"Selos Recebidos"

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

"No Fim"




E ao fim se descobre que algumas perguntas não têm respostas

Aquelas perguntas feitas em silêncio no leito, com feridas expostas


Do amor vindouro que se encontrara e tão brevemente se dissipara

Das palavras bem ditas agora esquecidas por aquele que as dispara


 As perguntas que na calada da noite

Afastam o sono e deixam coração ofegante


E no fim se descobre que algumas perguntas nascem mortas
Que as promessas na verdade não passaram de promessas tortas


Que sonhos foram sonhados de olhos abertos e não de sonhos em verdade

Das balbucias ditas no calor de se amar, mas não para toda eternidade


Que se calaram quando separados

Agora sem mais significados


E ao fim de tudo, se descobre que as perguntas

Nasceram assim sem respostas


E em um belo dia se conscientiza

Que tais perguntas não se concretizam


Que agora perderam o sentido

Pois aquele amor por ti não fora obtido


O amor que não lhe compreendera o bastante

Pois não passara de uma mentira ultrajante

segunda-feira, 1 de março de 2010

"As noites são mais frias agora"


As noites são mais frias agora.
Pois não tenho mais o aconchego do seu abraço,
tampouco o calor do seu amor.

As noites são mais frias agora.
Agora que não possuo mais as asas que abandonei.

Em noites frias como esta é que sinto a necessidade de seu abraço.
Pois nele é que minha alma se aquecia.
E por ele que abandonei as asas que antes me protegiam.

Não por um pedido seu, mas sim pelo que a alma pedia.
Nestas noites frias resta-me a lembrança.
De um afago seu e da poesia nos lábios que me deu.

Nestas noites frias, sinto um aperto no peito.
Diferente da saudade, ela é aguda e dói quando preciso de ar.
Talvez assim, cesse a dor da saudade e também a dor da carne.

Nestas noites frias em que a dor da saudade se junta à dor do ser.

As noites são frias agora.
Pois o corpo entorpece e deixa a saudade partir.

Hamilton H. Kubo                              01/03/2010 - 20:00

"And I don't want the world to see me

'Cause I don't think they'd understand"

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

RESPOSTA À CANÇÃO AMADO – RESPOSTA À ALGUÉM


AMADO – Vanessa da Mata

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

DEIXADO – Hamilton H. Kubo

Gostar antes mesmo de ter
Desejar antes mesmo de possuir
Crer que não precisa de mais ninguém
E apaixonar-se antes mesmo de amar

Quisera seu pedido fosse atendido
Assim não haveria entrega
Me fazendo parte de seu jardim
Tendo de ti os melhores beijos
Que tão cedo se findaram em mim

Me entreguei para estar com você
Sempre que ia tentava lhe manter
Me entreguei ao ponto que só fiquei
Do sim que teves de mim
Foi o nunca mais, que pode me dar

Lá fora a vida passa
Fria e sombria desde que partiu
Pude sim ser amado
Mas antes de tudo acontecer
Partiu sem dizer por que

Foi absoluto o dom de existir
Agora so solidão
Desta doação restaram apenas as migalhas do amor
Da extensão que fora divina apenas traços de que existiu

Lá fora a vida passa
Fria e sombria desde que partiu
Pude sim ser amado
Mas antes de tudo acontecer
Partiu sem dizer por que
E quanto a dança em que fora convidado
Resta apenas ouvir a canção
Pois tal como o Cisne
Sem um par
Não ouso mais dançar.
                                                 Hamilton H. Kubo 25/01/2010
*Amado-Vanessa da Mata
Composição: Vanessa da Mata

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Reinicio"


O reinicio.


Um novo começo e como se parecesse de propósito a Lua presente como testemunha novamente. E ela me questiona quais serão meus novos desafios, os novos sonhos.
Tento me embriagar em vão para não mais me perguntar sobre o que será ou o que virá. Sinto-me uma peça de um jogo que parece não ter fim.
Não se sabe como serão meus próximos dias, apenas sei que o futuro a Deus pertence, não entendo as passagens que tive, não hoje ao menos.
Talvez me faça sentido em outro momento qualquer, mas não na data presente em que me encontro em uma mesa de bar brindando com amigos como se fosse apenas mais uma noite qualquer, mas esta de forma alguma desvaloriza as companhias que tenho aos quais agradeço e espero sempre estar junto a elas.
Talvez por que a única carta fora do baralho seja eu mesmo, buscando algo que nem mesmo sei o que seja.
Mas busco...
Talvez um dia o encontre ou talvez esta busca esteja destinada a outra vida.
Enfim, como dizem... Sei que nada sei!
Apenas viverei o momento a mim destinado, pois já vivera por demais momentos que julguei serem possíveis...
Assim sou eu em mais um ano que se inicia, regado de esperanças que trago em minha alma e mente, acreditando que isso faça parte de minha essência.


SP 03.01.2010                                                                   Hamilton H. Kubo




Feito “vela” a chama de mais um ano se apaga
E de imediato acendemos uma nova “vela”
Para que esta passe a iluminar nossas novas noites
E também os novos dias
Que esta chama seja forte
Que seja resistente
E que mesmo nas tempestades que de certo virão
Possa continuar guiando nosso caminho
Em mais este novo ano que se inicia...


by: Hamilton H. Kubo 05/01/10




segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Escravo de mim mesmo.


Estou cansado, exausto para ser mais honesto.
As noites não mais trazem conforto, o leito se transformara em campo de guerra.
E a razão tenta inutilmente assassinar a emoção.
Nesta batalha me remetem ao que poderia ter sido, e às perguntas do por que não foi.
Me sinto escravo dos sentimentos que tive, que se criaram e que hoje teimam em permanecer.
Tento incessantemente me desvencilhar de minhas lembranças, mas é inútil pois penso em quem não quero pensar.
Contráditorio a todo momento, assim se tornaram meus pensamentos.
Na noite, ao buscar distrações sou acometido por uma mescla de sentimentos, que por vezes pede que os olhos não vejam e que os sons sejam silenciados.
Inútil mais uma vez, pois logo vem o aperto no peito e os olhos buscam incessantemente a quem também não quero e quero rever.
Preciso de uma fórmula, algo milagroso.
Ou simplesmente deixar de ser escravo de mim mesmo.
E poder seguir adiante me desprendendo deste sonho que um dia me venderam.

Sei que cedo ou tarde, terei desejado ser o que não sou.
Se já não o desejo afinal.
Amar a quem não amei e esquecer a quem nunca me amou.
Mas enquanto este dia não vem, findo dia a dia.
Aguardando a candeia se apagar.
E quando a noite se anunciar;
Fechar meus olhos e poder por fim adormecer.
30/11/2009                                 by: Hamilton H. Kubo

Unstoppable
Impossível De Parar


Come and lay right on my bed, sit and drink some wine
Venha e sente na minha cama, tome um pouco de vinho

I'll try not to make you cry
Tentarei não te fazer chorar

And if you get inside my head, then you'd understand
E se você entrasse na minha mente, então você entenderia

Then you'd understand me
Então você me entenderia

Why I've felt so alone, why I kept myself from love
Porque me senti tão sozinho, porque me privei de amar

Ábum : Camino Palmero - The Calling


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