"Selos Recebidos"

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sábado, 26 de janeiro de 2013

"Chove Demorado"




Chove demorado
Chove um tanto calmo
A calmaria das gotas não assusta

Mas quando as águas cessam
Nota-se o resultado, antes mesmo que se despeçam

Por onde passa, desfaz a dureza
A terra petrificada agora macia se desfaz com leveza 
Raízes a ela invadem
Dando chance à vida que renasce

Quem dera a chuva penetrasse corações
Aqueles petrificados de tantas duras emoções

E ao cessar, que restasse apenas maciez
Que regasse a carne árida e livrasse o de sua rigidez

Permitindo nova vida em sua extensão
Dilacerando dores e à alegria desse vazão

Quem dera às lágrimas regassem a alma
Ao invés de nos doer causando falsa calma

Quem dera a chuva tão calma
Purificasse o coração e libertasse a alma

Chove demorado
Chove em dia claro
Coração petrificado
Por que simplesmente não aparece 
E se permita enfim novamente ser amado

H²K




quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"Abrigo"




Hoje o dia amanheceu entristecido
Anunciando a necessidade de abrigo

O Sol tampouco brilhou
Permitiu-nos tão somente o cinza tom

A branda chuva, bem se exibiu
E dos pássaros sequer um assobio

O chão todo tempo molhado
Refletia o céu que não nascera azulado

Um dia triste
Um dia que sempre existe

E tudo o que busco
É um pequeno abrigo




H²K


terça-feira, 13 de julho de 2010

"Chove"




Faz assim um tremendo frio do lado de fora.
Aqui dentro preso em meu quarto o coração chora.
Sente-se assim sozinho, e por isso uma saudade o assola
Queria poder verter em lágrimas, mas sei não consola

Poderia talvez me molhar na chuva, esquecer a história
Lavar a face de olhos fechados, imaginar uma vitória
Pois me vejo em uma corrida, querendo vencer a saudade
De mãos dadas ao amor, desejo viver em eterna mocidade

Sei que na corrida estou em desvantagem
Mas não me desgrudo desta crença em minha bagagem
O amor me mantém vivo, e acredito, pois dele preciso
Não sei ser essência vazia, é no amor que tenho abrigo

A chuva vai passar a sensação também partirá
Enquanto o frio externo me assola o coração me esquentará
Por quanto à saudade me açoitar
O amor irá me cuidar

Assim espero
Assim rezo
Que a mente não me despreze
E nem a saudade o amor supere




quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Aquecimento Global




Como sou pequeno, insignificante e egoísta
Tão preocupado com minha dor que não notei meu dia a dia

Sempre gostei de ter a luz do Sol aquecendo minha pele
Tal como fez aos meus pensamentos
E de tão preocupado com minha dor
Não notei que o mesmo Sol que antes aquecia hoje me fere.

Por quantas vezes, deixei com que uma chuva de verão lavasse minha alma
E levasse consigo amargos pensamentos
E hoje a chuva que antes dava alento, traz apenas desespero

A neve sempre branca e cristalina
Fonte inspiradora de cantos e versos
Hoje diluída, dissipada
Simplesmente deixando de existir

Mesmo a Lua que fora testemunha de declarações
Hoje mal enxergamos
Pois esta coberta pelas criações do homem

Onde estava com a cabeça?
Por onde se divagaram meus pensamentos
Se o solo que sempre fora minha morada
Não atendi quando me pediu atenção

O ser humano clama por amor
Mas ouso dizer que o Planeta hoje chora por ele
Este mesmo amor dedicado de forma imensurável a outrem
Também é o amor que o Planeta anseia em ter

Meu sonho é estar a escrever sob a sombra de uma árvore
Entoando palavras de amor enquanto vivo a velhice
Mas temo não poder realizar
Pois a cada dia uma sombra mais deixa de nos prestigiar


Peço seu perdão
Pois tenho saudade das chuvas de verão
Que ao invés de destruir
Criava em cada um uma vontade a mais de existir.

09/12/09                                                              By: Hamilton H. Kubo

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