Os opostos
Aos extremos
Fundem-se
Aproximam-se
Transformam-se
Confundem-se
O frio não aquece
Nem alenta ou aconchega
Oposto ao calor
Que aquece, convida
Mas ainda assim queima
O extremo gélido
Queima sem aquecer
Ainda o próprio silêncio
Em sua constância
Atordoa
E quanto ao amor
Que a seu extremo
Chega a causar dor
É na singeleza de se amar
Que se aprende a cuidar
Resgata o poetar
Mas em sua ausência
Deixa a dor, uma clemência
A dúvida de novamente amar
Talvez se na dor morar
Encontre em seu extremo
Tão sonhado amor verdadeiro
