurso que restar
A saudade irá perdurar, ousando ficar.
Permanecer e fazer sofrer.

Sou o estado em que me encontro
Perdoe-me se não o sei ser além do pranto.
Recorrente, hora permanente.

Este estado independe do que digo.
Pois o coração esta doente, castigado
Ou demente.

Sou o estado em que me encontro.
Perplexo, amedrontado hora refugiado.
Escondido, descompassado
Temerário e assim desordenado.

Das rimas me faço mero palhaço
Rindo no encalço da saudade e de um amor falso.

Sou o estado em que me encontro.
Permita-me ser este antro de saudade e pranto.
Deixe-me enfim encontrar alento e quem sabe algum descanso.

domingo, 9 de maio de 2010

"Um Ano" - Dupla postagem.



Um Ano por completo se passou,
O amor neste tempo não regressou
Tampouco fez a dor, e não me deixou.

O caos se anunciou.
O dia em noite se tornou
Mas nem mesmo assim a tempestade a levou.

A dor que vem e passa
Mas que hora como essa, fica e me abraça.

Aos que tentaram elucidar-me
Agradeço-lhes em verdade.
Mas não lhes cabe.
Nem a dor nem a saudade.

Para deixar a prisão
Preciso caminhar para além da razão.
Enxergar enfim a verdade e não a paixão.

Necessito reeducar essa mente vã
E deixar as perguntas para outro qualquer amanhã
Ao invés de deitar-me e esperar em um divã.

Um Ano todo se passou
A saudade que se instalou ficou

Mesmo certo de que quem a deixou
Vivência de certo o novo que chegou

Simplesmente ocorreu
Que a saudade se instalou e ficou.

A saudade que vem e que passa
Mas hora fica e me abraça.

terça-feira, 27 de abril de 2010

"Acróstico das Lágrimas"


Da saudade que sinto, posto que é de sentimento.
Deste pranto silencioso que não encontra firmamento.
Deixo-se criar o acróstico de tal sofrimento.

Sofro calado, silencioso e intrínseco.
Visto que, de lágrimas tais sentimentos não são regados.
E assim, apenas com palavras eternizam seu legado.

Longe de se saber o que passa em nosso interior.
Agonizando, tento encontrar palavras a fim de aliviar a dor.
Gostaria de encontrar forma a findar o sentimento ferido.
Rasga e dilacera a alma de quem ja fora querido.
Incapaz de poder cicatrizar as feridas.
Mescla de agonia e lágrimas não vertidas.
Ainda que certo, da partida outrora querida.
Sinto ainda, a ausência dentro do peito, a ausência de uma vida.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Acróstico da Saudade"

Sinto saudades de alguém ou de um sentimento?
Aquela ternura que nos entorpece e nos domina.
Utopia vivenciada, onde a saudade posteriormente faz morada.
Dor e angústia que nos fere por dentro, confundindo nossa mente.
A saudade não tem face, tampouco morada.
Dói a ponto de nos dilacerar a alma.
Entorpece os pensamentos e afogam nos em lágrimas.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Anos Incríveis"

Réplica ao Soneto O Cais, por Victor Z em Exilados do Paraíso. (Visitem)


De que seriam os anos vividos, não fossem as lembranças do passado.
Tempos saudosos que volta e meia clareiam no presente deixando seu recado.


Anos vindouros de amores, amizades e familiaridade.
Passado distante, que de olhos ao léu nos enchem de saudade.


Se não fossem de lembranças, como voltar a ser criança?
Sem dúvida, mesmo adultos em momentos voltamos à infância.


Basta um momento de dispersão, ou mesmo uma visão.
E mesmo que dure por segundos, já são suficientes à exaltação.


A menino brincalhão que correu solto, vezes sozinho e vezes não.
Corre sem medo, desconhece a dor, tampouco a do coração.


Saudade do tempo e do sono angelical.
Que apenas esperava o amanhecer para poder brincar no quintal.

terça-feira, 30 de março de 2010

"RSP - Respect"

Respeito;
É de respeito que queremos a vida.
É de respeito que se resume a vida.

