"Selos Recebidos"

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terça-feira, 18 de maio de 2010

"Poeta"


A alma chora lágrimas que não se enxergam.
A alma chora, feridas que não sangram.
A alma clama pelo sentimento que não se vê.
A alma clama pelo alento que não se tem.
A alma chama pelo amor que nunca vem.

A razão grita pedindo para cessar.
A razão grita mandando parar.
A razão perde sempre querendo ganhar.
A esperança convida a razão para se calar.
A esperança ajuda o coração a pulsar.
A esperança cresce e fortifica a alma para ainda poder amar.

As lágrimas que não rolam são mais demoradas a se secar.
As feridas que não sangram são mais difíceis de cicatrizar.

O sentimento é mais difícil de compreender.
O alento é mais árduo de se alcançar.
O amor, verdadeiro amor é o mais difícil de encontrar.
O poeta nasce e morre para esta constante batalha retratar...

sábado, 24 de abril de 2010

"Razão da Escrita"

Para que ou para quem escrevo?
Escrevo para aqueles que lêem, escrevo para aqueles que se importam.
Que se importam realmente, com assuntos relacionados ao sentimento.

Seja o sentimento próprio, ou mesmo, o sentimento alheio.
Escrevo para aqueles que permitem-se tocar a alma, que lacrimejam ao deparar com desamores, para aqueles que vivenciam desamores.

Escrevo também, para aqueles de alma concretizada, de sentimentos esquecidos e amores perdidos.

Escrevo para expressar a mim mesmo, sendo justo.
Tal como faço de lágrimas minhas palavras, permito também que os sorrisos se apoderem delas.
Ao contrário dos que, optaram pela insensibilidade da alma, optei por dar vazão ao que sinto.

Tal como qualquer outro, as vezes me canso, me revolto e me escondo.

Me camuflo em máscaras de nossa sociedade.
A sociedade, que julga ser imaturo sofrer por um amor perdido, sofrer por crenças perdidas.

E digo, a imaturidade do ser humano esta em comprar esta idéia mediana e hipócrita de que, para se viver bem, basta não se dar por inteiro, não se doar e não amar de verdade.

É para isso que escrevo, para descansar meus pensamentos, para desviar meus olhares do Mundo insano em que vivemos.




Escrevo para os amores que tive.
Escrevo para os amores que tenho.
Escrevo aos amores que ainda terei na vida.


Escrevo, pois nas palavras me encontro.
Escrevo pois nas palavras respiro, vivo e morro.


Escrevo e dedico a ti leitor e a ti leitora.

terça-feira, 30 de março de 2010

"RSP - Respect"

Respeito;
É de respeito que queremos a vida.
É de respeito que se resume a vida.

Respeito por todos;
Mesmo aos que não conheço, ou tampouco conhecerei.

O dom de respeitar.
Mesmo ele, carrega em sua essência o amor.
Pois respeitar se resume em amar.

Em confiar e bem querer.
Respeitar o que se sente.
Respeitar tudo o que vivenciam.
Respeitar-se o momento da ausência.

Respeitar é confiar.
Confiar que a quem respeitamos fará o melhor.
O melhor para si e para com quem se importa.

Amar, respeitar e deixar partir.
Sublime sentimento.
Mesmo com a dor que possamos conviver deixamos partir.

Respeitar a si próprio é necessário.
Respeitar os sentimentos alheios é divino.

Com o respeito podemos ser respeitados.
Com o amor seremos amados.
E de bem querer seremos também queridos.

Respeito minha razão.
Mas respeito mais ainda minha emoção.

Eterna batalha de respeitos.
A quem mais respeitar se de ambos somos feitos?

Nada sei sobre esta vida.
Mas posso dizer que:
Mesmo com a dor que carrego no peito.
Ainda assim, respeito ao amor e também os meus sentimentos.

