"Selos Recebidos"

terça-feira, 31 de maio de 2011

"O delinear de meus dedos"



No aconchego e na candura de sua cama
Calo-me admirado diante da beleza que chama
Silenciam-se as palavras, diante do toque enaltecido
O toque mais sublime, o encontro há muito desejado

Na ponta dos dedos delineando seu corpo
Encontro meu prazer, e em você faço porto
A linguagem que agora toma forma
Dispensa palavras e não se retém a norma

A suavidade de sua pele que chega a entorpecer
Qual diante dela desejo apenas me embeber
Estando já embriagado pelo amor concedido
Entrego-me por inteiro em amor prometido

Assim o amor entre dois corpos se faz consumado
O encontro de almas certamente imaculado
O desejo latente expressado com fervor
O encontro esperado dum verdadeiro amor

O prazer que vai além e se intensifica no carinho
Anunciando que em seu leito proclamamos nosso ninho
O amor que nascera outrora tão inocente
Que dia após dia mais forte se fez em eterna torrente

Nosso amor que nascera calado
Cresce rápido, evolui-se desvairado
É o amor em vida mais eloqüente
E a este amor jamais serei indolente

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sábado, 28 de maio de 2011

"Um raro Sentido"


Apesar da banalidade que se tornou o sentir
Posso dizer que uns poucos é que sabem existir
O sentimento alvoroçado hoje desperso
Onde o amor mais parece existir apenas em verso

São poucas as vezes que um ser pode-se dizer tomado
Mesmo que lhe digam que és muito amado
Mas se deixar flutuar sem ter medo de cair
Não são todos amores que assim nos fazem sentir

Digo que fora tomado assim poucas vezes
Me deixei levar por estes prazeres
Mas fora em infância
Energia de pouca impedância

O hoje é que me faz tremer
Me faz temer, dá medo de viver
A entrega que veio inusitada
Desritmou o coração e sua toada

No entano, agora já entregue
Não há razão que agora persegue
Ficaram elas agora despersas
Perdidas em nuvens espessas

Minha razão deu vazão
Perdeu ao nobre coração
E agora entregue não vejo retorno
Estou vulnerável, estando entregue num todo

Não temo o que possa acontecer
Se vou cair ou do coração adoecer
Sou assim feito em verso
Mas sem o amor apenas seria anverso




quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Calms me"



Sometimes
Some kind of pain come to us
Remains in our chest
And consumes our thoughts

Sometimes
This pain becomes in tears
Maybe to release some pressure
Decrease our fears

Indeed

It's not about pain
But yes absences
There are no cuts or scars
Is all about feelings

All about
Just one person

The lack of one voice
The lack of one smile
To smile together

The lack of some arms
To warming together

The lack of one presence
That heals

The lack of one thought 
To finish together

And then you finally realizes

This pain inside our chest

It's all about miss someone

Someone whit one soft soul






segunda-feira, 23 de maio de 2011

"As Vezes"



As vezes nos deparamos com situações inusitadas
Por vezes surpreendemo-nos com atitudes tomadas

As vezes as atitudes foram as erradas.
Por vezes as mesmas atitudes as acertadas.

As vezes acreditamos que o amor nos faz sofrer
Por vezes de tanto acreditar este amor nos faz adoecer.

As vezes desejamos estar apaixonados
Por vezes percebemos a paixão quando já enamorados.

As vezes a saudade não nos cabe
Por vezes a solidão nossas mentes invade

As vezes queremos simplesmente chorar
Por vezes essa vontade é falta de amar

As vezes exaltados colocamo-nos a esbravejar
Por vezes o simples silêncio pode tudo concertar


As vezes de um certo colo faço-me carente
Por vezes este é o colo que me espera paciente

As vezes queria poder voar
Por vezes mais vale os pés no chão, que no amor apenas sobrevoar

Entre tantas vezes que a vida tem de se moldar
Desejo que por todas elas não perca o dom de amar


Leiam também Inócuo em "Profundo Amar".




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