Respeito por todos;
Mesmo aos que não conheço, ou tampouco conhecerei.

O dom de respeitar.
Mesmo ele, carrega em sua essência o amor.
Pois respeitar se resume em amar.

Em confiar e bem querer.
Respeitar o que se sente.
Respeitar tudo o que vivenciam.
Respeitar-se o momento da ausência.

Respeitar é confiar.
Confiar que a quem respeitamos fará o melhor.
O melhor para si e para com quem se importa.

Amar, respeitar e deixar partir.
Sublime sentimento.
Mesmo com a dor que possamos conviver deixamos partir.

Respeitar a si próprio é necessário.
Respeitar os sentimentos alheios é divino.

Com o respeito podemos ser respeitados.
Com o amor seremos amados.
E de bem querer seremos também queridos.

Respeito minha razão.
Mas respeito mais ainda minha emoção.

Eterna batalha de respeitos.
A quem mais respeitar se de ambos somos feitos?

Nada sei sobre esta vida.
Mas posso dizer que:
Mesmo com a dor que carrego no peito.
Ainda assim, respeito ao amor e também os meus sentimentos.

Destas palavras meus caros;
Não as façam sonetos.
Apenas as torne respeito.
Por ti mesmo.
Respeitando todo e qualquer sentimento.

"Desabafo"

Às vezes e tão somente às vezes sinto sua falta.
E nestas vezes quisera adormecer para não tê-las.

Os dias são mórbidos regados à tristeza.
As sensações são vazias e também frias.

De onde veio doce amada?
Por que de forma repentina tomou-me em seus braços?
E igualmente desta forma partiu.
Deitou-me no solo e simplesmente sumiu.

Olhando para o Luar me pergunto.
Que arrebatador sentimento fora este?
Pego de surpresa.
Tirado da cômoda vida que levava ate então.

Não obtenho respostas.
Mesmo recorrendo ao Universo e à sua grandeza.
O silêncio toma meu espaço.
Nada ouço e continuo sem resposta.

Pergunto-me então, quanto tempo perdura uma saudade?
Mesmo sabendo que a saudade dura para sempre.
Então quanto tempo dura a dor?
O tempo que permitimos durar.

O fato é que não tenho resposta alguma.
E possuo todas ao mesmo tempo.

A verdade é que não as compreendo.
Ou não as quero compreender.

Quisera eu fazer em rimas minha dor.
Mas confesso que hoje não me sinto nada trovador.
Sinto angústia, lágrimas que não virão.
E continuarão a apertar o peito.
Mesmo estando sedento.

Sei apenas que os dias findarão.
E quando o amanhecer retornar.
Terei desejado findar-me ao invés de despertar.

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Apenas uma Prece"

Anjo querido peço sua atenção.

Pois quero poder olhar para o mar.
Para uma magnífica noite enluarada.
Isso tudo sem ter de me lembrar de alguém que me faz falta.
De alguém que simplesmente não quis ficar.

Permita-me contemplar as belezas da vida.
Como o raiar do Sol.
O arco-íris após uma chuva de verão.
Sem precisar me lembrar dos amores que tive.
E das saudades que tomaram seu lugar.

Permita-me sorrir exageradamente.
Até que os olhos se encham de lágrimas.
Pois com as lágrimas de saudade.
Não resisto mais ficar.

Estanca em mim essa dor de existir.
Mesmo que para tal.
Faz me esquecer da grandeza que é amar.

Pois dos amores.
Apenas saudades ficaram em seu lugar.

Sendo assim para que necessito saber o que foi amar?
Se pelo que sei apenas a saudade é que sempre existirá!

Se não podes estancar meu sentimento.
Então me faça novamente criança.
Permita-me brincar no jardim.
E admirar as belezas da vida.

Sem pensar no que deixei de ter.
Sem pensar nos amores que perdi.
Sem saber como dói a saudade.

Pois meu anjo querido.
Ser adulto tem sido demasiado dolorido.

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