"Selos Recebidos"

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terça-feira, 8 de junho de 2010

"Pela Janela"

Mudei a imagem para dar mais sentido ao escrito.

Aqui sentado observo pasmo, na janela que tudo avista.
A beleza doutro lado na calçada cheia de vida e pouco vista.
Das pernas alvoroçadas a atravessar escadas, cheias de pressa todas em demasia.
Nem ao menos passam em caminhada para observar o que nascia.
São flores ali meus caros, que cuida aquela bela senhoria.
Que traz toda manhã límpida água para fazer bem feitoria.

Aqui sentado novamente pasmo observo a vida.
Quanta correria mais precisa o homem em seu dia-a-dia?
Já não basta ter o horário que não passa estando isolado?
É tanta demência, viver assim trancafiado.
Distante da vida que se pronuncia, mas o homem teima e ouve calado.

Aqui sentado observo pasmo, na janela que tudo avista.
Aquela doce senhoria que após longa data descobriu o que é vida
Apenas agora com seus custos passos é que chega até a flor que brilha.
Quanta vida existe ali, na calçada ignorada!

Aqui sentado cabisbaixo, mas ainda pasmo.
Noto que não a calçada é quem esta sendo ignorada
Ignoram-se a vida que vem e que passa, mas logo se acaba.
Ignoram-se o viver que é pouco pode crer em troca de uma hora isolada.

Aqui agora de pé, fecho a janela e saio a passos calmos
Pois tal como as pernas alvoroçadas,
Descobri muito tarde quão calmo deveriam ser os passos.


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