"Selos Recebidos"

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domingo, 17 de outubro de 2010

"O Império dos Sentidos"


"Blogagem Coletiva"
 Lolipop "Banzai"   Confiram...


Sou de fato demasiado sentidos
Mas não há no mundo quem possa dizer não se entregar ao império regido por eles, sim o império dos sentidos.
A volúpia em demasia proclamada em dois corpos que se entregam em extrema nostalgia.
O sabor exalado dos amantes impiedosos que tomam por inteiro as sensações da paixão que os envolve.
De olhos semicerrados de movimento acentuado horas em rompantes de sedução dominante.
Aos amantes que saboreiam e bebem da volúpia de seus corpos.
Sentem ofegantes entregues à magia do amor inquietante que lhes dominam os sentidos.
Tomam noite adentro entregues de forma literal ao império que lhes domina.
Guiados tão somente pelo desejo, enlaçados pelo envolvimento, se entregam em perfeita harmonia no entendimento proporcionado através dos corpos.
Num momento sublime de entrega e desejo, arrebatados pelos sentidos, do suor causado, dos toques demasiados, dos beijos molhados.
Assim entregues ao império dos sentidos.
São extirpados do mundo real, das falas depreciadas e muitas vezes desnecessárias.
O momento é de entrega, de sabores, onde corpos se saboreiam e lábios se entorpecem, onde não há pensamentos apenas entrega em uma única constante, o de proporcionar e receber prazer por todos próximos instantes.
O prazer não descrito, sem consoante nem verbo sem necessário ter-se alguma toante.
São sentidos, aos sussurros e suspiros, gritos e gemidos.
O som da volúpia de dois corpos, a sinfonia entoada por amantes, o toque dos clarins da vida, a sinfonia mais ardente e querida.
As mãos a percorrerem inquietantes cada espaço escondido, cada centímetro desejado, os beijos tomados descompassados redescobrindo o corpo do amante.
Das mordidas, espaçadas, espalhadas revelando o puro desejo desta toada, o amor consumado, o sexo elevado, o prazer em sua máxima constante.
A explosão dos sentidos revelados, demasiados onde não se faltam galgares, a disritmia, o ar que falta aos poucos e o tremor causado ao corpo.
Revela o êxtase envolvendo todo o espaço, o suor nos lençóis estampado, o leito do amor agora consumado.
O momento em que dois corpos se tornam um único sentido retumbante.
Assim, digo-lhes em verdade, que o momento é sublime e dispensa definições.
Apenas a exaltação vivida em similaridade por amantes.
Império dos sentidos, vivenciado e aclamado e comprovado em cansados semblantes.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Sou o que Sou"



Vezes, estou tão longe que não podeis notar
Vezes tão próximo que não podeis ignorar
Sou sentimento constante a percorrer o mundo
Sou sentido exaltado e vezes sentimento profundo


Das vertentes da vida me faço dramaturgo
A dramaturgia latente que traz em vida todo um mundo
Mas posso ser romancista a exaltar o romance
Preciso tão somente da rosa e em mente belo semblante


Das rimas escolhidas faço poesia à preferida
Dona de sorriso cintilante que nos alegra a vida
De olhos bem abertos, brilhantes como o diamante
Pois nenhuma admiração nasce para durar um instante


Dos amores passados, esquecidos e abandonados
Faço a triste rima de lágrimas em estado elevado
Das lamúrias que se abrigam numa vida
Faz-se também a poesia das brumas que cobrem a lida


Dentre tantas facetas que pode-se ter
Prefiro e escolho ser esta que acabei de vos dizer
O amor enaltecido que na poesia encontra abrigo
Ou a lamúria que tristemente traz o amor esquecido


Sou enfim este que vos escreve,  feito, moldado e criado dos sentidos.
 
