"Selos Recebidos"

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domingo, 16 de maio de 2010

"Estrela Guia"



Saí a caminhar a fim de me distrair.
Gostaria de ver o Mar,
E seu som ouvir para me acalmar.

Mas na selva de pedra
Distante do Mar que posso ter?
Se não o Luar.

Olhos distantes desprendidos
Enxergam ao longe uma estrela e seus pedidos.
O de alcançar a Lua toda adorada.
Sempre querida e imaculada

Pequenina estrela distinta
Que mesmo pequena não se dá por vencida
Teima brilhar para ser notada
Brilha para ser mantida

Que seu brilho jamais se esvaia
Que o sonho jamais lhe traia

Desejo que o trajeto
Mesmo penoso de certo
Não lhe seja monstruoso
E desistir tampouco.

Seja o caminho longo ou tortuoso.
Tenho-lhe como exemplo vistoso,
Que o amor sempre vale à pena
Pois não somos alma pequena...

quarta-feira, 10 de março de 2010

"Tempo.. Amigo"


Já tem algum tempo.
Que deixou de viver a meu lado a verdade que ainda existe em mim.
Já tem algum tempo.
Que nada sei a seu respeito, com quem anda ou com quem esta.

Sim já tem algum tempo.
Que tento sucumbir estes pensamentos enfadonhos.
Já tem algum tempo.
Que desejo não ter lembranças a seu respeito.

Sim tenho tentado.
A todo tempo tentado me convencer que fora apenas um devaneio.
Um sonho, uma ilusão, uma criação minha.

Sim já houve um tempo.
Um tempo em que não precisei saber de ti.
Um tempo em que viver não doía tanto assim.

Foi se o tempo.
O tempo que torcia para não passar.
O tempo em que contava os segundos para lhe ver chegar.

Que tempo foi este?
Estive perdido nele ou acabei me perdendo para sempre?

Como pode?
Como se pode ter algo tão perfeito, e num piscar de olhos tudo desvanecer?

Havia um tempo.
Um tempo nesta vida que tive com quem conversar.
Havia um tempo.
Um tempo em que apenas de uma vida quis participar.

Disse-me para não tentar apertar a areia que estava em minhas mãos.
Pergunto-lhe, de que adiantou?
Se a concha que formei com as mãos não resistiu aos ventos.
Pois suas mãos não estiveram sobrepostas às minhas,
para proteger o que nesta vida tive de mais valia.

Se o tempo é aliado, que seja breve então;
Assim, de lembranças não revivo uma paixão.
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Se o tempo é aliado, cicatriza;
E faz desaparecer a dor desta ferida.

Não seja piedoso, tempo amigo;
Não permita existir saudades,
nesta vida que não mais encontra abrigo.

Seja breve, seja rápido
E encerre de vez este torpor.
Que por sí só ja encerrara a vida deste sonhador.

sexta-feira, 5 de março de 2010

"Pensamentos de Chuveiro"

Saudações a todos que visitam este espaço.
Hoje resolvi deixar alguns pensamentos, que normalmente me ocorrem durante a chuveirada.
Espero que me perdoem pela "pobreza" de palavras.
Beijos a todas e abraços a todos.
Hamilton H.Kubo


Pensamentos de Chuveirada.

Assim como a faísca pode causar destruição.
A esperança quando falsa devasta um coração.
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Tal como a gota de óleo não polui um jarro inteiro.
Não permita que uma mágoa polua seu coração.
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Sem o dinheiro os poderosos caem.
Sem o amor os guerreiros não nascem.
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O ser humano depois de magoado deveria adormecer
Assim deixaria de magoar outros que nada fizeram por merecer.
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O luar pode lhe transportar para uma bela lembrança quando se esta bem.
Como também pode lhe atormentar caso cultive a saudade por outrem.
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O que seria a saudade, se não a lembrança de um momento físico emocional vivido?
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Se não esta disposta a acalentar junto a mim o amor que trago no peito,
Então jamais ouse despertar o que outras forçaram a adormecer.
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Pode destruir minhas palavras de afeto e bem querer.
Mas nada pode contra minha alma que teima em viver.
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As palavras de carinho, não alcançam um coração petrificado.
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Um olhar diz muito mais que palavras.
Porque não olhou em meus olhos quando disse querer partir?
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Assim, com sua partida recolho meus encantos e sonhos.
Os deixo como havia encontrado, quando decidiu se aventurar nestes sentimentos.
Que a muito se encontravam trancados.
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Sou feito da carne como todos.
E de ossos como também o são.
O que nos difere.
É que antes de toda massa que me veste.
Sou feito também de sentimentos.
E que sem eles, seria apenas ninguém.
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Hamilton H. Kubo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"A Peça de nossas Vidas"


Posso estar rodeado de pessoas, rostos estranhos em meio a inúmeros pensamentos.
Oportunidade para conversar, discutir gargalhar ou ate mesmo conhecer novas pessoas. Enfim, um mar repleto de chances das mais variadas formas.
No entanto, a mente oscila e busca compreender o que já se passou.
Então, mesmo estando diante de um mar, me sinto preso a uma ilha.
Revejo a peça de nossas vidas passando diante dos meus olhos, e continuo sentado assistindo a esta peça cujo final não entendo.
Sei que o fim desta peça já foi definido e que nada posso fazer para mudá-lo, então por que minha mente continua reprisando este espetáculo que findou um sonho?
Como se desencarnado fosse posto a viver em uma espécie de purgatório.
Onde parece necessário viver e reviver sentimentos que apenas nos afligem a alma.
Sei que não posso permitir que tal espetáculo finde também a ânsia de viver.
Portanto preciso me libertar, tirar esta peça de cartaz de uma vez por todas.
Vou permitir que o mar desapareça com esta ilha, pois sei que não mais retornará a esta morada que me ajudou a construir.
Queimar todo este roteiro que me ajudou a escrever, e reescrever a peça de minha vida.
E nesta nova peça não existirão atores principais, nem locais especiais.
Apenas um monólogo.
Onde narrarei meus passos errantes.
Sonhos e conquistas de passos solitários.

Caminhando por esta vida lhe encontrei
Pediu-me que lhe estendesse a mão
Relutei...
Mas diante de seus olhos revelou-se minha fraqueza
Acreditei em suas verdades
E a mão enfim lhe entreguei
Quando pode se sustentar
Minha mão abandonou
E por fim me deixou.
E aquela verdade a qual me entreguei
Em verdade jamais existiu.
07/12/2009              By: Hamilton H. Kubo


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