Já tem algum tempo.
Que deixou de viver a meu lado a verdade que ainda existe em mim.
Já tem algum tempo.
Que nada sei a seu respeito, com quem anda ou com quem esta.
Sim já tem algum tempo.
Que tento sucumbir estes pensamentos enfadonhos.
Já tem algum tempo.
Que desejo não ter lembranças a seu respeito.
Sim tenho tentado.
A todo tempo tentado me convencer que fora apenas um devaneio.
Um sonho, uma ilusão, uma criação minha.
Sim já houve um tempo.
Um tempo em que não precisei saber de ti.
Um tempo em que viver não doía tanto assim.
Foi se o tempo.
O tempo que torcia para não passar.
O tempo em que contava os segundos para lhe ver chegar.
Que tempo foi este?
Estive perdido nele ou acabei me perdendo para sempre?
Como pode?
Como se pode ter algo tão perfeito, e num piscar de olhos tudo desvanecer?
Havia um tempo.
Um tempo nesta vida que tive com quem conversar.
Havia um tempo.
Um tempo em que apenas de uma vida quis participar.
Disse-me para não tentar apertar a areia que estava em minhas mãos.
Pergunto-lhe, de que adiantou?
Se a concha que formei com as mãos não resistiu aos ventos.
Pois suas mãos não estiveram sobrepostas às minhas,
para proteger o que nesta vida tive de mais valia.
Se o tempo é aliado, que seja breve então;
Assim, de lembranças não revivo uma paixão.
________________________________________
Se o tempo é aliado, cicatriza;
E faz desaparecer a dor desta ferida.
Não seja piedoso, tempo amigo;
Não permita existir saudades,
nesta vida que não mais encontra abrigo.
Seja breve, seja rápido
E encerre de vez este torpor.
Que por sí só ja encerrara a vida deste sonhador.
Que deixou de viver a meu lado a verdade que ainda existe em mim.
Já tem algum tempo.
Que nada sei a seu respeito, com quem anda ou com quem esta.
Sim já tem algum tempo.
Que tento sucumbir estes pensamentos enfadonhos.
Já tem algum tempo.
Que desejo não ter lembranças a seu respeito.
Sim tenho tentado.
A todo tempo tentado me convencer que fora apenas um devaneio.
Um sonho, uma ilusão, uma criação minha.
Sim já houve um tempo.
Um tempo em que não precisei saber de ti.
Um tempo em que viver não doía tanto assim.
Foi se o tempo.
O tempo que torcia para não passar.
O tempo em que contava os segundos para lhe ver chegar.
Que tempo foi este?
Estive perdido nele ou acabei me perdendo para sempre?
Como pode?
Como se pode ter algo tão perfeito, e num piscar de olhos tudo desvanecer?
Havia um tempo.
Um tempo nesta vida que tive com quem conversar.
Havia um tempo.
Um tempo em que apenas de uma vida quis participar.
Disse-me para não tentar apertar a areia que estava em minhas mãos.
Pergunto-lhe, de que adiantou?
Se a concha que formei com as mãos não resistiu aos ventos.
Pois suas mãos não estiveram sobrepostas às minhas,
para proteger o que nesta vida tive de mais valia.
Se o tempo é aliado, que seja breve então;
Assim, de lembranças não revivo uma paixão.
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Se o tempo é aliado, cicatriza;
E faz desaparecer a dor desta ferida.
Não seja piedoso, tempo amigo;
Não permita existir saudades,
nesta vida que não mais encontra abrigo.
Seja breve, seja rápido
E encerre de vez este torpor.
Que por sí só ja encerrara a vida deste sonhador.