"Selos Recebidos"

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Fantasia"



Acerca deste sentimento pouco compreendido

Tenho me perguntado mesmo que tentado permanecer dele escondido

Nas intempéries desta vida tento sobreviver a cada dia

Buscando incessantemente um sentido para esta lida

Sendo o amor uma mera fantasia

O que saber dos sentidos e sua valia?

Vejo que a poesia tem se esvaído

Talvez somente me ocorra enquanto estiver caído

Mas se é do sofrer que cresce o poeta

E se o sofrimento partir deixando uma porta aberta?

Não estou sendo honesto comigo mesmo

Tento a todo dia negar a mim quaisquer sentimento

Não creio que tão somente de sofrimento

É que a poesia se faça alento

Mas entro em contradição

Pois se a bela poesia fala da emoção

De que emoção fala se o amor tornou-se fantasia

Escrever das fantasias de um homem de vida vazia?

Quisera petrificar os sentidos

Não ter mais sentimentos moídos

Apenas um olhar mórbido

E galgar um crescimento óbvio

Ou que não seja o crescer

Mas tão somente envelhecer

Tenho provas palpáveis

Do amor e suas variáveis

De tantos corações partidos

De tantos amores deixados

E mesmo assim ainda travo constante

O sentimento que esta em mim e já o quisera distante

Quisera o inócuo

Mas desta fantasia permaneço em seu vácuo

Quisera um coração inóspito

Mas o que faz é se mostrar indômito

Enfim novamente sem resposta

Sem nenhuma proposta

Tão somente e novamente de alma posta


quarta-feira, 16 de junho de 2010

"A Espada & A Palavra"


Postagem dedicada a todos Blogueiros, em principal à lolipop do Blog Banzai.

Espadas e palavras.

Todos conheceram as espadas e em verdade também as palavras.
As espadas quando empunhadas por exímio guerreiro, não apenas ferem, mas mortificam.
Sempre existem dois lados que as carregam os bons que se empenham na defesa da paz e os maus que apenas visam à destruição.
No entanto meus caros é prudente saber que se esta disposto a atacar alguém que igualmente impunha uma espada suas chances de obter sucesso são quase nulas.
Aquele que ataca busca a guerra, aquele que nada espera preserva a paz.
Os de espada empunhada que vão ao ataque, estão cegos por conta da raiva.
Os que serão atacados são clarividentes, pois vivem do amor e a espada sempre embainhada.
Mas posto que precisem de defesa, nada temem, pois dominam a espada.

Assim são também as palavras.


Não ataque com palavras a um escritor.
Quem as domina não as trata sem pudor.

As palavras não ferem a quem as acaricia
Transformam-se em alimento ao contrário de quem as repudia.

A palavra cura, mas também causa mazela.
A quem as acarinha, serve como alento a alma.
A quem as usa a fim de atacar, são atacados por ela.

A palavra pode rasgar a carne feito espada.
Mas mortifica a alma quando mal usada.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Uma Armadura"


Mesmo que me dispa desta sensibilidade hora bem quista
De que me adiantaria à vida se do amor que a alma se conquista
Mesmo sendo ele causador da dor que hora se aloja e na alma se dissipa
Nada restaria da poesia que vezes escritas das dores que tem como causadores desamores em vida.

Que poeta se preza de tamanha destreza em dizer que do desamor jamais se fez escrita.
Nem trovador, poeta ou mesmo poetisa deixou de ter em seu punho palavra desalenta.
São muitas as vidas que já se caíram ao menos uma vez em lágrimas de tristeza

Um bocado de gente por ser tão somente gente já se viu uma vez descrente
Muitos são os olhares que já se perderam em meio ao devaneio bem dito crente
Das almas sofredoras de longos e árduos caminhos pelo amor dito essa corrente
Dos trocadilhos inventados, profanados posteriormente desmascarados para gente

Que a tal sensibilidade que nos faz frágeis, sirva também de armadura que cobre a alma
Armadura que não se rompa diante das promessas mentirosas que trazem o carma
Sensibilidade que não se parta diante dos desamores que tão somente vem e arrebata.

