"Selos Recebidos"

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quinta-feira, 25 de março de 2010

"Amante"

Se pelo amor era movido.
Pelo ódio passei a ser alimentado.

Não odeio a quem amei.
E sim a mim que não a soube ter.

Assim desvaneço dia após dia.
Vivendo uma vida vazia.

O amor que podia lhe dar, finda aos poucos.
Dando lugar a pesadelos de um louco.
Pois pela cegueira do amor fora dominado.
E é na escuridão abandonado que me reencontro.

Levou consigo a clareza da visão.
Restando-me apenas o breu da razão.

Quanto às palavras profanadas.
Estas ecoam em minha mente
Anunciando o firmamento desta morada.

Pois as palavras podem dar vida.
A inconsistência delas pode roubá-la.

Levaste consigo o brilho de um olhar.
Ao qual, espero iluminar as sombras,
Que por ventura seu caminho cruzar.

Quanto a mim, estanco este caminhar.
Pois sem o brilho nos olhos sou incapaz de enxergar.

A ti rogo felicidades.
E enquanto rezo.
Sinto e vejo a vida passar.

Não ouse zombar do que senti.
Tampouco relembrar que existi.

Deste amor que jamais se finda;
Torno-me amante do Mundo e também da vida.

Pois findo meus dias de amante seu.
Visto que o amor que lhe dei, na verdade sempre foi meu.

domingo, 21 de março de 2010

"Descrença"

AN ANGEL TURNS INTO A DEVIL.

Enfim, após profundo pensar.
Desejo findar esta escravidão.
Que em verdade hoje me traz pesar.

Permitirei enfim me soltar
Das algemas que criei
Tão simplesmente por amar.

Desejo partir.
Enfim, lhe deixar.
Cativeiro maldito.
Chamado desejo de amar.

Arrependo-me das noites em claro.
Buscando sentir tudo o que me era obscuro.
Acreditando, que o que meus olhos não viam;
Não me causariam dor e tampouco me adoeceriam.

Mero devaneio;
Este de que não se sente.
O que os olhos não vêem.
E tampouco compreendem.

Desejo enfim partir.
Desejo enfim lhe deixar.

Não pelo covarde que sou.
Pois nem a fraqueza me fez perecer.
Mas sim pela dor que causa amar.
A esta não posso mais subestimar

O que me consome.
É não compreender.

Como podem profanar palavras de amor.
Estas que acorrentam a alma;
Para posteriormente partir.
Não nos deixando a chave.
Para nos libertar e a vida prosseguir.

Injúrias de amor.
Por qual razão há de existir.
Se não, para nos punir.
Causar dor e a incompreensão.
Do que chamamos de amor.

Desejo deixar-te.
Não mais hei de lhe cultivar.

Não ao menos nesta vida.
Que se cansou de acreditar.
E por isso.
Não mais se permitira amar.

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