"Selos Recebidos"

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Vida & Amores"



Destas feridas que na alma trago
Das batalhas que internamente travo
Ninguém as vê tampouco falam
Ninguém as sabe por isso calam

Dos amores que perdi chorei
Das vidas que se foram clamei
Nestes dias não surgiu alento
Nestes dias quisera eu o firmamento

Da vida que tenho, riquezas materiais não tem valor
E dos amores que tive, levo apenas recordação
Pois sempre recordarei os que a mim trouxeram dor

Das vidas que se foram, as reencontrarei
Saudades enquanto viver levarei no coração
Mas logo nos encontraremos e não mais pesarei

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Anos Incríveis"

Réplica ao Soneto O Cais, por Victor Z em Exilados do Paraíso. (Visitem)


De que seriam os anos vividos, não fossem as lembranças do passado.
Tempos saudosos que volta e meia clareiam no presente deixando seu recado.


Anos vindouros de amores, amizades e familiaridade.
Passado distante, que de olhos ao léu nos enchem de saudade.


Se não fossem de lembranças, como voltar a ser criança?
Sem dúvida, mesmo adultos em momentos voltamos à infância.


Basta um momento de dispersão, ou mesmo uma visão.
E mesmo que dure por segundos, já são suficientes à exaltação.


A menino brincalhão que correu solto, vezes sozinho e vezes não.
Corre sem medo, desconhece a dor, tampouco a do coração.


Saudade do tempo e do sono angelical.
Que apenas esperava o amanhecer para poder brincar no quintal.

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