"Selos Recebidos"

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"O Sentimento é Imutável"




Quando de fato uma relação de amor tem seu fim?
Quando um amor se esvai por completo?
Acredito ou desejo acreditar que um grande amor jamais se esvai.
Nunca se acaba, apenas adormece e renasce em momento posterior. (Claro que por vezes leva-se muito tempo, mas renasce sim)
Apesar de na poesia se eternizar uma a quem amada, na verdade apenas estamos semeando um sentimento, cuja a "casca" que antecede seu florescimento possuí as feições desta qual adorada.
Filmes, histórias ou cantos de amor tendem a nos alimentar à enganação. Imputando em nossas mentes a possibilidade de um reencontro, a busca do sentimento quase esquecido, quase pois em lembranças temos seu tão adocicado sabor, sua tão saudosa presença.
E assim, diante de tantas "possibilidades" que vislumbram os olhos, nos acorrentamos a um passado mais próximo.
Nos prendemos em um último momento próspero.
Esquecemos de viver o próprio presente e deduzimos que o "amor" não se fará novamente presente.
E por se estar convencido desta possibilidade, afastamos a todas as formas reais de possibilidades. A chance de permitir o amor novamente florescer.
Este amor que mantemos encubado, regado a lágrimas salgadas.
Lágrimas das águas que a muito já passaram.
Portanto cuidado, cuidado para não se embriagar pela vida criada em uma mente, uma esperança e depois transformada em estória, filmes ou contos.
Saudemos as faces cujo amor já teve, mas lembremos de admirá-lo em novas flores.

"O sentimento é imutável, mas sua beleza sempre se transforma"






sábado, 12 de fevereiro de 2011

"Do Saudosismo"




Quanto valorizamos um simples abraço?
Quão saudoso pode ser um simples afago?
Mas quem é saudoso sabe, que não saúda um qualquer abraço, 
não lhe cabe um qualquer afago.
Aquele que saúda, quer e deseja algo sincero, uma abraço de almas, 
o afago com toque dos Deuses.
Não se trata de atracar-se com uma qualquer, ele deseja aquilo que todos deveriam ter
e claro a outros proporcionar.
Ele saúda sentimento honesto, de um amor sincero.
O abraço das almas, o afago abençoado pelos Deuses.

E no fim, apenas lhe confere o saudosismo...





sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Seu pior Pesadelo"



Sou lembrança passada, pois fora tudo o que restou.
Sou sentimento vivido, amor estarrecido uma verdade que passou.
Me fizera aluno de seu deleite, escravo do seu apetecer
E hoje me vejo demente por ter acreditado naquilo que jamais poderia ter

Contudo, animal hoje acuado e agora em lembrança transformado
Permito-me ser seu pior pesadelo e dentre todos o mais conturbado
Serei eu a profanar-lhe o sono, e logo verás que não tenho um rosto
Tive a verdade roubada, ou talvez por mentira ela fora deturpada
Tive o amor incandescente que se fizera congelar diante da mentira entoada

Me dera doces momentos, mas transformara todos neste amargo presente
Serei então o teu sofrimento mais gélido, em seu pesadelo pesada corrente
Lhe prenderei em grilhões e permanecerá estarrecida em sono profundo
Não despertarás mesmo de olhos abertos, pois estarei presente em sua memória por certo

Na noite de mais belo Luar, serei lágrimas a lhe perturbar
Nos dias mais claros, aborrecimentos em sua mente a retumbar
Não se livrarás de mim, tampouco encontrará cura para me cessar
Serei então diretriz dos seus pesadelos, e jamais irei lhe deixar



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Rascunho ou apenas Rascunhando"



Me perco me acho, me desfaço me apeteço ou desvaneço.

Me redescubro, novamente me abro, me fecho na busca dum desfecho.
Sou nostalgia exatidão, vezes vilão de um pobre coração.
Amo demasiado, procuro sempre estar ao lado da loucura e insensatez de um homem apaixonado.

Me faço aventureiro, vezes perdigueiro ou vagabundo e da mentira herdeiro.
Pois luto pelo que acredito, e acabo acreditando em devaneio,  pois nem todos acreditam  entregando-se por inteiro.
Não busco metade tampouco complexidade, visto que o amor se faz companheiro.
Nenhuma mentira mesmo descabida, em um momento concebida não cabe mesmo que em comida.

Pois desta não mais engulo, não quero perder o prumo e nem me ter novamente sozinho no escuro.
Desejo claridade, vivacidade e amor feito em verdade.
Não desejo loucuras apaixonadas que vêem feito jorradas e se acabam como fossem jornadas.
Quero amor competente, que me aflija os dentes e me faça vezes demente.

Para que usar de palavras, se nas palavras a própria palavra se esconde as vezes?
Apenas olhe me nos olhos, reflita minha verdade, diga-me sem pestanejar que mal vê a hora de dizer... "Te amo e é de verdade"...


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