"Selos Recebidos"

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quinta-feira, 25 de março de 2010

"Amante"

Se pelo amor era movido.
Pelo ódio passei a ser alimentado.

Não odeio a quem amei.
E sim a mim que não a soube ter.

Assim desvaneço dia após dia.
Vivendo uma vida vazia.

O amor que podia lhe dar, finda aos poucos.
Dando lugar a pesadelos de um louco.
Pois pela cegueira do amor fora dominado.
E é na escuridão abandonado que me reencontro.

Levou consigo a clareza da visão.
Restando-me apenas o breu da razão.

Quanto às palavras profanadas.
Estas ecoam em minha mente
Anunciando o firmamento desta morada.

Pois as palavras podem dar vida.
A inconsistência delas pode roubá-la.

Levaste consigo o brilho de um olhar.
Ao qual, espero iluminar as sombras,
Que por ventura seu caminho cruzar.

Quanto a mim, estanco este caminhar.
Pois sem o brilho nos olhos sou incapaz de enxergar.

A ti rogo felicidades.
E enquanto rezo.
Sinto e vejo a vida passar.

Não ouse zombar do que senti.
Tampouco relembrar que existi.

Deste amor que jamais se finda;
Torno-me amante do Mundo e também da vida.

Pois findo meus dias de amante seu.
Visto que o amor que lhe dei, na verdade sempre foi meu.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Reinicio"


O reinicio.


Um novo começo e como se parecesse de propósito a Lua presente como testemunha novamente. E ela me questiona quais serão meus novos desafios, os novos sonhos.
Tento me embriagar em vão para não mais me perguntar sobre o que será ou o que virá. Sinto-me uma peça de um jogo que parece não ter fim.
Não se sabe como serão meus próximos dias, apenas sei que o futuro a Deus pertence, não entendo as passagens que tive, não hoje ao menos.
Talvez me faça sentido em outro momento qualquer, mas não na data presente em que me encontro em uma mesa de bar brindando com amigos como se fosse apenas mais uma noite qualquer, mas esta de forma alguma desvaloriza as companhias que tenho aos quais agradeço e espero sempre estar junto a elas.
Talvez por que a única carta fora do baralho seja eu mesmo, buscando algo que nem mesmo sei o que seja.
Mas busco...
Talvez um dia o encontre ou talvez esta busca esteja destinada a outra vida.
Enfim, como dizem... Sei que nada sei!
Apenas viverei o momento a mim destinado, pois já vivera por demais momentos que julguei serem possíveis...
Assim sou eu em mais um ano que se inicia, regado de esperanças que trago em minha alma e mente, acreditando que isso faça parte de minha essência.


SP 03.01.2010                                                                   Hamilton H. Kubo




Feito “vela” a chama de mais um ano se apaga
E de imediato acendemos uma nova “vela”
Para que esta passe a iluminar nossas novas noites
E também os novos dias
Que esta chama seja forte
Que seja resistente
E que mesmo nas tempestades que de certo virão
Possa continuar guiando nosso caminho
Em mais este novo ano que se inicia...


by: Hamilton H. Kubo 05/01/10




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