"Selos Recebidos"

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sábado, 26 de junho de 2010

"Refém"



Pobre o homem carente, vezes descrente

Diante da utopia que vislumbra em vida

Põe-se pensante diante de tantos sentimentos incessantes

Procura nos olhares entender um pouco sobre a vida

Vezes essa desprovida de sensações e emoções provindas de uma a quem querida

Pouco importa os lampejos de desejos

Estreitos esguios e imperfeitos

Duram pouco diante dos olhos para no fim se resumir em oco

O ócio dos pensadores, em pensar na vida e também nos amores

O ópio do poeta que morre e desperta na palavra vezes dispersa

O veneno da alma que seda e acalma

A adaga que tira a vida sem ao menos a carne cortá-la

É tanto palavrear que chego a temer

Uma vida inteira escrever sem o amor prover

Como se destinado a sentir profundo

Intenso transformado em palavras o amor propenso

Aquele esperado jamais chegado

Outorgado, postergado, deixado, findado

Nesta vida não em outra

Para viver da lembrança

E da escrita que jamais descansa

Assim, deixo o medo se alojar.

Pois temo pela vida escrever

Sobre o amor

Que pelo que parece jamais irei ter.

quarta-feira, 10 de março de 2010

"Tempo.. Amigo"


Já tem algum tempo.
Que deixou de viver a meu lado a verdade que ainda existe em mim.
Já tem algum tempo.
Que nada sei a seu respeito, com quem anda ou com quem esta.

Sim já tem algum tempo.
Que tento sucumbir estes pensamentos enfadonhos.
Já tem algum tempo.
Que desejo não ter lembranças a seu respeito.

Sim tenho tentado.
A todo tempo tentado me convencer que fora apenas um devaneio.
Um sonho, uma ilusão, uma criação minha.

Sim já houve um tempo.
Um tempo em que não precisei saber de ti.
Um tempo em que viver não doía tanto assim.

Foi se o tempo.
O tempo que torcia para não passar.
O tempo em que contava os segundos para lhe ver chegar.

Que tempo foi este?
Estive perdido nele ou acabei me perdendo para sempre?

Como pode?
Como se pode ter algo tão perfeito, e num piscar de olhos tudo desvanecer?

Havia um tempo.
Um tempo nesta vida que tive com quem conversar.
Havia um tempo.
Um tempo em que apenas de uma vida quis participar.

Disse-me para não tentar apertar a areia que estava em minhas mãos.
Pergunto-lhe, de que adiantou?
Se a concha que formei com as mãos não resistiu aos ventos.
Pois suas mãos não estiveram sobrepostas às minhas,
para proteger o que nesta vida tive de mais valia.

Se o tempo é aliado, que seja breve então;
Assim, de lembranças não revivo uma paixão.
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Se o tempo é aliado, cicatriza;
E faz desaparecer a dor desta ferida.

Não seja piedoso, tempo amigo;
Não permita existir saudades,
nesta vida que não mais encontra abrigo.

Seja breve, seja rápido
E encerre de vez este torpor.
Que por sí só ja encerrara a vida deste sonhador.

sexta-feira, 5 de março de 2010

"Pensamentos de Chuveiro"

Saudações a todos que visitam este espaço.
Hoje resolvi deixar alguns pensamentos, que normalmente me ocorrem durante a chuveirada.
Espero que me perdoem pela "pobreza" de palavras.
Beijos a todas e abraços a todos.
Hamilton H.Kubo


Pensamentos de Chuveirada.