Desejo aos corações que provém das emoções tão leves quanto ás plumas de um gavião
Que mesmo leves como bem o são, tem raízes forjadas no guerreiro coração
Desejo em profundo de minha alma que as desavenças se desfaçam feito canção
Assim enquanto a dor passa não traz escuridão e tão somente engana a percepção.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

"Diário de uma Vida"



As palavras nem sempre fazem sentido
Mas com o olhar muito pode ser dito
Não importa o que se tenta balbuciar
Será inútil, se contradizer em um olhar

Quanto à escrita, esta se faz bendita
Pois ao escrever, escreves de alma bem quista
O olhar neste momento tem descanso
Os olhos se fecham quando o pensamento é manso

Nas palavras encontramos conforto
Encontramos meio de alcançar o distante
E delas fazemos sempre seguro porto

Com escritas alcançamos vivalma
Que acalma o espírito inquietante
Vertem lágrimas por saber que o escrito vem da alma.

terça-feira, 18 de maio de 2010

"Poeta"


A alma chora lágrimas que não se enxergam.
A alma chora, feridas que não sangram.
A alma clama pelo sentimento que não se vê.
A alma clama pelo alento que não se tem.
A alma chama pelo amor que nunca vem.

A razão grita pedindo para cessar.
A razão grita mandando parar.
A razão perde sempre querendo ganhar.
A esperança convida a razão para se calar.
A esperança ajuda o coração a pulsar.
A esperança cresce e fortifica a alma para ainda poder amar.

As lágrimas que não rolam são mais demoradas a se secar.
As feridas que não sangram são mais difíceis de cicatrizar.

O sentimento é mais difícil de compreender.
O alento é mais árduo de se alcançar.
O amor, verdadeiro amor é o mais difícil de encontrar.
O poeta nasce e morre para esta constante batalha retratar...

terça-feira, 27 de abril de 2010

"Acróstico das Lágrimas"


Da saudade que sinto, posto que é de sentimento.
Deste pranto silencioso que não encontra firmamento.
Deixo-se criar o acróstico de tal sofrimento.

Sofro calado, silencioso e intrínseco.
Visto que, de lágrimas tais sentimentos não são regados.
E assim, apenas com palavras eternizam seu legado.

Longe de se saber o que passa em nosso interior.
Agonizando, tento encontrar palavras a fim de aliviar a dor.
Gostaria de encontrar forma a findar o sentimento ferido.
Rasga e dilacera a alma de quem ja fora querido.
Incapaz de poder cicatrizar as feridas.
Mescla de agonia e lágrimas não vertidas.
Ainda que certo, da partida outrora querida.
Sinto ainda, a ausência dentro do peito, a ausência de uma vida.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"Acróstico do Amor"

Como de costume, comentários respondidos.
E novo post publicado!

Let's talk about Love

Ainda que se fale todas as línguas.
Mesmo entendendo todos os dialetos.
Ousar falar de amor seria inútil.
Reconhecer que desconhece sua essência ainda se faz mais prudente.

Senti-lo ao natural, sem tentar entender.
O ódio, não é uma linha tênue entre o amor, como muitos acreditam ser.

O ódio nos alimentamos o amor apenas nutrimos com a vontade de se viver.

Amar esta além de alimentar-se algo.
Mais acertado é deduzir que, ele não precisa ser alimentado.
O conceito esta em viver, e viver o amor é coexistir junto a ele.
Raro é o sentimento, quando vivido em toda sua essência, portanto viva-o...




Ainda que me bastasse de palavras para definir o amor.
Mesmo que as dominasse em verdade.
Oque adiantaria se pouco compreendermos um olhar!
Rupturas de minha alma, criadas tão somente por conta do amor.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Dias Cinzentos"

O dia é anunciado por um sonoro toque.
Os olhos se abrem um tanto confusos.
E buscam foco na escuridão de um quarto.

