"Selos Recebidos"

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Valho-me"



Valho-me de meu pobre vocábulo para expressar sobre o romantismo roubado.
Bastariam-me poucas palavras para falar do quão ficou bastardo.
No entanto, para enaltecê-lo nem mesmo com todo o vocabulário.

Valho-me de meu pobre vocábulo para falar do romantismo furtado.
Esquecido, deixado em uma prateleira qualquer a que foi fadado.

Dos sentimentos antes enaltecidos, hoje expurgados das vidas vazias que se tornarão.
Que completas se dizem, mesmo sendo desprovidas de um bem inestimável.

O bem que é poder sentir, sem nada pedir.
Poder se declarar sem temer o que irão pensar.

Sem considerar retaliações.
Dando tão somente importância às emoções

Valho-me de poucas palavras,
Poucas mas sempre em verdades.

Valho-me de não me esconder
Nem nas palavras ou do amor a sorver

Valho-me da verdade deste coração
Pois sou acima de tudo pura emoção.

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