Assim como a faísca pode causar destruição.
A esperança quando falsa devasta um coração.
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Tal como a gota de óleo não polui um jarro inteiro.
Não permita que uma mágoa polua seu coração.
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Sem o dinheiro os poderosos caem.
Sem o amor os guerreiros não nascem.
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O ser humano depois de magoado deveria adormecer
Assim deixaria de magoar outros que nada fizeram por merecer.
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O luar pode lhe transportar para uma bela lembrança quando se esta bem.
Como também pode lhe atormentar caso cultive a saudade por outrem.
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O que seria a saudade, se não a lembrança de um momento físico emocional vivido?
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Se não esta disposta a acalentar junto a mim o amor que trago no peito,
Então jamais ouse despertar o que outras forçaram a adormecer.
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Pode destruir minhas palavras de afeto e bem querer.
Mas nada pode contra minha alma que teima em viver.
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As palavras de carinho, não alcançam um coração petrificado.
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Um olhar diz muito mais que palavras.
Porque não olhou em meus olhos quando disse querer partir?
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Assim, com sua partida recolho meus encantos e sonhos.
Os deixo como havia encontrado, quando decidiu se aventurar nestes sentimentos.
Que a muito se encontravam trancados.
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Sou feito da carne como todos.
E de ossos como também o são.
O que nos difere.
É que antes de toda massa que me veste.
Sou feito também de sentimentos.
E que sem eles, seria apenas ninguém.
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Hamilton H. Kubo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

RESPOSTA À CANÇÃO AMADO – RESPOSTA À ALGUÉM


AMADO – Vanessa da Mata

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

DEIXADO – Hamilton H. Kubo

Gostar antes mesmo de ter
Desejar antes mesmo de possuir
Crer que não precisa de mais ninguém
E apaixonar-se antes mesmo de amar

Quisera seu pedido fosse atendido
Assim não haveria entrega
Me fazendo parte de seu jardim
Tendo de ti os melhores beijos
Que tão cedo se findaram em mim

Me entreguei para estar com você
Sempre que ia tentava lhe manter
Me entreguei ao ponto que só fiquei
Do sim que teves de mim
Foi o nunca mais, que pode me dar

Lá fora a vida passa
Fria e sombria desde que partiu
Pude sim ser amado
Mas antes de tudo acontecer
Partiu sem dizer por que

Foi absoluto o dom de existir
Agora so solidão
Desta doação restaram apenas as migalhas do amor
Da extensão que fora divina apenas traços de que existiu

Lá fora a vida passa
Fria e sombria desde que partiu
Pude sim ser amado
Mas antes de tudo acontecer
Partiu sem dizer por que
E quanto a dança em que fora convidado
Resta apenas ouvir a canção
Pois tal como o Cisne
Sem um par
Não ouso mais dançar.
                                                 Hamilton H. Kubo 25/01/2010
*Amado-Vanessa da Mata
Composição: Vanessa da Mata

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"A Peça de nossas Vidas"


Posso estar rodeado de pessoas, rostos estranhos em meio a inúmeros pensamentos.
Oportunidade para conversar, discutir gargalhar ou ate mesmo conhecer novas pessoas. Enfim, um mar repleto de chances das mais variadas formas.
No entanto, a mente oscila e busca compreender o que já se passou.
Então, mesmo estando diante de um mar, me sinto preso a uma ilha.
Revejo a peça de nossas vidas passando diante dos meus olhos, e continuo sentado assistindo a esta peça cujo final não entendo.
Sei que o fim desta peça já foi definido e que nada posso fazer para mudá-lo, então por que minha mente continua reprisando este espetáculo que findou um sonho?
Como se desencarnado fosse posto a viver em uma espécie de purgatório.
Onde parece necessário viver e reviver sentimentos que apenas nos afligem a alma.
Sei que não posso permitir que tal espetáculo finde também a ânsia de viver.
Portanto preciso me libertar, tirar esta peça de cartaz de uma vez por todas.
Vou permitir que o mar desapareça com esta ilha, pois sei que não mais retornará a esta morada que me ajudou a construir.
Queimar todo este roteiro que me ajudou a escrever, e reescrever a peça de minha vida.
E nesta nova peça não existirão atores principais, nem locais especiais.
Apenas um monólogo.
Onde narrarei meus passos errantes.
Sonhos e conquistas de passos solitários.

Caminhando por esta vida lhe encontrei
Pediu-me que lhe estendesse a mão
Relutei...
Mas diante de seus olhos revelou-se minha fraqueza
Acreditei em suas verdades
E a mão enfim lhe entreguei
Quando pode se sustentar
Minha mão abandonou
E por fim me deixou.
E aquela verdade a qual me entreguei
Em verdade jamais existiu.
07/12/2009              By: Hamilton H. Kubo


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

“Do grão que fere ao belo que encanta...”

