"Selos Recebidos"

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Veredas duma Vida"



Por quantas veredas mais terei que passar?
Se do amor e pelo amor sempre me fizera rogar
Encontro em meu corpo, feridas que jamais irão me deixar
São marcas da vida e de um verdadeiro amor a buscar


Sou feito assim de marcas muitas e de eterno pensar
Como pude eu ser a quem ver na vida o amor se repudiar?
Serei eu eterno viajante de efêmera forma de amar?
Ou simples passageiro que vislumbra da janela e vive a sonhar?


São perguntas freqüentes que me tornam vez mais descrente
Vislumbro a vida passar e do Sol não vejo mais seu crescente
Os dias são turvos cinzentos, e a mim mais um entorpecente
Vivo a sonhar devanear e talvez do amor seja mero demente


Que sei se não de mim e do olhar que em minha mente ira divagar
Das lembranças criadas em leito, mas desfeitas ao despertar
Volto a caminhar pelas veredas em que não mais desejei estar
Disperso entre as torrentes da vida volto a navegar


Sou de fato feito assim sem mais protelar
Feito do desejo de se ter a quem amar,
Mas que tem então tão somente este profundo pensar...


Nothing Else Matters

segunda-feira, 12 de julho de 2010

"Adormecido"




Nesta pedra de frente ao mar

Vou me recostar e os olhos fechar

Embalado ao som das ondas quero sonhar


Quem sabe doce iemanjá leia meu sonho

E nele possa adentrar e ver o que proponho

O amor completo de respeito e apoio

De carinho e no sentimento doce banho


Testemunhas serão as estrelas e o luar

Deste sonho que me leva noutro lugar

Palácio de sentidos onde o amor pode reinar

De todos os tipos para descrentes doutrinar

quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Só hoje"


Hoje desejaria descansar.
Calar os pensamentos
E um lindo sonho sonhar.

Hoje desejaria calar
As dúvidas que assolam o pensar
E em palavras me fazem chorar.

Quantos versos poderia escrever
Repudiar o pensar e voltar a crer
Que o amor existe e jamais irá desvanecer.

Hoje só hoje queria deixar de pensar
Deixar os pedidos e apenas voltar a sonhar.

Sonhos cálidos de amor e bem querer
Em meu leito gélido deixar o amor me aquecer

A noite é fria o leito se esfria.
Mais triste ainda é quando o gelar da noite também a alma esfria.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"Acróstico do Amor"

Como de costume, comentários respondidos.
E novo post publicado!

Let's talk about Love

Ainda que se fale todas as línguas.
Mesmo entendendo todos os dialetos.
Ousar falar de amor seria inútil.
Reconhecer que desconhece sua essência ainda se faz mais prudente.

Senti-lo ao natural, sem tentar entender.
O ódio, não é uma linha tênue entre o amor, como muitos acreditam ser.

O ódio nos alimentamos o amor apenas nutrimos com a vontade de se viver.

Amar esta além de alimentar-se algo.
Mais acertado é deduzir que, ele não precisa ser alimentado.
O conceito esta em viver, e viver o amor é coexistir junto a ele.
Raro é o sentimento, quando vivido em toda sua essência, portanto viva-o...




Ainda que me bastasse de palavras para definir o amor.
Mesmo que as dominasse em verdade.
Oque adiantaria se pouco compreendermos um olhar!
Rupturas de minha alma, criadas tão somente por conta do amor.

domingo, 18 de abril de 2010

"Enamorado"


Um olhar, pode dizer muito mais que qualquer palavra simplesmente ao vento jogada.
Um olhar, é mais penetrante que qualquer verso ou poesia proclamada.
Mas, para entendê-lo não basta fitá-lo.
Para compreendê-lo, precisamos penetrá-lo.

O olhar direcionado nos intimida.
Mas em sua essência, compreendemos se tratar de uma investida.
Este olhar a que me refiro, fora persistente.
Pois cego como estava, nada via além de um Mundo latente.

