Feliz é o poeta, que tem o dom de estancar suas lágrimas ou mesmo teu saudosismo em cânticos e poemas.
"Fazendo da caneta vossa espada e das palavras tua própria vida."
A escrita talvez não lhe prive a dor, mas certamente traz certo alento a ela.
Falar de amor é demasiado fácil, mas sobreviver à dor quando este mesmo amor é póstumo é que nos causa incrível torpor.
Tentar transcrever tais sentidos, em palavras de certo louvor não é tarefa fácil, não para quem de fato se entregara em verdade.
Para uns tantos tudo se torna lembrança de uma passado, para outros uma cicatriz sempre aberta, que sangra em noites feito esta.
"Desejo lhe falar meu grande amor
Esta tua ausência é e tem sido meu torpor
Sou feito escravo da lembrança
Pois fora em teus lábios que encontrara temperança
Dei fim a todos retratos
Do nosso álbum não sobrara sequer pedaços
No entanto, de que me adiantou
Se em minha memória sua partida adiou
O ontem se tornara passado
E hoje não mais tenho a ti, meu regalo.
Tampouco irei ter te novamente a meu lado.
Assim talvez, até sobre futuro
tenha me desinteressado em demasiado"
Desculpem pela falta de tempo em visitá-los e em comentar.
