"Selos Recebidos"

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Não Resiti"




Hoje eu precisei de um alento

Hoje precisei de um carinho.

Hoje precisei de um amigo

Hoje precisei de um conselho

De alguém a me dar discernimento

Alguém para evitar estas lágrimas

Ou apenas para me ouvir

Senti-me sozinho

Desejei o firmamento

Agora não mais importa

A lágrima já é corrida

Percorre a face e se faz doída

Agora não tem diferença

Escrevi para quem sabe eu esqueça

Da dor que se fez esta noite em minha sentença

O sono já se passou e perdi também minha crença

Não resisti

Na dor me perdi

E com lágrimas na noite sucumbi


quarta-feira, 5 de maio de 2010

"Sei de Mim"


Serei exatamente o que me permitir ser.
A cada novo amanhecer.
Não buscarei contento em faces que desconheço.
Farei de mim e meus pensamentos meu alento.

Buscar ser o que desejam de mim é vil.
É vil a mim e para meu perfil.

Tentam moldar o que não sou.
Sucumbir o sentir que restou.

Não sou sábio, tampouco parvo.
Sei de minhas limitações.
Tal como conheço as exaltações.

Por vezes alvo ou obscuro.
Sou o que sou.
Diante do respeito que a mim me dou.

Não sei simular o amor.
Tal como esconder a dor.

Sou lânguido perante o amor.
Tal como rijo diante da dor.

Posso não sobrepujar.
Tampouco abnegar.

Sei de mim.
Conheço a dor.
Tal como vitimado pelo amor.

Pois, visto o que são.
Não sabem se não.
Contíguo fazer-me o que sou.

terça-feira, 30 de março de 2010

"RSP - Respect"

Respeito;
É de respeito que queremos a vida.
É de respeito que se resume a vida.

Respeito por todos;
Mesmo aos que não conheço, ou tampouco conhecerei.

O dom de respeitar.
Mesmo ele, carrega em sua essência o amor.
Pois respeitar se resume em amar.

Em confiar e bem querer.
Respeitar o que se sente.
Respeitar tudo o que vivenciam.
Respeitar-se o momento da ausência.

Respeitar é confiar.
Confiar que a quem respeitamos fará o melhor.
O melhor para si e para com quem se importa.

Amar, respeitar e deixar partir.
Sublime sentimento.
Mesmo com a dor que possamos conviver deixamos partir.

Respeitar a si próprio é necessário.
Respeitar os sentimentos alheios é divino.

Com o respeito podemos ser respeitados.
Com o amor seremos amados.
E de bem querer seremos também queridos.

Respeito minha razão.
Mas respeito mais ainda minha emoção.

Eterna batalha de respeitos.
A quem mais respeitar se de ambos somos feitos?

Nada sei sobre esta vida.
Mas posso dizer que:
Mesmo com a dor que carrego no peito.
Ainda assim, respeito ao amor e também os meus sentimentos.

Destas palavras meus caros;
Não as façam sonetos.
Apenas as torne respeito.
Por ti mesmo.
Respeitando todo e qualquer sentimento.

"Desabafo"

Às vezes e tão somente às vezes sinto sua falta.
E nestas vezes quisera adormecer para não tê-las.

Os dias são mórbidos regados à tristeza.
As sensações são vazias e também frias.

De onde veio doce amada?
Por que de forma repentina tomou-me em seus braços?
E igualmente desta forma partiu.
Deitou-me no solo e simplesmente sumiu.

Olhando para o Luar me pergunto.
Que arrebatador sentimento fora este?
Pego de surpresa.
Tirado da cômoda vida que levava ate então.

Não obtenho respostas.
Mesmo recorrendo ao Universo e à sua grandeza.
O silêncio toma meu espaço.
Nada ouço e continuo sem resposta.

Pergunto-me então, quanto tempo perdura uma saudade?
Mesmo sabendo que a saudade dura para sempre.
Então quanto tempo dura a dor?
O tempo que permitimos durar.

O fato é que não tenho resposta alguma.
E possuo todas ao mesmo tempo.

A verdade é que não as compreendo.
Ou não as quero compreender.

Quisera eu fazer em rimas minha dor.
Mas confesso que hoje não me sinto nada trovador.
Sinto angústia, lágrimas que não virão.
E continuarão a apertar o peito.
Mesmo estando sedento.

Sei apenas que os dias findarão.
E quando o amanhecer retornar.
Terei desejado findar-me ao invés de despertar.

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Apenas uma Prece"

Anjo querido peço sua atenção.

Pois quero poder olhar para o mar.
Para uma magnífica noite enluarada.
Isso tudo sem ter de me lembrar de alguém que me faz falta.
De alguém que simplesmente não quis ficar.

Permita-me contemplar as belezas da vida.
Como o raiar do Sol.
O arco-íris após uma chuva de verão.
Sem precisar me lembrar dos amores que tive.
E das saudades que tomaram seu lugar.

Permita-me sorrir exageradamente.
Até que os olhos se encham de lágrimas.
Pois com as lágrimas de saudade.
Não resisto mais ficar.