Faço de versos esta passagem.
Que em verdade, aqui não cessa nem passa.
Deixando de ser passageiro, para torná-lo viagem.

Viajar na realidade.
Dar asas, aos ate então devaneios.
Devaneios, de uma mocidade.

Calada, porém não extinta.
Sumida, escondida mas reencontrada.
Que apenas lamenta, pela vida outrora desperdiçada.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Don't give Up"

Sobre a vida.
Por vezes, podemos simplesmente desistir de alguns conceitos em nossas vidas.
Em sua maioria, por conta de inúmeras decepções.
Ou simplesmente pelo que encontramos ao nosso redor.
Pergunte-se a si mesmo (a), quantos casamentos obtém sucesso nos dias de hoje.
Perguntem-se quantas relações realmente dão certo, realmente funcionam.
Depois de se fazerem estas perguntas, olhem ao seu redor.
Seja no trabalho, em seu bairro ou até mesmo ouvir falar de relacionamentos que estão se findando em algum lugar que alguém conhecido comentou com você.
As relações se tornaram superficiais, o que muito entristece na verdade.
Relações que para se perdurarem necessitam de "aspas" que se encontram fora da relação, assim mantém de aparências.
E com todas estas "realidades" e experiências, acabamos por desistir, e isso antes mesmo de realmente tentarmos.
Somos seres racionais não é verdade?
E consideramos nossas mentes como a um HD enorme, ao qual não somos capazes de simplesmente formatar e começar tudo novamente.
E ainda sobre este contexto imputamos dia após dia milhares de informações.
E dentre elas, estão aquelas a que julgamos terem de ser evitadas a fim de não causar maiores danos.
Instintivamente, evitamos para não sofrermos.
Evitamos para não termos de ver tudo desmoronar, findar, acabar.
E com toda essa gama de relacionamentos que se acabam, pensamos:
Para que vou me dedicar a uma relação?
Para que vou me apaixonar?
Para que amar?
Se as relações estão fadadas a se acabarem, a simplesmente deixar de existir em um dia qualquer.
Assim, criamos um casulo, vivemos em uma redoma.
Para não se apegar, não sentir e tampouco amar.
Julgamos ser mais prudente vivermos isolados, pois acreditamos que morreremos só, dedicando-se ou não a uma relação.
Qual seria o propósito de manter uma relação?
Se ela mais parece um jogo de azar!
É bem verdade a realidade que vemos, que presenciamos , ouvimos falar.


Flávio Gikovate, médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro.
"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo."  (Fonte: http://veja.abril.com.br/entrevistas/flavio_gikovate.shtml)


Concordam?
Não sofrer é consciente, é racional, é prudente.
Mas particularmente não concordo com a idéia da individualidade, a menos que tenha estancado meu desejo de ter emoções.


Talvez eu esteja completamente errado ou extremamente equivocado.
Mas ele fala de uma opção e não de viver.
Viver intensamente, sentir de forma enlouquecida o prazer de amar e de ser amado.
De fato todos (as) temos nossas opções, e esta cabe a cada um independente de opiniões.
Não somos máquinas, e nem desejamos nos tornar semelhantes a elas.


Ao menos eu não desejo isso.
E você, deseja?


Eu,
Quero ter com quem contar.
Quero ter carinho e poder dar carinho a alguém.
Quero amar e ser amado.
Quero me deitar e fazer amor demoradamente.
Quero beijar incessantemente.
Quero sentir saudade quando estiver distante.
Quero dividir os problemas e ajudar a solucioná-los também.
Quero fazer planos.
Quero e desejo VIVER enfim.


Não é se tornando descrente, que tornaremos o Mundo melhor.


Precisamos nos lembrar mais do que queremos sentir, e não do que queremos evitar.


Viver a vida não é fácil, pois nela traz muito sofrimento.
Mas posso garantir que vivê-la de verdade pode ser muito mais prazeroso.

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