Deixo fluir palavras e saudade sentida.
Vida triste, ausência crescente
Amor que padecia hoje descrente.
Quanto vale a estação de amar
Se para todo percurso que restar
A saudade irá perdurar, ousando ficar.
Permanecer e fazer sofrer.
Sou o estado em que me encontro
Perdoe-me se não o sei ser além do pranto.
Recorrente, hora permanente.
Este estado independe do que digo.
Pois o coração esta doente, castigado
Ou demente.
Sou o estado em que me encontro.
Perplexo, amedrontado hora refugiado.
Escondido, descompassado
Temerário e assim desordenado.
Das rimas me faço mero palhaço
Rindo no encalço da saudade e de um amor falso.
Sou o estado em que me encontro.
Permita-me ser este antro de saudade e pranto.
Deixe-me enfim encontrar alento e quem sabe algum descanso.