Estanca em mim essa dor de existir.
Mesmo que para tal.
Faz me esquecer da grandeza que é amar.

Pois dos amores.
Apenas saudades ficaram em seu lugar.

Sendo assim para que necessito saber o que foi amar?
Se pelo que sei apenas a saudade é que sempre existirá!

Se não podes estancar meu sentimento.
Então me faça novamente criança.
Permita-me brincar no jardim.
E admirar as belezas da vida.

Sem pensar no que deixei de ter.
Sem pensar nos amores que perdi.
Sem saber como dói a saudade.

Pois meu anjo querido.
Ser adulto tem sido demasiado dolorido.

segunda-feira, 1 de março de 2010

"As noites são mais frias agora"


As noites são mais frias agora.
Pois não tenho mais o aconchego do seu abraço,
tampouco o calor do seu amor.

As noites são mais frias agora.
Agora que não possuo mais as asas que abandonei.

Em noites frias como esta é que sinto a necessidade de seu abraço.
Pois nele é que minha alma se aquecia.
E por ele que abandonei as asas que antes me protegiam.

Não por um pedido seu, mas sim pelo que a alma pedia.
Nestas noites frias resta-me a lembrança.
De um afago seu e da poesia nos lábios que me deu.

Nestas noites frias, sinto um aperto no peito.
Diferente da saudade, ela é aguda e dói quando preciso de ar.
Talvez assim, cesse a dor da saudade e também a dor da carne.

Nestas noites frias em que a dor da saudade se junta à dor do ser.

As noites são frias agora.
Pois o corpo entorpece e deixa a saudade partir.

Hamilton H. Kubo                              01/03/2010 - 20:00

"And I don't want the world to see me

'Cause I don't think they'd understand"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

" Um grande amor não se repete"

Talvez de fato, algo bom não se repita.
Talvez de fato, não se vivencie grande amor duas vezes em uma mesma vida.
Talvez e tão somente talvez, não se sinta falta de alguém por uma vida inteira.

Assim, regado a tantas incertezas, resiste a esperança.
Esperança que não se define, tampouco se toca.
Sentimento que fere, mas que também nos cura a alma.

Se acreditar, piamente que um grande amor não se repete.
Seria então único.
E se em verdade é único, então um dia há de regressar.




Hoje, estranhamente me vi envolvido em angústia.
Estas avassaladoras, que te impulsionam a mente e vertem em lágrimas.
Levada aos extremos e forrada de lembranças.

De momentos únicos que talvez nunca se repitam.
Momentos que em uma vida são incapazes de serem repostas.
Momentos que jamais em uma vida poderão ser esquecidas.

Tal como se define um grande amor.
Que nunca se repete e tão pouco se troca.

Assim, acometido de lembranças.
O corpo inerte tenta repousar em vão.
Pois o espírito inquieto vagueia em busca de respostas.

Mas que respostas haveria de se ter?
Se não, que os momentos únicos são tão somente únicos.
Imutáveis, tal como insubstituíveis.

A angústia não cessa.
Tão pouco cessa a dor.
Alimentando meu ser;
Tal como há alimentado o amor.

Assim sendo, que me resta?
Além de me acomodar e esperar.
Contemplar este pôr do Sol.
Enquanto aguardo tal amor regressar.

H²K  09/02/2010 – 02h36





segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"A Peça de nossas Vidas"


Posso estar rodeado de pessoas, rostos estranhos em meio a inúmeros pensamentos.
Oportunidade para conversar, discutir gargalhar ou ate mesmo conhecer novas pessoas. Enfim, um mar repleto de chances das mais variadas formas.
No entanto, a mente oscila e busca compreender o que já se passou.
Então, mesmo estando diante de um mar, me sinto preso a uma ilha.
Revejo a peça de nossas vidas passando diante dos meus olhos, e continuo sentado assistindo a esta peça cujo final não entendo.
Sei que o fim desta peça já foi definido e que nada posso fazer para mudá-lo, então por que minha mente continua reprisando este espetáculo que findou um sonho?
Como se desencarnado fosse posto a viver em uma espécie de purgatório.
Onde parece necessário viver e reviver sentimentos que apenas nos afligem a alma.
Sei que não posso permitir que tal espetáculo finde também a ânsia de viver.
Portanto preciso me libertar, tirar esta peça de cartaz de uma vez por todas.
Vou permitir que o mar desapareça com esta ilha, pois sei que não mais retornará a esta morada que me ajudou a construir.
Queimar todo este roteiro que me ajudou a escrever, e reescrever a peça de minha vida.
E nesta nova peça não existirão atores principais, nem locais especiais.
Apenas um monólogo.
Onde narrarei meus passos errantes.
Sonhos e conquistas de passos solitários.

Caminhando por esta vida lhe encontrei
Pediu-me que lhe estendesse a mão
Relutei...
Mas diante de seus olhos revelou-se minha fraqueza
Acreditei em suas verdades
E a mão enfim lhe entreguei
Quando pode se sustentar
Minha mão abandonou
E por fim me deixou.
E aquela verdade a qual me entreguei
Em verdade jamais existiu.
07/12/2009              By: Hamilton H. Kubo


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

“Do grão que fere ao belo que encanta...”

