"Selos Recebidos"

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sábado, 26 de janeiro de 2013

"Chove Demorado"




Chove demorado
Chove um tanto calmo
A calmaria das gotas não assusta

Mas quando as águas cessam
Nota-se o resultado, antes mesmo que se despeçam

Por onde passa, desfaz a dureza
A terra petrificada agora macia se desfaz com leveza 
Raízes a ela invadem
Dando chance à vida que renasce

Quem dera a chuva penetrasse corações
Aqueles petrificados de tantas duras emoções

E ao cessar, que restasse apenas maciez
Que regasse a carne árida e livrasse o de sua rigidez

Permitindo nova vida em sua extensão
Dilacerando dores e à alegria desse vazão

Quem dera às lágrimas regassem a alma
Ao invés de nos doer causando falsa calma

Quem dera a chuva tão calma
Purificasse o coração e libertasse a alma

Chove demorado
Chove em dia claro
Coração petrificado
Por que simplesmente não aparece 
E se permita enfim novamente ser amado

H²K




terça-feira, 8 de março de 2011

"Sob Sombras"




Já estive em lugares escuros
Outros demasiados sombrios

A luz que se faz ausente
Mesmo tentando ser presente

A alegria das cores vivas
Que não mais parecem advindas

A sombra que a alma congela
O frio que o coração apenas mazela

Já estive sim em lugares escuros
Onde o medo tenta se fazer de escudo

Mas a sombra que agora permeia
Invade um coração que sobre o amor titubeia


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Cansado"


O intocável, destemido e polivalente se mostra enfim cansado
Aquele mesmo aventureiro, aventurado o que fala estando calado
Esta exausto, requer cuidado
Esta mais triste que de costume requer atenção e mais tato

Somos demasiados jovens, demasiados apaixonados
Em demasia angustiados e vezes em demasia dilacerados
Não nos atentamos a nós mesmos
E nos entregamos vezes a esmo

E com o passar dos anos não reparamos
Não nos damos conta de como estamos
Até que o sempre calado
Se faz enfim devidamente declarado


"Estou cansado!"


Seu ritmo não mais é o mesmo de outrora
Sua toada agora não é mais tão clara
Esta descompassado e pensa agora como a vida demora

Desta vida vivida a rompantes
Paixões alucinantes
De se causar arritmia
Fazendo viver em nostalgia


"Estou cansado!"


E tudo o que peço é um pouco mais de cuidado
Não desejo cessar tampouco permanecer calado
Quero curtir mais da vida
E continuar mais um bocado nesta lida.

Sou eu, e estou cansado
Sou eu, este seu coração
Que viveu de pura emoção
Mas agora necessita apenas de cuidado

"Cuidado"




Se ousarem, ouçam...

Perdoem-me pela ausência, os comentários que não mais tenho feito.
Alguns percalços da vida.
O coração cansado, pertence a meu Pai.
E ele necessita e pede cuidados.
Obrigado a todos por estarem e permanecerem aqui.

Beijos & Abraços.
Hamilton H. Kubo

H²K

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"Coração Teimoso"




De certo o coração é um pobre cego
Nada enxerga apenas o sentimento lhe é credo
Não compreende as lógicas das razões
Não enquanto tomado em profundas emoções


Dos dias que se passaram foi o que pude entender
Que ao coração é impossível compreender
Que existem mais facetas do que se imagina
E não tão somente o sentimento que lhe culmina


Sendo da teimosia associado guerreiro
Pergunto-me a qual devo teimar em primeiro
À razão que afronta e mostra a impossibilidade
Ou à emoção que vem como se fosse ainda puberdade


Que devo eu dizer daquilo que desconheço?
A não ser dizer-te bela que pelo seu sorriso me apeteço!
Que devo eu fazer com as horas que não passam?
Mas que ao som de tua voz apenas peço que tais barreiras se desfaçam.


