Ah, os beijos, uns mais doces e outros mais molhados.
Beijos rápidos e outros morosos mais demorados.
Tantos beijos dados e talvez alguns roubados.
Mas cada qual com seu sabor inigualável.
Como tal gesto pode ter em si tantas facetas e tantos sabores?
Existem os beijos despertos, assim como os abafados.
Alguns te tocam a alma, outros te despertam a carne.
De tantos beijos tidos e dados, existirão sempre os que serão lembrados.
Mesmo em segundos após consumados.
Ah, o beijo, dentre os dados e tidos jamais serão esquecidos.
Dentre as virtudes do ser humano.
O beijo é a que mais deveria ser praticada.
Pois sua imensidão de sentidos pouco poderá ser compreendida,
Se não sentida nos próprios lábios...
Hamilton H. Kubo 31.01.10 0h27
Fotografia: "O Beijo" escultor Auguste Rodin