O corpo ate então inerte começa seus movimentos.
Preguiçosos é verdade.
Mas não há escolha, precisa cessar o som que atordoa.

Agora o silêncio se mistura ao breu.
Os olhos pesados querem permanecer fechados.

Mas a consciência não permite.
Força os a manterem-se abertos
a fim de despertá-los.

O frio agora abraça o corpo.
Arrepia a alma.
Não há mais como evitar.
É preciso levantar-se.

O olhar busca uma claridade.
Mas busca em vão.
Pois tudo o que encontra é escuridão.

A consciência faz pensar.
E conclui que se trata de um reflexo.
Reflexo de um estado.
Os olhos vêem o que a alma sente.

O céu cinzento.
O vento gélido.
E as gotículas que caem sobre o asfalto.

São reflexos de uma alma.
Que não enxerga mais o que o coração teima em acreditar.

E assim se faz o dia.
Assim se faz a tarde e a noite.
Cada vez mais fria.

E no escuro novamente.
O sono entorpece o corpo.
E pede a mente que descanse.

Não relembre amores.
Pois neste momento.
As almas se fazem distantes.

Então cesse a visão.
Calem-se os pensamentos.
Pois agora neste leito.
Repousará outra alma sem mais desejos.
 
Assim se faz meu dia.
Assim vivo dia após dia.
Como se os dias atuais.
Refletissem meus desejos mais mortais.

domingo, 21 de março de 2010

"Descrença"

AN ANGEL TURNS INTO A DEVIL.

Enfim, após profundo pensar.
Desejo findar esta escravidão.
Que em verdade hoje me traz pesar.

Permitirei enfim me soltar
Das algemas que criei
Tão simplesmente por amar.

Desejo partir.
Enfim, lhe deixar.
Cativeiro maldito.
Chamado desejo de amar.

Arrependo-me das noites em claro.
Buscando sentir tudo o que me era obscuro.
Acreditando, que o que meus olhos não viam;
Não me causariam dor e tampouco me adoeceriam.

Mero devaneio;
Este de que não se sente.
O que os olhos não vêem.
E tampouco compreendem.

Desejo enfim partir.
Desejo enfim lhe deixar.

Não pelo covarde que sou.
Pois nem a fraqueza me fez perecer.
Mas sim pela dor que causa amar.
A esta não posso mais subestimar

O que me consome.
É não compreender.

Como podem profanar palavras de amor.
Estas que acorrentam a alma;
Para posteriormente partir.
Não nos deixando a chave.
Para nos libertar e a vida prosseguir.

Injúrias de amor.
Por qual razão há de existir.
Se não, para nos punir.
Causar dor e a incompreensão.
Do que chamamos de amor.

Desejo deixar-te.
Não mais hei de lhe cultivar.

Não ao menos nesta vida.
Que se cansou de acreditar.
E por isso.
Não mais se permitira amar.

domingo, 14 de março de 2010

"Amor contrário a Sí"


Sou passado
E também presente.

Serei Futuro e esperança
Contrario a descrença
E venço a razão

Tentam me dar forma e exatidão
Posso ser claro e também obscuro
Não tenho morada
Portanto não me dêem codinomes

Estou em inúmeros lugares.
Sou onipresente.
Não escolho onde, nem quando
Simplesmente estou presente

Por vezes sou negado, abandonado.
Mas persisto, venço e reapareço.

Posso acalentar sua alma
Tal como posso devastá-la
Sou perfeito e imperfeito

Sou seu refúgio e também seu abrigo
Mas por vezes poderei ser seu inimigo

Não te teimes a resistir
Sua razão nada pode contra mim

Dementes ou carentes
Amantes ou delinqüentes
Não importa a quem apenas estarei presente

Sou singelo e belo
Mal e devastador
Sou contraditório
Por isso me chamam de amor.

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