Enfim que devo eu fazer?
Se em verdade nada do que devo me faz apetecer.




quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Fantasia"



Acerca deste sentimento pouco compreendido

Tenho me perguntado mesmo que tentado permanecer dele escondido

Nas intempéries desta vida tento sobreviver a cada dia

Buscando incessantemente um sentido para esta lida

Sendo o amor uma mera fantasia

O que saber dos sentidos e sua valia?

Vejo que a poesia tem se esvaído

Talvez somente me ocorra enquanto estiver caído

Mas se é do sofrer que cresce o poeta

E se o sofrimento partir deixando uma porta aberta?

Não estou sendo honesto comigo mesmo

Tento a todo dia negar a mim quaisquer sentimento

Não creio que tão somente de sofrimento

É que a poesia se faça alento

Mas entro em contradição

Pois se a bela poesia fala da emoção

De que emoção fala se o amor tornou-se fantasia

Escrever das fantasias de um homem de vida vazia?

Quisera petrificar os sentidos

Não ter mais sentimentos moídos

Apenas um olhar mórbido

E galgar um crescimento óbvio

Ou que não seja o crescer

Mas tão somente envelhecer

Tenho provas palpáveis

Do amor e suas variáveis

De tantos corações partidos

De tantos amores deixados

E mesmo assim ainda travo constante

O sentimento que esta em mim e já o quisera distante

Quisera o inócuo

Mas desta fantasia permaneço em seu vácuo

Quisera um coração inóspito

Mas o que faz é se mostrar indômito

Enfim novamente sem resposta

Sem nenhuma proposta

Tão somente e novamente de alma posta


quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Uma Armadura"


Mesmo que me dispa desta sensibilidade hora bem quista
De que me adiantaria à vida se do amor que a alma se conquista
Mesmo sendo ele causador da dor que hora se aloja e na alma se dissipa
Nada restaria da poesia que vezes escritas das dores que tem como causadores desamores em vida.

Que poeta se preza de tamanha destreza em dizer que do desamor jamais se fez escrita.
Nem trovador, poeta ou mesmo poetisa deixou de ter em seu punho palavra desalenta.
São muitas as vidas que já se caíram ao menos uma vez em lágrimas de tristeza

Um bocado de gente por ser tão somente gente já se viu uma vez descrente
Muitos são os olhares que já se perderam em meio ao devaneio bem dito crente
Das almas sofredoras de longos e árduos caminhos pelo amor dito essa corrente
Dos trocadilhos inventados, profanados posteriormente desmascarados para gente

Que a tal sensibilidade que nos faz frágeis, sirva também de armadura que cobre a alma
Armadura que não se rompa diante das promessas mentirosas que trazem o carma
Sensibilidade que não se parta diante dos desamores que tão somente vem e arrebata.

Desejo aos corações que provém das emoções tão leves quanto ás plumas de um gavião
Que mesmo leves como bem o são, tem raízes forjadas no guerreiro coração
Desejo em profundo de minha alma que as desavenças se desfaçam feito canção
Assim enquanto a dor passa não traz escuridão e tão somente engana a percepção.

sábado, 22 de maio de 2010

"Pontuação"
(Dupla Postagem hoje)



Gosto de escrever
Dar vazão à emoção
A fim de não ter de enlouquecer

Escrevo assim vezes sem pontuação
Vão encontrar erros e muitos serão
Pois desejo apenas transformar em palavras o que sinto então

Não vou parar para verificar se falta vírgula ou não
Quem dirá do ponto ou ainda travessão.
Ah! Perdoem-me os mestres, mas não sou poeta tampouco escrivão.

Apenas qualquer um que deixa fluir o que quer
Se não, mais um dentre tantos que tenta escrever
Sobre a saudade e também do bem querer

Do amor que vem e vai
Da saudade que nunca se esvai

E para falar de sentimentos
Não cabe nestes meios
Ler e reler os textos

Cabe tão somente a voz do coração
Este que tenta falar mesmo que sem exatidão
Longe daqui ponto vírgula ou travessão.

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