AN ANGEL TURNS INTO A DEVIL.
Enfim, após profundo pensar.
Desejo findar esta escravidão.
Que em verdade hoje me traz pesar.
Permitirei enfim me soltar
Das algemas que criei
Tão simplesmente por amar.
Desejo partir.
Enfim, lhe deixar.
Cativeiro maldito.
Chamado desejo de amar.
Arrependo-me das noites em claro.
Buscando sentir tudo o que me era obscuro.
Acreditando, que o que meus olhos não viam;
Não me causariam dor e tampouco me adoeceriam.
Mero devaneio;
Este de que não se sente.
O que os olhos não vêem.
E tampouco compreendem.
Desejo enfim partir.
Desejo enfim lhe deixar.
Não pelo covarde que sou.
Pois nem a fraqueza me fez perecer.
Mas sim pela dor que causa amar.
A esta não posso mais subestimar
O que me consome.
É não compreender.
Como podem profanar palavras de amor.
Estas que acorrentam a alma;
Para posteriormente partir.
Não nos deixando a chave.
Para nos libertar e a vida prosseguir.
Injúrias de amor.
Por qual razão há de existir.
Se não, para nos punir.
Causar dor e a incompreensão.
Do que chamamos de amor.
Desejo deixar-te.
Não mais hei de lhe cultivar.
Não ao menos nesta vida.
Que se cansou de acreditar.
E por isso.
Não mais se permitira amar.