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Incrível como algumas cicatrizes permanecem inertes em nosso intelecto.
Refiro-me a seqüelas que não são visíveis, mas que nos impede de muitas coisas, cicatrizes que são invisíveis aos olhos, mas nos corrói a alma, normalmente são causadas por acreditar em sonhos que dividimos com alguém.
Sabemos que estas “dores” ou “seqüelas” não passam de metáforas, mas nos parecem muito reais.
Convertem-se em lágrimas, em apertos no peito em insegurança e descrença.
Por vezes gera certa revolta, não focada, ou seja, revolta-se com tudo e com todos como se fosse um escudo, com intuito de se privar de sentimentos.
E por vezes esta revolta afeta pessoas que lhe rodeiam, que nada tem a ver com seu sofrimento ou a seqüela que deixaram em você.
Como na voz de Renato Russo em “Mais uma vez”
“Tem gente que esta do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá.”
“Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar...”
Se deixarmos de dar atenção ao que realmente somos e passar a dar atenção maior a estas seqüelas ou cicatrizes, passamos para o outro lado (viramos a casaca).
Imaginem que esta pessoa que o feriu, ou melhor, o sentimento que o feriu seja uma gota de óleo, que acidentalmente caiu em seu mar (alma), se permitir que permaneça lá esta pequena gota irá afetar toda água e por fim tornará o que era límpido em turvo.
O que tento dizer é que este sentimento é pequeno demais para deixarmos com que afete todo nosso ser.
Notem, não estou dizendo que é fácil se livrar de mágoas e sim dizendo para não desistirem.
Vamos tentar nos imaginar como sendo ostras que ao receberem os grãos de areia que as machucam se concentram em não permitir que este grão continue a machucá-la.
E depois de um trabalho árduo (interno), ela transforma este grão de areia áspero e pontiagudo em algo liso e bonito, esta chamada pérola.
Claro que se torna algo palpável, bem diferente de nossas seqüelas, mas a idéia é justamente esta, não permita que um sentimento ruim seja o poluente para toda sua essência, leve o tempo que precisar,  pois a própria ostra leva em média oito anos para realizar todo este processo. Certamente levaremos muito menos para transformar “nosso grão de areia” em uma bela pérola.
   * Do what I say, never what I do.  - By Hamilton H. Kubo

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Feriu e usou-me como quis, deixou a ferida no lugar do alento;

Mesmo assim, ferido e abandonado, continuo em pé, resistindo às marés.

Para um dia lhe estender a mão e ajudar-lhe a levantar quando precisar.



26/11/2009                                       


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Acreditar, crer e ver tudo desmoronar

Pois é...
É assim que muitas coisas se resumem e que infelizmente somos vitimas.
Me pego pensando em filmes, músicas videos etc.
Ja repararam como muitos gostam de estórias com finais felizes?
Talvez por ser uma espécie de utópia?


Não meus caros, acontece que o ser humano tem o dom de criar, e como deve ser de conhecimento de muitos a criação de algo belo muitas vezes é reflexo do que se passa no interior destas pessoas...
E isso tudo acontece com uma naturalidade incrível, sejam elas em verso prosa ou ações que até então eram desconhecidas a sí próprios.
Se sentir apaixonado por exemplo, nesta situação passam se horas pensando em algo que possa agradar, mas tem que ser algo novo inédito na vida da outra pessoa, e assim se cria.
Não sendo necessário receber algo em troca, simplesmente o sentimento que fica em no peito ao presenciar um simples sorriso.
Um gesto natural para quem recebe o agrado, mas de alguma forma um momento sublime.
Ah, os encantos de um ser apaixonado!
Tão belos que nem se atentam ao tempo que se passa bitolado em encontrar uma forma de agradar.
Como se vivenciasse um conto de fadas, com trilha sonora e tudo.
E muitas vezes se tornam vitimas de tal sentimento.
Inevitavelmente se espera, se acredita e é ainda pior se a demonstração de afeto parte de ambas as partes.
Porém isso tudo pode passar a ser maléfico caso não perdure.
Quando não é para dar certo, simplesmente não vai dar e ponto.
E então tudo se acaba, e obviamente um dos lados se prejudica de forma mais intensa à outra.
Acreditem quando ouvirem a expressão “a palavra tem poder”, pois acreditamos piamente em muitas.
E então tudo que se acredita, se sonha um dia desmorona e a vida que até ontem era bela passa ser uma clausura.
Por isso, pense muito bem antes de dizer “te amo” a alguém, pois ela pode acreditar na sua mentira.
E por acreditar em um ser humano ela sofre.
Não usem de forma infundada suas palavras e nem tão pouco se aproveite da inocência de quem ama.
Seja honesto consigo mesmo e assim estará sendo com todos.
                              * Do what I say, never what I do. - By Hamilton H. Kubo

