Calo-me diante do anseio de me fazer ouvido
Repouso-me diante do desejo de sair correndo
Sonho diante do sonho de não estar sonhando
Somos imperfeitos
Somos sedentos
Somos famintos
Desejamos explicar de forma magistral
Um mero acontecimento mortal
Mesmo sabendo que já vivenciamos o final
No fim notamos que buscamos nada
Uma calmaria que nascera findada
Uma analogia errada
O amor inexiste
Pois é fantasia que persiste
O destino tão falado de nossa existência
Mostra-se tão somente mera coincidência
Lembro-me de ser calmo
De ter solidão como aliado
São meras lembranças
Um qualquer que matava esperanças
Não sucumbia diante à fantasia
Nem ousava de destino, pois este não tinha

