"Selos Recebidos"

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"Viver"



Ah doce vida

Por quantas vezes já lhe fiz esquecida
Por lembranças de forma desmedida

Das recordações de outrora
Que vezes o presente assola

Das horas vezes perdidas
De pensar em palavras invertidas

Escrever se faz passatempo
Passando se a vida em fragmento

Vezes procurando firmamento
Vezes necessitando de alento

Ah doce vida

Perdoe-me pelo desperdício
Quero que o viver se faça oficio

Vislumbrar o presente
Fazer o coração sempre quente

Das lembranças que trago em mente
Que a boa seja sempre recorrente

E que a cada novo dia
Viva a vida de forma tardia

Correndo para a vida
E não mais lembrar-me de despedida

Viver dia a dia, noite a noite

Pois a vida por ser uma
Que seja então em poesia sem alguma bruma


 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Chama da Vida"



Nas intempéries da vida

Levada a ferro e fogo vezes ferida

Trago no peito cicatriz

Impelida escondida disseminada em poesia.

Fagulhas da chama abafada

Esquecida deixada agora recolhida

O incandescente que se fizera descrente ao presenciar a chama enfraquecida

E que hoje mesmo tendo lembrança eloqüente a tal chama se faz ainda presente

Fraca e menos ardente, mas sem se fazer ausente

Aquece a vida de uma alma recolhida que optou pelas sombras após ter do amor sua negativa

E que tal chama hora esquecida, possa brilhar sem cessar

Não por ter amor a relembrar

Mas por saber que mesmo deixado, jamais se fará esquecido

Nem postergado

Pois sabe, mesmo desejando não saber,

Que sendo chama que é nasceu para o amor prover.

E que esta chama outrora deixada, abandonada

Esquecida de parte usurpada

Se mantenha em vida, brilhe mesmo após a despedida

Pois nascera para vencer, nascera para crer

Enfim tendo nascido para com amor o mundo aquecer.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

"O Proibido"

Capela Sistina- "Fruto proibido"(Michelangelo Buonarroti) 

Ah o amor proibido

Que não pondera e aguça a libido


A paixão desenfreada

Que não impõe limites em sua toada


A graça de um instante

O sabor feito em rompante


Defino assim o sentimento proibido

Avassalador e desmedido


Que muitas vezes fere a alma

Pois se acaba tão logo consumido


Confiram a Reflexão do Proibido em:



sexta-feira, 23 de julho de 2010

"Um sonho"




Hoje estou cansado
Mente e corpo em demasiado
Quero cochilar, descansar
A mente desligar

Sumir por um tempo
Quem dera  ter um sono perfeito
De sonhos cálidos
De amor válido

O corpo não responde
A mente se confunde
O pensamento divaga
O sono me desaba

Mas mesmo em dia corrido
Lembro-me de seu sorriso
Do seu olhar singelo
Aquele que faz qualquer dia mais belo

Hora de repousar
Deixar o sono chegar
E quem sabe nesta noite
Sonhe com seu lindo semblante

Um sono inocente
De sonho eloquente
Do amor uma nova semente



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