Por quantas veredas mais terei que passar?
Se do amor e pelo amor sempre me fizera rogar
Encontro em meu corpo, feridas que jamais irão me deixar
São marcas da vida e de um verdadeiro amor a buscar
Sou feito assim de marcas muitas e de eterno pensar
Como pude eu ser a quem ver na vida o amor se repudiar?
Serei eu eterno viajante de efêmera forma de amar?
Ou simples passageiro que vislumbra da janela e vive a sonhar?
São perguntas freqüentes que me tornam vez mais descrente
Vislumbro a vida passar e do Sol não vejo mais seu crescente
Os dias são turvos cinzentos, e a mim mais um entorpecente
Vivo a sonhar devanear e talvez do amor seja mero demente
Que sei se não de mim e do olhar que em minha mente ira divagar
Das lembranças criadas em leito, mas desfeitas ao despertar
Volto a caminhar pelas veredas em que não mais desejei estar
Disperso entre as torrentes da vida volto a navegar
Sou de fato feito assim sem mais protelar
Feito do desejo de se ter a quem amar,
Mas que tem então tão somente este profundo pensar...
Nothing Else Matters