Hei de amar-te em meus sonhos;
Pois nele habita a pessoa que conheci.
Já em meus dias, desconheço sua face;
Pois não fora olhando em meus olhos que disse querer partir.






17/11/2009                                                           Hamilton Hideto Kubo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Prisioneiros do Medo

Prisioneiros do Medo


Como nos tornamos prisioneiros de nossos medos?
A verdade seja dita, muitas vezes somos acometidos por um medo irracional que nos paralisa e nos engessa, não nos permitindo tomar uma ação ou uma atidude.
Muitos de nós vivenciamos algum tipo de medo, seja ele de um desafio profissional ou pessoal.

O medo do novo, do desconhecido é muito comum na sociedade em que vivemos mesmo ela estando oculta dentre tantos pensamentos.
Pois além do nosso medo pessoal existe também o receio de que seu medo se torne conhecido pelas pessoas que lhe rodeiam.


Por exemplo, uma pessoa que fora magoada em um relacionamento terá como informação em seu subconsciente uma dor invisível devido ao que aconteceu e inevitavelmente se tornará um medo ou mesmo receio em um novo relacionamento. Claro que essa reação não deve ser generalizada, pois ela varia de acordo com a personalidade de cada um.


A questão aqui é que o medo na maioria das vezes é gerado por conta de uma experiência não bem sucedida, o que independe do campo, seja ele profissional, pessoal ou sentimental.
E esse medo se aloja em uma parte de nosso subconsciente e só nos damos conta dele quando nos deparamos com uma situação similar a que criou esse medo.
E este por sua vez, pode até nos impedir de sermos felizes em um determinado campo de nossas vidas.
A idéia é que precisamos nos desvencilhar de amarras (referindo-se a algum medo), para que algo de realmente certo, caso contrário podemos nos paralisar diante do desafio.
Não é fácil tomar tal atitude, mas sabemos que se não a tomarmos jamais nos libertaremos dos nossos medos.


Por isso ouvimos tanto a expressão “Errar é humano“ e de fato é e somente por eles é que conseguiremos o acerto. Claro que com algum aperfeiçoamento, pois através de uma tentativa falha o cérebro humano será capaz de assimilar os passos a serem tomados em uma segunda tentativa.


Por isso tente, erre, mas jamais desista. Não permita que o medo de errar ou de errarem com você seja motivo para deixar de viver algo.


Afinal de contas, os sentimentos que terá com os acertos serão infinitamente mais satisfatórios.






21/09/09 – 22h02 * Do what I say, never what I do. - By Hamilton H. Kubo



Surgiu de forma sorrateira, invadindo meus pensamentos.
Me recriou, trazendo sensações a muito esquecidas, bordando sonhos em minha vida e fazendo-me acreditar que sonhava contigo.
Criamos laços invisíveis, aos olhos mas seguro aos sentimentos.
E como em uma estação de primavera floriu meu campo dando vida e cor a minha vida, mas depois partiu deixando o secar e por fim encontrar seu epílogo.
E quando partiu, levou algo consigo.
O brilho de meus olhos, que ficaram presos aos seus quando nossos lábios se tocaram.

                                                                                                                                   Hamilton H. Kubo

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