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Incrível como algumas cicatrizes permanecem inertes em nosso intelecto.
Refiro-me a seqüelas que não são visíveis, mas que nos impede de muitas coisas, cicatrizes que são invisíveis aos olhos, mas nos corrói a alma, normalmente são causadas por acreditar em sonhos que dividimos com alguém.
Sabemos que estas “dores” ou “seqüelas” não passam de metáforas, mas nos parecem muito reais.
Convertem-se em lágrimas, em apertos no peito em insegurança e descrença.
Por vezes gera certa revolta, não focada, ou seja, revolta-se com tudo e com todos como se fosse um escudo, com intuito de se privar de sentimentos.
E por vezes esta revolta afeta pessoas que lhe rodeiam, que nada tem a ver com seu sofrimento ou a seqüela que deixaram em você.
Como na voz de Renato Russo em “Mais uma vez”
“Tem gente que esta do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá.”
“Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar...”
Se deixarmos de dar atenção ao que realmente somos e passar a dar atenção maior a estas seqüelas ou cicatrizes, passamos para o outro lado (viramos a casaca).
Imaginem que esta pessoa que o feriu, ou melhor, o sentimento que o feriu seja uma gota de óleo, que acidentalmente caiu em seu mar (alma), se permitir que permaneça lá esta pequena gota irá afetar toda água e por fim tornará o que era límpido em turvo.
O que tento dizer é que este sentimento é pequeno demais para deixarmos com que afete todo nosso ser.
Notem, não estou dizendo que é fácil se livrar de mágoas e sim dizendo para não desistirem.
Vamos tentar nos imaginar como sendo ostras que ao receberem os grãos de areia que as machucam se concentram em não permitir que este grão continue a machucá-la.
E depois de um trabalho árduo (interno), ela transforma este grão de areia áspero e pontiagudo em algo liso e bonito, esta chamada pérola.
Claro que se torna algo palpável, bem diferente de nossas seqüelas, mas a idéia é justamente esta, não permita que um sentimento ruim seja o poluente para toda sua essência, leve o tempo que precisar,  pois a própria ostra leva em média oito anos para realizar todo este processo. Certamente levaremos muito menos para transformar “nosso grão de areia” em uma bela pérola.
   * Do what I say, never what I do.  - By Hamilton H. Kubo

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Feriu e usou-me como quis, deixou a ferida no lugar do alento;

Mesmo assim, ferido e abandonado, continuo em pé, resistindo às marés.

Para um dia lhe estender a mão e ajudar-lhe a levantar quando precisar.



26/11/2009                                       


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Acreditar, crer e ver tudo desmoronar

Pois é...
É assim que muitas coisas se resumem e que infelizmente somos vitimas.
Me pego pensando em filmes, músicas videos etc.
Ja repararam como muitos gostam de estórias com finais felizes?
Talvez por ser uma espécie de utópia?


Não meus caros, acontece que o ser humano tem o dom de criar, e como deve ser de conhecimento de muitos a criação de algo belo muitas vezes é reflexo do que se passa no interior destas pessoas...
E isso tudo acontece com uma naturalidade incrível, sejam elas em verso prosa ou ações que até então eram desconhecidas a sí próprios.
Se sentir apaixonado por exemplo, nesta situação passam se horas pensando em algo que possa agradar, mas tem que ser algo novo inédito na vida da outra pessoa, e assim se cria.
Não sendo necessário receber algo em troca, simplesmente o sentimento que fica em no peito ao presenciar um simples sorriso.
Um gesto natural para quem recebe o agrado, mas de alguma forma um momento sublime.
Ah, os encantos de um ser apaixonado!
Tão belos que nem se atentam ao tempo que se passa bitolado em encontrar uma forma de agradar.
Como se vivenciasse um conto de fadas, com trilha sonora e tudo.
E muitas vezes se tornam vitimas de tal sentimento.
Inevitavelmente se espera, se acredita e é ainda pior se a demonstração de afeto parte de ambas as partes.
Porém isso tudo pode passar a ser maléfico caso não perdure.
Quando não é para dar certo, simplesmente não vai dar e ponto.
E então tudo se acaba, e obviamente um dos lados se prejudica de forma mais intensa à outra.
Acreditem quando ouvirem a expressão “a palavra tem poder”, pois acreditamos piamente em muitas.
E então tudo que se acredita, se sonha um dia desmorona e a vida que até ontem era bela passa ser uma clausura.
Por isso, pense muito bem antes de dizer “te amo” a alguém, pois ela pode acreditar na sua mentira.
E por acreditar em um ser humano ela sofre.
Não usem de forma infundada suas palavras e nem tão pouco se aproveite da inocência de quem ama.
Seja honesto consigo mesmo e assim estará sendo com todos.
                              * Do what I say, never what I do. - By Hamilton H. Kubo

Hei de amar-te em meus sonhos;
Pois nele habita a pessoa que conheci.
Já em meus dias, desconheço sua face;
Pois não fora olhando em meus olhos que disse querer partir.






17/11/2009                                                           Hamilton Hideto Kubo

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