"Selos Recebidos"

Mostrando postagens com marcador refém. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador refém. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de junho de 2010

"Refém"



Pobre o homem carente, vezes descrente

Diante da utopia que vislumbra em vida

Põe-se pensante diante de tantos sentimentos incessantes

Procura nos olhares entender um pouco sobre a vida

Vezes essa desprovida de sensações e emoções provindas de uma a quem querida

Pouco importa os lampejos de desejos

Estreitos esguios e imperfeitos

Duram pouco diante dos olhos para no fim se resumir em oco

O ócio dos pensadores, em pensar na vida e também nos amores

O ópio do poeta que morre e desperta na palavra vezes dispersa

O veneno da alma que seda e acalma

A adaga que tira a vida sem ao menos a carne cortá-la

É tanto palavrear que chego a temer

Uma vida inteira escrever sem o amor prover

Como se destinado a sentir profundo

Intenso transformado em palavras o amor propenso

Aquele esperado jamais chegado

Outorgado, postergado, deixado, findado

Nesta vida não em outra

Para viver da lembrança

E da escrita que jamais descansa

Assim, deixo o medo se alojar.

Pois temo pela vida escrever

Sobre o amor

Que pelo que parece jamais irei ter.

LinkWithin

Web Analytics