Destas palavras meus caros;
Não as façam sonetos.
Apenas as torne respeito.
Por ti mesmo.
Respeitando todo e qualquer sentimento.

quinta-feira, 25 de março de 2010

"Amante"

Se pelo amor era movido.
Pelo ódio passei a ser alimentado.

Não odeio a quem amei.
E sim a mim que não a soube ter.

Assim desvaneço dia após dia.
Vivendo uma vida vazia.

O amor que podia lhe dar, finda aos poucos.
Dando lugar a pesadelos de um louco.
Pois pela cegueira do amor fora dominado.
E é na escuridão abandonado que me reencontro.

Levou consigo a clareza da visão.
Restando-me apenas o breu da razão.

Quanto às palavras profanadas.
Estas ecoam em minha mente
Anunciando o firmamento desta morada.

Pois as palavras podem dar vida.
A inconsistência delas pode roubá-la.

Levaste consigo o brilho de um olhar.
Ao qual, espero iluminar as sombras,
Que por ventura seu caminho cruzar.

Quanto a mim, estanco este caminhar.
Pois sem o brilho nos olhos sou incapaz de enxergar.

A ti rogo felicidades.
E enquanto rezo.
Sinto e vejo a vida passar.

Não ouse zombar do que senti.
Tampouco relembrar que existi.

Deste amor que jamais se finda;
Torno-me amante do Mundo e também da vida.

Pois findo meus dias de amante seu.
Visto que o amor que lhe dei, na verdade sempre foi meu.

domingo, 14 de março de 2010

"Amor contrário a Sí"


Sou passado
E também presente.

Serei Futuro e esperança
Contrario a descrença
E venço a razão

Tentam me dar forma e exatidão
Posso ser claro e também obscuro
Não tenho morada
Portanto não me dêem codinomes

Estou em inúmeros lugares.
Sou onipresente.
Não escolho onde, nem quando
Simplesmente estou presente

Por vezes sou negado, abandonado.
Mas persisto, venço e reapareço.

Posso acalentar sua alma
Tal como posso devastá-la
Sou perfeito e imperfeito

Sou seu refúgio e também seu abrigo
Mas por vezes poderei ser seu inimigo

Não te teimes a resistir
Sua razão nada pode contra mim

Dementes ou carentes
Amantes ou delinqüentes
Não importa a quem apenas estarei presente

Sou singelo e belo
Mal e devastador
Sou contraditório
Por isso me chamam de amor.

sábado, 13 de março de 2010

"Cegueira da Razão"

Olá pessoal!
Bom, os comentários do post anterior foram respondidos.
E cá estou com um novo post, pois a insônia passou a ser companheira depois que me acostumei a ela.
Espero que gostem!
E muito obrigado a todos vocês que mantêm algo bom dentro de mim!


“A Cegueira da Razão”

Hoje compreendo;
Que por mais que os olhos meus te busquem em meio à multidão,
Jamais a irão encontrar, e isso tão somente por desejar.

No entanto os olhos teus, por não me procurar fatidicamente irão me encontrar.
E tudo isso por não o desejar.

Sou cego diante de meu desejo.
Você clarividente diante de seu desapego.

Sendo cego como fui diante do amor que me negou.
Preciso enfim voltar a enxergar.
Poder ver a vida novamente e dela novamente desfrutar.

Seus olhos as chamadas janelas d’alma ficaram defronte a mim.
Observaram-me com exatidão
E a verdade que neles encontrei fez com que me entregasse então.

Deixei que os olhos teus guiassem meu caminho.
Confiei neles tal como uma criança que no colo recosta a cabeça confia e adormece.
Fechando os olhos e confiando em quem a carrega.

Assim de olhos fechados, abdiquei-me da visão que contempla a razão.
Cego pelo amor e entregue a paixão.

Foi assim que a ti me entreguei.
E depois deste breve sono, calmo e aconchegante.
Despertei em meio á escuridão
Temeroso e apavorado buscava por tua luz.

Que nunca mais voltou.
Que simplesmente abandonou.
A criança que existe em mim.
Que em suas juras de amor acreditou.

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