"Selos Recebidos"

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Acróstico Infância"

Acometido pela data, e por tantas postagens acerca do mesmo, deixo aqui uma pequena homenagem ao dia. Um acróstico pequenino, mas sincero eu lhe digo.

"Feliz dia das Crianças"



Incompreendida infância que passa tão depressa

Nos olhos sinceros de uma criança é que vida se expressa

Formosas risadas e lágrimas sinceras que por vezes não cessa

A criança de outrora persiste e existe em cada alma confessa

Na constância da vida a infância deve sempre ser promessa

Criança madura que acredita nos sonhos e os busca sem   pressa

Intrépida criança que em nossas mentes se mantém travessa

As crianças pequeninas, e também às grandinhas ousem a   vida, pois a infância jamais cessa.






quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Infância"


Seria bom apagar a memória e trazer de volta a mente inocente da infância.
Seria bom acordar pela manhã sem som a me despertar e apenas o Sol a iluminar.
Não se fazem mais crianças como se fazia antigamente, não as vejo brincar nas ruas de brincadeiras inocentes.
Todas parecem ter infância roubada, esquecida e dilacerada.
Lembro-me da amarelinha, de pular corda.
Bater a bolinha de tênis no jogo chamado de taco.
Lembro de vôlei com rede imaginária
Lembro de esconde-esconde que começava quando o dia terminava.
Tantas brincadeiras, tantos brinquedos baratos.
Bastava-me um punhado de bolinhas de gude e algumas figurinhas para o bafo-bafo.
Lembro de minha predileta a bola de aço, pesada, mas que fazia grande estrago.
Hoje, vejo e me entristeço com tanta infância esquecida, perdida em tenra idade.
Que desconhece o joelho ralado, ou o dedo machucado.
Mesmo os desenhos animados, antes alimentavam sonhos, e que hoje alimentam violência.
Quanta valeu a infância, mas no hoje não passa de mera lembrança.
Nem mesmo se aprende a falar e já se tem consigo algum eletrônico a lhe acompanhar.
Se dermos um barbante e um pião a uma criança já crescida, vai nos perguntar para que serve logo em seguida.
Oh infância perdida, valores deixados em algum baú da vida.
Pergunto-me hoje diante das dores que o amor me trouxe.
Se o adolescente de amanhã vai conhecer a cadência do coração diante de um primeiro amor.
Se sonhara como sonhei na adolescência coisas bobas como dançar no baile da festa Junina ao lado da pequena menina tão querida.
A infância esta já há algum tempo esquecida, os valores estão cada vez mais sendo deixados.
Sinto pena da criança que hoje cresce sem ao menos saber que febre faz parte do resfriado.
E o resfriado fora criado de tanto suar e brincar na rua ainda à noite depois de um dia ensolarado.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Anos Incríveis"

Réplica ao Soneto O Cais, por Victor Z em Exilados do Paraíso. (Visitem)


De que seriam os anos vividos, não fossem as lembranças do passado.
Tempos saudosos que volta e meia clareiam no presente deixando seu recado.


Anos vindouros de amores, amizades e familiaridade.
Passado distante, que de olhos ao léu nos enchem de saudade.


Se não fossem de lembranças, como voltar a ser criança?
Sem dúvida, mesmo adultos em momentos voltamos à infância.


Basta um momento de dispersão, ou mesmo uma visão.
E mesmo que dure por segundos, já são suficientes à exaltação.


A menino brincalhão que correu solto, vezes sozinho e vezes não.
Corre sem medo, desconhece a dor, tampouco a do coração.


Saudade do tempo e do sono angelical.
Que apenas esperava o amanhecer para poder brincar no quintal.

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