De certo o coração é um pobre cego
Nada enxerga apenas o sentimento lhe é credo
Não compreende as lógicas das razões
Não enquanto tomado em profundas emoções
Dos dias que se passaram foi o que pude entender
Que ao coração é impossível compreender
Que existem mais facetas do que se imagina
E não tão somente o sentimento que lhe culmina
Sendo da teimosia associado guerreiro
Pergunto-me a qual devo teimar em primeiro
À razão que afronta e mostra a impossibilidade
Ou à emoção que vem como se fosse ainda puberdade
Que devo eu dizer daquilo que desconheço?
A não ser dizer-te bela que pelo seu sorriso me apeteço!
Que devo eu fazer com as horas que não passam?
Mas que ao som de tua voz apenas peço que tais barreiras se desfaçam.
Enfim que devo eu fazer?
Se em verdade nada do que devo me faz apetecer.
