"Selos Recebidos"

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Rabiscando de novo?"



Hoje apenas me calo

Pois saudade exalo

Quero sorrir

Mas sem conseguir

Não há como ser alegre

Quando Amor a alma pede

Não há como sorrir

Quando desejo sumir

Essa noite esta bela

Contemplada pela janela

Na solidão de um quarto

Deparo-me com o fato

Estou sozinho

Para aquecer o ninho

Não há companhia

A vida veio sozinha

O amor partiu

Depois que surgiu

Fez morada

Não sabia da hora certa

Agora vejo a hora não fora acertada

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Vazio"


VAZIO.

A mente divaga, desejando poesia.
Mas nada ocorre,
Nada embriaga nem morre.

Mas como ébrio de poesia.
Escrevo algo, sobre algo que esvazia.

Quantos ouviram dizer, que o vazio é malevolente.
Em certos momentos de certo.
Mas em outros pode fazer-se também benevolente.

O vazio antecede o novo, que exalta.
Pois, nada se enche se espaço falta.
Não meia verdade,
Se não, uma verdade nata.

Escrevo então do vazio.
Deste intrépido navio.

O navio que descarga.
E parte ao Mar sem alguma carga.

Pronto para ancorar.
Nesta vida tão imensa quanto o Mar.

Em diferentes portos ancorar.
Idéias novas traçar.
Rasgar, navegar o imenso Mar.
E nova poesia carregar.

Por não se tratar de mente vazia.
Faz-se eterna a busca por poesia.

Neste navegar pela vida.
Faço do pensar minha lida.

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