Valho-me de meu pobre vocábulo para expressar sobre o romantismo roubado.
Bastariam-me poucas palavras para falar do quão ficou bastardo.
No entanto, para enaltecê-lo nem mesmo com todo o vocabulário.
Valho-me de meu pobre vocábulo para falar do romantismo furtado.
Esquecido, deixado em uma prateleira qualquer a que foi fadado.
Dos sentimentos antes enaltecidos, hoje expurgados das vidas vazias que se tornarão.
Que completas se dizem, mesmo sendo desprovidas de um bem inestimável.
O bem que é poder sentir, sem nada pedir.
Poder se declarar sem temer o que irão pensar.
Sem considerar retaliações.
Dando tão somente importância às emoções
Valho-me de poucas palavras,
Poucas mas sempre em verdades.
Valho-me de não me esconder
Nem nas palavras ou do amor a sorver
Valho-me da verdade deste coração
Pois sou acima de tudo pura emoção.
