"Selos Recebidos"

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

"O Pardal"



Por vezes me sinto assim

Pássaro calado cujo canto teve fim.

Vagueio por veredas desconhecidas

Por campos onde as árvores se fazem adormecidas

O intrépido silêncio que por vezes atordoa

A mente deste pobre pássaro que com o amor sonha

Agora diante do Sol se pondo

Recordo-me o quanto cantei com estrondo

Quis cantar a todos os pássaros, pois este pardal estava amando

No entanto após aquela primavera

O amor me deixara

Restava Tão somente a espera

O ciclo já se fez

E passara primavera outra vez

O amor não retornara

Tal como o canto de outrora

Que não canto mesmo diante da nova primavera.



quarta-feira, 26 de maio de 2010

"A Flor: Aya Kitou"
"Homenagem Final"


A vida que fora curta em demasia
Mas jamais vazia vestida em palavras e poesia
Aya que chorava em palavras criava também um legado
Lágrimas no papel, mas sorriso sempre estampado

Não importava quão curta e limitada seria sua vida
Mesmo assim ao mundo e a todos ela simplesmente sorria
A ela de fato fora dado o dom da escrita
Dom que a manteve e mantém viva

A esta de adolescência roubada
Que teve tudo para ser derrubada
Rodeada de olhares sem coração
De vidas vazias sem nenhuma devoção

Resistiu, sobreviveu diante da mais temente doença
A doença que vive no coração, doença da descrença
Diante dos malignos olhares, levantou-se e sorriu
Sua dádiva maior, cultivar o bem e nela se fazer viril

Em meio à selva de pedra nascera uma flor
Sensível e bela, de perfume que exalava amor
De curta primavera e inverno aterrador
Semente fadada a secar, mas não sem antes viver com fervor

Deixou-nos suas pétalas a fim de nos lembrar
Quão valiosa deve ser a vida, quão importante é amar
Da valia que não damos, não praticamos
Estando ocupados em demasia com nossos consumos

Esquecendo do bem a ser praticado
Do amor a ser propagado
Independente do tempo que já se passou
Que de certo é muito mais do que Aya um dia desejou

Por apenas desejar viver um tempo mais
Propagar bondade sem se importar com ideais
Viveu na terra tempo suficiente para transmitir amor
E sobrevivera eternamente na bondade igualmente transmitida com amor.

Assim se finda pequena e humilde homenagem
“Que de certo é pouco muito pouco diante desta que viveu com tamanha coragem.”

Palavras de Aya Kitou deixadas em seu diário:
“Coloquei a mão no meu peito.
Posso sentir meu coração batendo.
Meu coração está funcionando.
Estou feliz. Eu ainda estou viva!”
(Aya Kitou).

domingo, 28 de março de 2010

"Renaissance"

Sublime fora o sentimento.
Mesmo que tenha sido por um simples momento.

Momento oportuno, de vidas separadas.
Enfim, encontradas para uma breve temporada.

A semente que plantou em meu peito.
Brotou e trouxe algum alento.

Da paixão hora silenciada.
Nasce o amor e também o respeito.

Das noites em claro que passamos.
Inúmeros foram os sentimentos vivenciados.

Da distância inevitável.
Cresceu a vontade insaciável.

Dentre tantas histórias da vida.
É a você doce querida.
Que dedico este verso.

Pois além de amada,
Fora também bandida.
Pois, rompendo meu peito.
Levou consigo um nobre sentimento.

Sentimento este, que na calada da noite
Faz doer o peito, despertando-me de meu leito.

E assim, a semente plantada,
Hora florida, agora se acaba.

Perde-se a semente, mas não a terra onde fora semeada.
Pois com lágrimas é nutrida e cuidada.

E neste pedaço de “chão” a qual chamo de coração.
Novas primaveras virão.

E certamente de novas sementes.
Novos frutos igualmente renascerão.

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