"Selos Recebidos"

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Highway"



Desde que resolvera me abandonar

Tenho tentado de toda forma levantar

Já me embriaguei

Mas percebi, é na embriaguez que você vem

Com os amigos também já tentei

Mas é nos assuntos que seu nome vem

Então optei em desistir

Não havia nada que me negasse seu existir

Nada mais trazia alento

Nem mesmo a brisa ou o vento

As lamúrias já dominavam o pensar

As lágrimas fizeram os olhos embaçar

E neste torpor encontrei uma brecha

Um espaço onde a saudade se fecha

A estrada, o asfalto o caminho sem meta

A velocidade do vento que a lágrima seca

E é neste ponto entre a chegada e a partida

Que deixo a saudade e a lágrima perdida.

No espaço entre chegada e partida

É onde finalmente encontro vida



quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Dispersas Palavras"


Guardo de ti imagem soberba de amor contrário a si
Saudade estancada na própria saudade postergada de ti.
De tanto saudar talvez não ouse mais amar
Do tanto escrever talvez não queira mais apaixonar.

Tenho saudade de certo lugar
Saudade de amor vivido e do amar
Quanta saudade pode existir no amor resistido?
Quanto bem querer pode ter um anjo caído?

Não existem respostas para definir sentimento
Tampouco palavras que nos de algum discernimento.
Existe vida para provir-se de emoção
E emoção para se resumir na existência do coração.

Se não sinto não existo.
Se não choro não vivo.
Se não amo...
Para que existo?

Apenas palavras dispersas
Ou dispersas palavras.
Não importa agora
Tornaram-se pensamentos de outrora

Feito pétalas de sakura
Que após florescer na primavera
Deixam-se levar com o vento que as carrega
Tal como os pensamentos meus que agora leva.

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