 
Ao som de "Numb" (entorpecido) Linkin Park


Obs. Peço que me desculpem pela falta de tempo em comentar a todos blogs sempre queridos.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

"O Proibido"

Capela Sistina- "Fruto proibido"(Michelangelo Buonarroti) 

Ah o amor proibido

Que não pondera e aguça a libido


A paixão desenfreada

Que não impõe limites em sua toada


A graça de um instante

O sabor feito em rompante


Defino assim o sentimento proibido

Avassalador e desmedido


Que muitas vezes fere a alma

Pois se acaba tão logo consumido


Confiram a Reflexão do Proibido em:



quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Valho-me"



Valho-me de meu pobre vocábulo para expressar sobre o romantismo roubado.
Bastariam-me poucas palavras para falar do quão ficou bastardo.
No entanto, para enaltecê-lo nem mesmo com todo o vocabulário.

Valho-me de meu pobre vocábulo para falar do romantismo furtado.
Esquecido, deixado em uma prateleira qualquer a que foi fadado.

Dos sentimentos antes enaltecidos, hoje expurgados das vidas vazias que se tornarão.
Que completas se dizem, mesmo sendo desprovidas de um bem inestimável.

O bem que é poder sentir, sem nada pedir.
Poder se declarar sem temer o que irão pensar.

Sem considerar retaliações.
Dando tão somente importância às emoções

Valho-me de poucas palavras,
Poucas mas sempre em verdades.

Valho-me de não me esconder
Nem nas palavras ou do amor a sorver

Valho-me da verdade deste coração
Pois sou acima de tudo pura emoção.

domingo, 9 de maio de 2010

"Mergulho Solo"

Recordo-me com perfeição.
Do dia que ousei mergulhar,
Mergulhar em uma paixão.

Em meu discernimento
Certo de não ser efêmero sentimento.

Palavra alguma define tal sensação.
Restando-nos apenas o ledo coração.

Nem mesmo os anos
São capazes de impedir a reação
Quem dirá a tenra-idade de uma paixão.

A paixão pode fazer-se longa,
Se diferindo de breve estação.
Basta aprender-se a amar:
O estar
O conviver
O compartilhar
E permitir se deixar levar.

No entanto,
Se o mergulho solo for.
Nasce então,
Sofrimento e dor.

E ao ledo coração
Possa talvez então.
Restar apenas,
Marcas de uma paixão.

E do infortúnio mergulho
Seqüelas que talvez,
Possa abster-te de tentar
Novamente mergulhar...

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Faz algum sentido?"


Será mesmo necessário, buscar sentido no sentimento vivido?
Se mesmo os sentidos perdem o sentido, quando estamos sentindo!
As emoções, não fazem sentido algum, quem dirá o sentimento sentido.
Então, para que se dar sentido se na verdade quando sentimos não temos sentido algum por estar sentindo.
A complicação faz parte da emoção!
Sentido algum esta presente, quando os sentidos se perdem nos próprios sentimentos vividos.
Buscar sentido é inútil, visto que quando sentimos os próprios sentidos nos abandonam para podermos sentir a intensidade dos sentidos no ápice de seus acontecidos.
Então, ao viver enalteça a emoção.
Não busque sentido no que sente, pois neste instante seus sentidos ja se confundiram nos próprios sentidos enaltecidos por um único sentido.
O sentido de viver.

domingo, 31 de janeiro de 2010

"O Beijo"


Ah, os beijos, uns mais doces e outros mais molhados.
Beijos rápidos e outros morosos mais demorados.
Tantos beijos dados e talvez alguns roubados.

Mas cada qual com seu sabor inigualável.
Como tal gesto pode ter em si tantas facetas e tantos sabores?

Existem os beijos despertos, assim como os abafados.
Alguns te tocam a alma, outros te despertam a carne.
De tantos beijos tidos e dados, existirão sempre os que serão lembrados.

Mesmo em segundos após consumados.
Ah, o beijo, dentre os dados e tidos jamais serão esquecidos.

Dentre as virtudes do ser humano.
O beijo é a que mais deveria ser praticada.
Pois sua imensidão de sentidos pouco poderá ser compreendida,
Se não sentida nos próprios lábios...


                                                                                                                         Hamilton H. Kubo 31.01.10  0h27

Fotografia: "O Beijo" escultor Auguste Rodin

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