"Selos Recebidos"

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

"Otário"


Tão somente mais um otário sem noção.
Por vezes o silêncio vale ouro, pode proteger um coração.

Quisera eu medir as palavras sem titubear.
Quisera eu calar a emoção e deixar tão somente a razão falar.

Algumas verdades servem de verdades tão somente a quem as tem como verdade.
Mas falta se um filtro, uma metade que possa driblar a própria vontade.

Essa de dizer o que se sente, de dizer o que se falta deixando a própria alma revoltada.
A incompetência do otário coração, que fala mais alto mesmo quando deveria ter voz selada.

Alguns anseios dever se ia calar não se expressar tampouco se mostrar.
Deixando á deriva as feridas abertas a fim de ainda mais se machucar.

Como pode a sinceridade ser tamanhamente desmedida
A ponto de fazer ressurgir desalento às emoções já corrompidas.

Um otário, um joguete ou até uma simples carta
À mercê daquela que flerta que embaralha os sentidos e depois descarta.

Um coração errante que mesmo disperso em pesadelo
Não se entrega às meias verdades mesmo diante da razão fazendo apelo.

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