"Selos Recebidos"

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"Abrigo"




Hoje o dia amanheceu entristecido
Anunciando a necessidade de abrigo

O Sol tampouco brilhou
Permitiu-nos tão somente o cinza tom

A branda chuva, bem se exibiu
E dos pássaros sequer um assobio

O chão todo tempo molhado
Refletia o céu que não nascera azulado

Um dia triste
Um dia que sempre existe

E tudo o que busco
É um pequeno abrigo




H²K


sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Dia Cinza"



Apesar do tempo lá fora estar nublado
Sinto bem aqui no peito sentimento mudado
Como se o vento que atravessa a mata
Levasse consigo sentimento que maltrata

Quem sabe a saudade tenha partido
Talvez o sentimento tenha se esvaído
Mantendo-me apenas a rispidez
Quem sabe amar tenha se tornado estupidez

O dia cinza me acalma
O vento frio me apetece
O amor nublado deixa a alma

Talvez não precise mais do amor
Talvez não seja mais ele quem aquece
Viver assim talvez então não seja mais torpor

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Dias Cinzentos"

O dia é anunciado por um sonoro toque.
Os olhos se abrem um tanto confusos.
E buscam foco na escuridão de um quarto.

O corpo ate então inerte começa seus movimentos.
Preguiçosos é verdade.
Mas não há escolha, precisa cessar o som que atordoa.

Agora o silêncio se mistura ao breu.
Os olhos pesados querem permanecer fechados.

Mas a consciência não permite.
Força os a manterem-se abertos
a fim de despertá-los.

O frio agora abraça o corpo.
Arrepia a alma.
Não há mais como evitar.
É preciso levantar-se.

O olhar busca uma claridade.
Mas busca em vão.
Pois tudo o que encontra é escuridão.

A consciência faz pensar.
E conclui que se trata de um reflexo.
Reflexo de um estado.
Os olhos vêem o que a alma sente.

O céu cinzento.
O vento gélido.
E as gotículas que caem sobre o asfalto.

São reflexos de uma alma.
Que não enxerga mais o que o coração teima em acreditar.

E assim se faz o dia.
Assim se faz a tarde e a noite.
Cada vez mais fria.

E no escuro novamente.
O sono entorpece o corpo.
E pede a mente que descanse.

Não relembre amores.
Pois neste momento.
As almas se fazem distantes.

Então cesse a visão.
Calem-se os pensamentos.
Pois agora neste leito.
Repousará outra alma sem mais desejos.
 
Assim se faz meu dia.
Assim vivo dia após dia.
Como se os dias atuais.
Refletissem meus desejos mais mortais.

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