"Selos Recebidos"

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

"Escrevendo Sentimento"



Quem em vida não busca
Aquela paixão que tudo ofusca
O sentimento envolvente
A razão minimamente eloqüente

Quem um dia já não se perdeu das horas
Desejando o instante que sempre demora
Na noite solitária pensando aflito
Pondo devaneio e realidade em conflito

Um sentimento saudoso que tive
O amor profundo de que me abstive
Das conversas maduras e calmas
Das risadas estridentes que curam a alma

Quanta saudade cabe em um coração
Se não a mesma imensidão duma emoção
Canto saudoso a uma certa menina
Que ainda hoje a mim muito fascina

...





sábado, 26 de junho de 2010

"Refém"



Pobre o homem carente, vezes descrente

Diante da utopia que vislumbra em vida

Põe-se pensante diante de tantos sentimentos incessantes

Procura nos olhares entender um pouco sobre a vida

Vezes essa desprovida de sensações e emoções provindas de uma a quem querida

Pouco importa os lampejos de desejos

Estreitos esguios e imperfeitos

Duram pouco diante dos olhos para no fim se resumir em oco

O ócio dos pensadores, em pensar na vida e também nos amores

O ópio do poeta que morre e desperta na palavra vezes dispersa

O veneno da alma que seda e acalma

A adaga que tira a vida sem ao menos a carne cortá-la

É tanto palavrear que chego a temer

Uma vida inteira escrever sem o amor prover

Como se destinado a sentir profundo

Intenso transformado em palavras o amor propenso

Aquele esperado jamais chegado

Outorgado, postergado, deixado, findado

Nesta vida não em outra

Para viver da lembrança

E da escrita que jamais descansa

Assim, deixo o medo se alojar.

Pois temo pela vida escrever

Sobre o amor

Que pelo que parece jamais irei ter.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

"Diário de uma Vida"



As palavras nem sempre fazem sentido
Mas com o olhar muito pode ser dito
Não importa o que se tenta balbuciar
Será inútil, se contradizer em um olhar

Quanto à escrita, esta se faz bendita
Pois ao escrever, escreves de alma bem quista
O olhar neste momento tem descanso
Os olhos se fecham quando o pensamento é manso

Nas palavras encontramos conforto
Encontramos meio de alcançar o distante
E delas fazemos sempre seguro porto

Com escritas alcançamos vivalma
Que acalma o espírito inquietante
Vertem lágrimas por saber que o escrito vem da alma.

sábado, 24 de abril de 2010

"Razão da Escrita"

Para que ou para quem escrevo?
Escrevo para aqueles que lêem, escrevo para aqueles que se importam.
Que se importam realmente, com assuntos relacionados ao sentimento.

Seja o sentimento próprio, ou mesmo, o sentimento alheio.
Escrevo para aqueles que permitem-se tocar a alma, que lacrimejam ao deparar com desamores, para aqueles que vivenciam desamores.

Escrevo também, para aqueles de alma concretizada, de sentimentos esquecidos e amores perdidos.

Escrevo para expressar a mim mesmo, sendo justo.
Tal como faço de lágrimas minhas palavras, permito também que os sorrisos se apoderem delas.
Ao contrário dos que, optaram pela insensibilidade da alma, optei por dar vazão ao que sinto.

Tal como qualquer outro, as vezes me canso, me revolto e me escondo.

Me camuflo em máscaras de nossa sociedade.
A sociedade, que julga ser imaturo sofrer por um amor perdido, sofrer por crenças perdidas.

E digo, a imaturidade do ser humano esta em comprar esta idéia mediana e hipócrita de que, para se viver bem, basta não se dar por inteiro, não se doar e não amar de verdade.

É para isso que escrevo, para descansar meus pensamentos, para desviar meus olhares do Mundo insano em que vivemos.




Escrevo para os amores que tive.
Escrevo para os amores que tenho.
Escrevo aos amores que ainda terei na vida.


Escrevo, pois nas palavras me encontro.
Escrevo pois nas palavras respiro, vivo e morro.


Escrevo e dedico a ti leitor e a ti leitora.

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