"Selos Recebidos"

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quinta-feira, 11 de março de 2010

"SELFISH"

"Sobre ser egoísta e achar que ninguém além de nós possuem sentimentos"

Estive pensando, novamente abaixo do chuveiro sobre a palavra acima.
Sabem o que significa?
Egoísta, esta é a tradução para a palavra.

A qual me pergunto, estou sofrendo?
Poxa é claro que estou sofrendo...
No entanto, já não fiz sofrer?
Se é que não o faço!

Quantas vezes pessoas atravessam a cidade simplesmente para estar ao lado de quem querem.
Quantas vezes uma pessoa não esta apenas esperando seu afago para poder dormir tranquilamente.
São inúmeras meus caros.
Parece mais a história de fulano que gosta de sicrano, mas que sicrano se interessa apenas por beltrano.

Quão engraçado isso não poderia ser, se não fosse tão trágico?
Talvez, seja melhor agir de forma neutra.
Se esconder para não fazer sofrer!

Tantas sensações envolvidas.
O carinho que anseia, a saudade que lhe arrebate.
E de repente um abraço, um conselho e um afago.
Logo se apega.
Apenas precisa, e se envolve.
Para esquecer o passado, ou simplesmente para saber que ainda vive.

Que caminho tomar?
Se fechar por inteiro faz mais sentido.
Se por alguns instantes pensarmos que podemos ferir.
E não só apenas sermos feridos.

Somos sobreviventes.
Sentimos e queremos cada vez mais sentir.
Mas jamais podemos nos esquecer da verdade.
Tal como nós outros também tem sentimentos.

E a estes deixo meu pedido de perdão.
Em nome de todos seres que por ventura trouxeram o sofrimento de alguma forma.

Aqui encontro abrigo.
Aqui encontro amigos.
Aqui exponho minha essência.
Tal como conheço outras.

Por isso somos sobreviventes.

O sofrimento nos assola.
Mas não nos impede de sermos apoio.
Um consolo, uma palavra amiga.
Ou simplesmente leitores que compreendem lágrimas distantes.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

" Um grande amor não se repete"

Talvez de fato, algo bom não se repita.
Talvez de fato, não se vivencie grande amor duas vezes em uma mesma vida.
Talvez e tão somente talvez, não se sinta falta de alguém por uma vida inteira.

Assim, regado a tantas incertezas, resiste a esperança.
Esperança que não se define, tampouco se toca.
Sentimento que fere, mas que também nos cura a alma.

Se acreditar, piamente que um grande amor não se repete.
Seria então único.
E se em verdade é único, então um dia há de regressar.




Hoje, estranhamente me vi envolvido em angústia.
Estas avassaladoras, que te impulsionam a mente e vertem em lágrimas.
Levada aos extremos e forrada de lembranças.

De momentos únicos que talvez nunca se repitam.
Momentos que em uma vida são incapazes de serem repostas.
Momentos que jamais em uma vida poderão ser esquecidas.

Tal como se define um grande amor.
Que nunca se repete e tão pouco se troca.

Assim, acometido de lembranças.
O corpo inerte tenta repousar em vão.
Pois o espírito inquieto vagueia em busca de respostas.

Mas que respostas haveria de se ter?
Se não, que os momentos únicos são tão somente únicos.
Imutáveis, tal como insubstituíveis.

A angústia não cessa.
Tão pouco cessa a dor.
Alimentando meu ser;
Tal como há alimentado o amor.

Assim sendo, que me resta?
Além de me acomodar e esperar.
Contemplar este pôr do Sol.
Enquanto aguardo tal amor regressar.

H²K  09/02/2010 – 02h36





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