Tão somente mais um otário sem noção.
Por vezes o silêncio vale ouro, pode proteger um coração.
Quisera eu medir as palavras sem titubear.
Quisera eu calar a emoção e deixar tão somente a razão falar.
Algumas verdades servem de verdades tão somente a quem as tem como verdade.
Mas falta se um filtro, uma metade que possa driblar a própria vontade.
Essa de dizer o que se sente, de dizer o que se falta deixando a própria alma revoltada.
A incompetência do otário coração, que fala mais alto mesmo quando deveria ter voz selada.
Alguns anseios dever se ia calar não se expressar tampouco se mostrar.
Deixando á deriva as feridas abertas a fim de ainda mais se machucar.
Como pode a sinceridade ser tamanhamente desmedida
A ponto de fazer ressurgir desalento às emoções já corrompidas.
Um otário, um joguete ou até uma simples carta
À mercê daquela que flerta que embaralha os sentidos e depois descarta.
Um coração errante que mesmo disperso em pesadelo
Não se entrega às meias verdades mesmo diante da razão fazendo apelo.